sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Os frutos da campanha


A Patricia é psiquiatra do Nise da Silveira, e uma das pessoas que tem nos ajudado muito na pesquisa sobre a esquizofrenia.

No seu BLOG, ela está falando sobre a repercussão da campanha de Caminho das Indias em sua primeira semana. Transcrevo aqui:

A novela começou ... Devagar, devagarzinho algum impacto no estigma se inicia.

Um dos meus pacientes, trabalhador e sambista, sobre o qual publiquei uma postagem mais abaixo apareceu no capítulo 6. Estava numa oficina de pintura e apareceu como um paciente real. Interagiu com a Totia Meirelles que, por sinal, tem sido maravilhosa nas cenas com os clientes: acolhedora, tranquila, afetiva...

Na segunda feira seguinte, ele chegou para trabalhar no supermercado PREZUNIC e... Foi um sucesso... Chamado por todos de Helton Maravilha... Nome com o qual se apresentou na cena... Reconhecido como ator da Globo e Sambista. O fato de ter aparecido como uma pessoa que tem transtorno mental não foi o que marcou sua rápida aparição na novela.

Hoje me ligou minha sócia. Temos um cliente cuja filha reside em uma das moradias assistidas que gerenciamos. É uma jovem linda e esquizofrênica. O pai recebe um reembolso de sua empresa para custear as despesas da moradia. A empresa não aceita fazer o reembolso integral. Minha sócia argumentava, quando a moça da empresa comentou sobre a novela. Minha sócia enfatizou o sofrimento da doença e as dificuldades das famílias. A moça comentou que gostaria de conhecer a moradia e vamos marcar uma visita! Talvez nosso cliente consiga ter o seu reembolso integral...

Vamos seguir assistindo, acompanhando tudo o que acontece... Desde já, de fato, começo a perceber um movimento deveras interessante!

Esse é o objetivo da campanha, e que bom que ela já esteja dando sinais de eficiência! ainda no Blog da Patricia, a noticia de um estudo que começa a ser feito pela psiquiatria sobre as consequencias da rejeição familiar, do preconceito e da dificuldade de arranjar emprego, no estado dos pacientes!

É exatamente disso que estamos falando em Caminho das Índias! 

Londres, 20 jan (EFE).- Estudo divulgado pela revista médica britânica "The Lancet" informou que 43% das pessoas que sofrem de esquizofrenia sofrem algum tipo de discriminação por parentes ou amigos.A pesquisa liderada pelo professor Graham Thornicroft, do Instituto de Psiquiatria do King's College London, mostrou que os casos de intolerância são mais comuns no ambiente familiar e na hora de procurar emprego.O estudo é resultado de 732 entrevistas com esquizofrênicos de 27 países diferentes. De acordo com os especialistas, 64% dos participantes disseram ter experimentado a chamada "discriminação prévia" e desistiram de procurar emprego por medo de sofrer preconceito no processo seletivo.Já 55% dos entrevistados admitiram ter vivido este mesmo tipo de discriminação quando tentavam iniciar um relacionamento amoroso.O estudo disse que 43% dos ouvidos sofreram com o preconceito na família, enquanto 47% se sentiram discriminados quando tentavam conhecer pessoas ou manter amizades. Além disso, 27% sofreram com este problema durante uma relação sexual.Por outro lado, os especialistas informaram que apenas 5% dos entrevistados admitiram que a doença lhes favoreceu em alguma situação."As taxas de discriminações prévia e negativa são muito altas entre os esquizofrênicos", disse um dos autores do estudo.Os pesquisadores afirmaram que as medidas para combater o preconceito, como as leis de proteção aos incapacitados, "não tem o efeito esperado quando não se trabalha a auto-estima destas pessoas".

75 comentários:

Prescila disse...

Olá Glória: essa é uma das coisas que mais admiro no seu trabalho, o trabalho social, o terceiro setor. Isso demonstra que você não é apenas uma escritora interessada no sucesso, mas um ser humano incrível, que se preocupa com os problemas sociais qur atingem tantas pessoas.Estou falando da esquizofrenia abordada na novela Caminho das Indias.Parabéns. Que Deus, o grande Mestre da sabedoria continue lhe iluminando.Abraço.

