quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Sobre a dança clássica indiana


Só por essa pequena amostra, a gente percebe o quanto a dança clássica indiana exige de quem a executa. São 7 estilos, e seu aprendizado não é só uma questão de técnica: pede uma integração perfeita entre corpo, mente e espírito.

Ela nasceu junto com o teatro, e seus princípios técnicos e estéticos estão compilados no Natya Shastra, escritura que teria sido composta pelo próprio deus Brahma.

Todas as posturas tem um significado, expressam uma relação com a mitologia, a filosofia, as crenças espirituais da cultura hindu. Os mitos, as lendas, as sagas dos deuses são representados através da dança, como forma de orientação e educação do povo.

Vejam o que encontrei a respeito dos ensinamentos contidos no Natya Shastra sobre um desses estilos: "contam-se vinte e quatro movimentos para a cabeça inteira, quatro para o pescoço, seis para as sobrancelhas, vinte e quatro para os olhos, cinquenta e sete para as mãos, nove movimentos de pálpebras, seis movimentos de nariz, seis de lábios, sete de queixo, etc."

Enfim, o corpo inteiro dança!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

o trânsito na Índia!

e ninguém bate! impressionante!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Profissão? limpador de orelhas

Sim, limpar orelhas é uma profissão, e muito requisitada na Índia. Na foto, que achei na internet, um profissional em ação, nas ruas de Nova Delhi. 

Encontrei um video da Sandra Bose onde ela mostra o instrumento usado pelo limpador e explica como ele funciona. Vejam:


domingo, 17 de fevereiro de 2008

Parabéns, Padilha!


Tropa de Elite é ouro no festival de Berlim -e por unanimidade! Mais do que merecido. Porque como filme é irrepreensivel, e porque significa uma quebra nessa espécie de tradição que aprisiona e empobrece o nosso cinema: o compromisso com defender teses sociológicas!


Quando fez o documentário sobre o assalto ao ônibus 174, Padilha foi aplaudido. O filme era mesmo excelente, mas pelo que se viu quando do lançamento de Tropa de Elite, os aplausos de muitos críticos não eram bem para o filme, mas para o ponto de vista: o do assaltante.


Fugindo dos estereótipos, o cineasta não se deteve naquele instante em que o bandido aterrorizava as pessoas que mantinha sequestradas dentro do ônibus. O documentário tratou de resgatar a humanidade daquele indivíduo que, fotografado naquele momento, era apenas um monstro. Como se fabrica alguém capaz de uma monstruosidade dessa? era a pergunta que o documentário buscou responder, reconstituindo a trajetória do bandido.


Ao abordar a violência sob o ponto de vista do policial, dentro desse mesmo modelo, foi o que se viu! a humanidade do capitão Nascimento soou como agressão, como se a polícia não fosse, também, constituída por gente!


Sempre achei que a indignação de muitos contra Tropa de Elite tinha muito mais a ver com esse resgate da humanidade do policial que se corrompe e tortura, do que com a tortura propriamente dita! Porque afinal de contas, o traficante do filme, que mete uma bala na cabeça da menina e queima o rapaz no pneu, não foi citado por nenhum dos acusadores como exemplo de torturador também. Muito menos o bandido do ônibus 174, que torturou durante muitas horas os seus sequestrados, diante das câmeras de TV.


Gostar do Poderoso Chefão pode, gostar de Tony Soprano pode também, mas gostar do capitão Nascimento é heresia????

Parabéns, Padilha! pelo Urso de Ouro e por ter quebrado o tabu!

COMPLEMENTANDO

Há que saber separar o filme da reação da platéia que hoje aplaude todo e qualquer procedimento que pareça capaz de libertar a população do domínio da bandidagem.

Essa reação é fruto da realidade que temos vivido, não do filme. O filme só revela a que ponto chegamos, em consequência da indiferença dos poderes públicos, da ausência de uma política eficaz de combate à violência.

Como dizia Borjalo, culpar o filme é querer culpar a janela pela paisagem!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Se todos fossem iguais a você...!

Bonito e comovente: essa mulher socorreu o leão quando ele era ainda um filhotinho e estava em péssimo estado. Levou pra casa, alimentou, cuidou, depois não teve jeito: ele cresceu e teve de ser entregue ao zoológico. Mas não se esqueceu dela. Veja o encontro dos dois:

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Ano que vem tem mais!