Love me 2Times disse...

oi Gloria


E os resultados estão mostrando que a sua abordagem aos assuntos não é em vão, e a interatividade é importante.

Eu conviví muitos anos com um vizinho que sofria de esquizofrenia, muito inteligente, e estudioso que gostava muito de conversar comigo sobre vários assuntos, e eu sempre dando atenção. Pra vc ter uma ideia, a família tratava como se fosse "retardado" por não saberem lidar com uma pessoas um tanto retraída. Ele se fechada com os familiares, justamente pela falta de atenção.

Com certeza a Patrícia ajudará muito a vc e todos nós que queremos saber como lidar com pessoas que não são "anormais" apenas precisam de uma atenção melhor dentro de casa, e que os familiares saibam detectar o problema e tratar.

A sua novela, sempre foi de utilidade pública, pq vc pesquisa muito e não joga apenas o assunto, o que torna um prazer acompanhar cada capítulo.

Mas eu continuo machucada com o problema do Raj, o Rodrigo Lombardi incorporou tão bem que consegue passar no olhar a dor da uma escolha difícil. Ontem eu fiquei com o coração apertado, qdo. a porta foi aperta e ele se deparou com a festa de recepção... guenta coração, né.

E já que estamos falando em clínica, volto a te pedir: AUMENTE O PAPEL DO DANIEL MARQUES, o estagiário da clínica do Dr. Castanho, ele tem carisma, e bem que poderia ter a oportunidade de desempenhar o talento na sua novela.

Um grande abraço e sucesso!!


bjokas
Edna

ITAPETININGA disse...

Olá Gloria,que bom que a campanha está dando frutos,é tão bom quando alguem fala desses assuntos na mídia e a gente começa a ver o retorno,imagino a felicidade desse paciente chegando no trabalho e todos o reconhecendo,isso é um estimulo para eles,vendo que é difícil para as pessoas que sofrem desses transtornos arrumarem um emprego,como ontem na novela o rapaz sai esperançoso para fazer um entrevista e acaba acontecendo aquilo com ele,é uma pena! Mais tenho certeza que a Sra mostrando isso em sua obra tudo vai mudar! As pessoas vão enxergar com outros olhos, sem duvida nenhuma isso ira mudar.
Como foi sitado acima o capitulo de sábado foi realmente muito bonito,mostrando o carinho da psiquiatra com os paciente,gostaria também de lembrar do filho de nossa terra o ator Daniel Marques que interpretou o estagiário da clinica,queremos que ele continue na sua obra e nos dando orgulho dele ser da nossa querida cidade,conhecida muito por ser "Terra das Escolas"; "Atenas do Sul", "Terra da Cultura"

Mais uma vez parabéns pelas iniciativas.

Matheus Costa disse...

Glóriaaa como dizem: VOCÊ É MARAAA!!
realmente esse núcleo da novela vai realmente levantar muita polêmica e discussão, muito bom poder falar disso, e poder abordar todas as situações que vive um portador de deficiência mental. No nosso dia-a-dia, pelo menos no meu, não me deparo com deficientes mentais, acho muito legal falar desse assunto na novela, onde todos possamos entender melhor sobre a inclusão deles, acho bárbaro. E ainda mas com Stênio comandando a clínica, está divino!!!! Parabéns Glória...

Continuação da campanha da continuação do personagem Marcelo, o estagiário, interpretado pelo Daniel Marques...
Beijosss

Anthropologist disse...

Glória Querida, me emocionei ontem na cena que o Ademir foi pedir emprego achando que ia ficar por ser deficiente e o encarregado o explicou que a vaga era para deficientes físicos e não mentais. É incrível como ninguem tinha discutido isso! Ai você vem e coloca a questão pra sociedade brasileira refletir de uma maneira tão humana... Que Deus te abençõe! Ah: adorei a entrada da Norminha (Dira Paes) ela está ótima e acho que vai nos fazer dar boas gargalhadas. Um pedido: por favor, em alguma cena futura coloca o Indra (André Arteche) sem camisa; ele é tão Lindo que estou com muita curiosidade pra ver o peito, a barriguinha dele... Por mais que eu seja uma pessoa espiritualizada, a carne às vezes é fraca e pede essas coisas. Beijo!

Ieda disse...

Olá!!
Não costumo acompanhar novelas de forma muito assídua, mas devido ao acesso a Internet, comentários ou então quando aparece um tema do qual você se identifica,a questão acaba te interessando um pouco mais.
Quando saí do ensino médio, já faz um tempo, tive uma crise e acabei sendo intenada no Instituto Ache, hoje desativado, que ficava próximo a Lins de Vasconcelos (SP). É claro que tinha todo um histórico familiar, questão de personalidade, enfim a peculiaridade do caso. Fiquei internada naquele ano mais ou menos 40 dias e fui submetida a tratamento de choque, na época indicado para o caso. Tinha por volta de 18 anos e lá tomei conhecimento do que era doença mental, e principalmente o preconceito. Para se ter uma idéia as internas tomavam banho de sol e ficavam todas bronzeadas e diziam que ao chegar em casa todos iriam admirá-las pelo bronzeado. Diziam que jamais falariam que estiveram internadas em hospital psiquiátrico por causa da discriminação e que iriam falar uma mentirinha. Estavam fora por motivo de viagem. Essa sombra da internação me acompanhou por vários anos. Já depois de casada, sofri mais duas internações. Na 3ª internação prometi para mim mesma que isso não iria voltar a acontecer. Fui bastante valente, consciente da minha fragilidade clínica, mas jamais aceitando que isso iria definir minha vida de forma muito triste, como é comum vermos com pessoas que passaram pelas mesmas etapas, mesmos medicamentos, mesma sina. Por não desconsiderar essa minha fragilidade, enfrentei de forma séria um tratamento, com remédios sim, mas também com muita terapia. Fui percebendo que eu não precisaria ocupar para sempre o lugar que a sociedade em termos gerais considera para o paciente psiquiátrico. Para ser sincera, acho que encontrei-me com bons médicos que sempre me orientaram de forma positiva, e em diversos momentos da minha vida essa orientação foi fundamental. Hoje, sou professora, com mais de 15 anos de profissão, trabalhando com adolescentes, e quando olho para tantos colegas que se readaptaram porque não tiveram a estrutura emocional que a profissão exige, penso até que trilhei um pouco o caminho inverso. Sei que cada dia é um dia, mas é muito bom sentir que para muitas pessoas essa doença pode trazer uma alternativa diferente e mais feliz, como até então não vinha sendo.
Desejo sucesso na questão da abordagem do tema, sem dúvida vou continuar acompanhando a novela, na medida do possível.
Com muito carinho!

claudia disse...

Olá!
Gloria, terá muitos frutos desta novela. Os assuntos abordados irão fazer crescer , o esclarecimentos, às diferenças. Estarei abordando também o assunto da relação Pais e Professores, no meu blog: conscienciasmil.blogspot.com
Estou quebrando paradigmas, de Reuniões de Pais. São consideradas chatas pelos pais, por parte dos professores acham, pais ignorantes. Acredito que precisam serem orientados e não descriminados,isso nas escolas públicas. Já as escolas particulares, os pais acham que é obrigação da escola, tomar conta da educação , em casa são as babás que sofrem com este indivíduo. Assim os professores aguentam, por dinheiro e oportunidade de filhos poderem estudar sem pagar mensalidades nesta escola . Portanto deixam ser achincalhados, se tornando pessoas amargas e sem almas.

Anônimo disse...

GLORINHAA, A NOVELA ESTÁ MIL!

PEÇO, ENCARECIDAMENTE, QUE VOCÊ CRIE UM PROXIMO POST COMENTANDO OS SIGNIFICADOS DE ALGUMAS FALAS DITAS O TEMPO TODO PELO ELENCO..

(Vou exemplificar... Sei que não estão corretos, mas.. é algo parecido com isso):
"HARÉ BABA"
"AHUAN KELIÊ"
"THINKERÊ"
"NAMASKAR"
"NAMASTÊ"

tem muito mais, só q não me recordo!