Um casal muito querido: a Liege Monteiro, que pouca gente sabe, mas é neta de um dos coroneis que comandaram a guerra de libertação do Acre, e o marido, Luiz Fernando. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

diferenças culturais

Vejam como é sempre perigoso olhar a cultura dos outros com os olhos da nossa própria cultura: esse vídeo, onde se vê a criança brincando com uma cobra nadja, corre pela internet, tem sido postado em várias línguas até, acompanhado de comentários pra lá de negativos: irresponsabilidade dos pais, ignorância, atraso, todos eles reforçando uma visão preconceituosa da Índia.

A professora Sandra Bose, que escreve o blog Indiagestão, nos manda a explicação:

Soube que o video acima foi exibido na TV brasileira. Gostaria de esclarecer que isso faz parte de um treinamento para o filho de um encantador de serpente, para que a crianca, qdo crescer, não tenha medo do oficio, visto que vai herdar a profissão do pai. No sistema de castas indianos é tradição prosseguir com a profissão do pai e avô, principalmente nas castas mais baixas.




COMPLEMENTANDO-OBSERVAÇÃO

Nas postagens sobre cultura indiana tenho recebido posts ofensivos a uma das pessoas que tem estado sempre presente aqui no blog, nos ajudando, e muito, nessa iniciação ao maravilhoso e complexo universo indiano.
Tenho por princípio não publicar posts anônimos. As discordâncias serão sempre bem vindas, desde que assinadas e identificadas. Quanto às ofensas, definitivamente esse não é o espaço!

Olha a Beija-Flor aí gente!


Foi uma bela vitória: a Beija-Flor entrou cheia de garra na avenida, disposta a responder, com samba e beleza, as suposições que punham em dúvida o título conquistado ano passado.

Achei a acusação uma injustiça. Antes de mais nada porque vi o desfile: a azul e branca fez uma apresentaçao esplendorosa. Conquistou o público, apareceu como preferida nos noticiários, e levou todos os prêmios extra-sambódromo de 2007: estandarte de ouro e outros mais. Portanto, não vejo nenhuma surprêsa no fato de que tenha conquistado os jurados também.

E como não foi mostrada nenhuma prova em que se respaldasse a suposição, penso que a vitória da Beija-Flor, esse ano, é a vitória de todas as escolas, e do próprio carnaval carioca.

Se a gente não puder confiar na seriedade do resultado -mesmo quando não concorde com ele- o campeonato do samba deixa de fazer sentido!

Portanto, parabéns Nilópolis! parabéns, Beija-Flor!



E olha os tigres da Grande Rio! a escola fez bonito também e levou o terceiro lugar. Sábado passa de novo pela passarela do samba, cantando a nossa Amazônia! e vamos estar lá para aplaudir!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Até quarta feiraaaa!


Foi lindo esse segundo dia de avenida!

 aqui estou eu com o Ricardo Cravo Albin, vibrando com a preparação da sua Vila Isabel para entrar na passarela! : já é de praxe, todos os anos, esse nosso encontro na área de concentração das escolas! É onde a gente sente a temperatura de cada uma delas! 

Os três garis estavam como eu, máquina fotográfica em punho, registrando tudo. Eu filmei os três, eles me filmaram  e nos fotografamos juntos!

a terceira foto é no camarote da Grande Rio, onde fico sempre. Teve bolo de aniversário para o Zeca Pagodinho e, parabens cantado, o Jaider ganhou a primeira fatia e a segunda foi da Leda Nagle.

O camarote estava uma animação só, todo mundo feliz e confiante com a bela performance da escola, que entrou com toda a garra e incluiu, em seu tema, a defesa da integridade da nossa floresta amazônica. 

Olhem só esse carro da Grande Rio: as pessoas iam girando em várias direções dentro dessas esferas! era lindo de ver!  

Logo abaixo, Selminha Sorriso é luxo só! uma beleza o desfile da Beija-Flor. A comunidade, como diz a letra do samba, impôs respeito e bateu no peito: "Eu sou beija-Flor"


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Kama Sutra na avenida


Pois é. Esse ano o oriente esteve mais que presente na avenida. Muitas referências à India: um dos momentos mais bonitos foi esse carro do Kama Sutra, levado pela Viradouro, onde os participantes, representando estátuas, iam trocando de posições, encenando o célebre livro sagrado do hinduísmo sobre erotismo e sexo.



Hoje tem mais avenida! E lá vou eu!