Agradecido!
Espero que crie um post falando de cada um deles.
Beijos.

Adoro sua novela, glória.

Érica Vieira disse...

Sou psicóloga e gostaria de parabenizar a autora Glória Perez pela maneira como a questão da
loucura vem sendo abordada em sua novela, fugindo dos estereótipos e trazendo à tona discussões importantíssimas e urgentes para a sociedade.
Vejo que a atitude têm repercutido de modo positivo e esclarecedor ajudando a romper preconceitos. Lindoooo, lindo, lindo!!!!!!!

Beatriz disse...

Querida Gloria.

O capitulo de hoje foi muito bom! Consegui assistir a novela porque estou viajando e não fui a faculdade hoje, Ufa! Que situação essa do Raj,e a do Bahuan então!estou viciada em Caminho das Ídias,sempre que não posso assistir gravo para ver depois,o menino Ademir querendo se matar..muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo sensacional! Anovela prende a gente,não da pra ir nem no banheiro rsrsrsr.
Dr Castanho falando sobre o paciente,que só pode orquestrar a doença,mais não cura la! Texto lindo Gloria. Por falar em Dr Castanho... novamente venho pedir a você que coloque mais vezes na novela o nosso querido Daniel. poe ele Gloria ! O pessoal de Buri agradece.

Abs sucesso sempre!
Beatriz
Buri SP

Anônimo disse...

Cara Glória Perez,


Pra fins de conhecimento, trancrevo abaixo mensagem encaminhada por mim à rede globo através do site da novela "Caminho da Indias". Conto com sua colaboração para as providências cabíveis.

O meu nome e e-mail foram informados no referido site.

"No capítulo exibido aos dias 30 (trinta) de janeiro de 2009, houve uma cena em que uma das personagens (a assistente social) informa que o desaparecimento do Ademir só poderia ser comunicado à polícia após 24hs.
Gostaria de informar aos senhores que essa informação passada indiretamente aos telespectadores através dessa novela está equivocada. Em qualquer Estado em nosso país não há mais a necessidade do aguardo de 24hs para a comunicação sobre desaparecimentos, seja o de menores, como o de adultos. A comunicação tem que ser imediata, assim que se percebe o desaparecimento. Se vocês não corrigirem tal informação errônea, passada a milhares de pessoas (telespectadores), estarão, de certa forma, dificultando/atrapalhando o trabalho das autoridades policias que dependem, muitas vezes, da comunicação imediata da família para que obtenham êxito no trabalho de busca. Como um enorme veículo de comunicação tomem providências a respeito, caso contrário, serão responsáveis por levar a população à erro. Aproveitem a oportunidade para ensinar a população como proceder corretamente e quais os órgãos procurar nessas situações."
Seguem abaixo vários sites oficias que tratam do assunto, onde vcs. poderão confirmar as afirmações acima:

SITES OFICIAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESAPARECIDOS

Ministério da Justiça: http://www.desaparecidos.mj.gov.br/
Crianças Desaparecidas : http://www.policia-civ.sp.gov.br/desap/desap_lista.asp?tipo=1&pagenumber=1
Crianças desaparecidas - RJ: http://www.fia.rj.gov.br/SOS.htm
Minas Gerais: http://www.desaparecidos.mg.gov.br/
Paraná: http://www.pr.gov.br/policiacivil/sicride/criancas_desaparecidas.shtml
Rio Grande do Sul: http://www.desaparecidos.rs.gov.br/
Goiânia-GO: http://www.goiania.go.gov.br/html/sosdesaparecidas/sos.htm
O número nacional para informações sobre crianças desaparecidas é o Disque 100.

http://www.ssp.sp.gov.br/institucional/faq/exibe.aspx?item=17&show=3

http://www.desaparecidos.mj.gov.br/Desaparecidos/

evelyn disse...

Boa noite!

Não sabioa como fazer uma pergunta, entãovou perguntar aqui mesmo. Como devo agir para um menino de 02 anos e 10 meses fazer testes para a novela?

no aguardo evelynstefano21@ hotmail .com

evelyn

Barulho De Quem Não Quer Fazer Barulho disse...

Sucesso para a campanha social!
O ator que interpreta o Ademir é muuito bom, todas as cenas dele são lindas *.*

Juliana disse...

Querida Gloria

O post anterior rendeu,se viu só? hehe Voltando ao normal depois dos comentários de ontem... Querida fiquei tão emocionada quando assisti a cena no sábado do menino Helton Maravilha...e hoje lendo seu post que ele chegou no trabalho e todo mundo fez festa pra ele,que legal so.
Gloria,precisamos é disso de sementes que dão frutos e você está plantando varias sementinhas que já começam a crescer,estou contigo e não abro.
Adorei tbm você mostrar esse lado do preconceito ao arrumar um emprego,muito bom Gloria muito bom mesmo.

Continuamos pela campanha do ator Daniel Marques o estagiário Marcelo da clinica.
Ahhh e você está linda nessa foto Gloria!
BeijoOOSSS

Juliana MG

Silvestre disse...

Olá Glória, engraçado esbarrar com você no mundo virtual. Tenho visto a novela e estou animado com a idéia de colocar um personagem com um blog, ainda mais que, por onde li, terá uma certa interatividade com o público. Achei muito bacana essa idéia. Bem, um dia gostaria muito de poder conversar com você sobre a Janete Clair. Tenho vinte e três anos, não acompanhei nenhum trabalho dela, nem tive a chance de conhecer,como você teve. Queria dizer que seu encontro com ela, relatado no livro dos autores, me emocionou mto. Muito mesmo! É como algo de destino. Namastê!

NARI disse...

Olá Glória, gostaria de ti parabenizar e dizer que sempre admirei muito o seu trabalho. Gostaria de dizer tbem que tive um tio com esse problema, era horrível!!!Já fazem 25 anos que ele morreu mais até hj eu não me esqueço do seu sofrimento. Ele houvia vozes, e ele vivia dizendo que tinha de morrer antes da minha avó, pois ninguem teria paciência com ele como ela tinha. Então um dia ele desapareceu, e alguns dias mais tarde um menino caçando passarinho o encontrou morto no meio de uma mata.Ele finalmente se matou por não suportar o medo de ficar sem sua mãe, foi muito triste, e vendo a novela me lembro muito, muito mesmo dele. Infelizmente naquela época não souberam dar o tratamento adequado a ele, me lembro que ele tinha que ser levado em camisa de força e sofria muito qdo ficava internado.
Obrigado querida e me desculpe o desabafo!!!!
Um gde beijo,
Nari

Anônimo disse...

Olá Glória Perez estou adorando assistir a novela....parece que passa tão rápido....assim tipo... gostaria que vc colocasse mais uma menina na gafieira que se chamasse Janaina eu tinha uma amiga com esse nome mas perdi o contato com ela... ela dança super bem....um grande beijo.

Cristiane Lourinho disse...

Bom Glória, gostaria de dizer que quem tem esquizofrenia sofre muito. Eu tenho uma prima esquizofrênica e ela sofre muitos preconceitos. É muito bom ver uma novela que está tratando desse assunto. Fico feliz. Juntamente com as outras pessoas que estão comentando, também gostaria de pedir sobre o ator Daniel Marques. Coloca ele fixo na novela, ele parece ser talentoso, dá essas chance pra ele, e você irá revelar um ótimo ator na sua novela. Parabéns pelo seu trabalho!

Carol disse...

É muito bom que a novela esclareça a população sobre um tema tão importante quanto a doença mental, mas para isso é imprescindível que os termos utilizados nas falas dos personagens estejam corretos, para que não se crieem mais distorções e preconceitos. No capítulo em que o personagem com doença mental vai em busca de emprego, ele define-se como deficiente mental, isto é um erro muito comum na população em geral, mas deveria ser melhor esclarecido, principalmente considerando-se que a autora tem assessoria de uma especialista na área. Deficiência mental é completamente diferente de doença mental.... esquizofr~enicos não são deficientes e se adequadamente tratados podem ser inseridos adequadamente na sociendade, sem necessitar, inclusive, de cotas para emprego.
Abraços.

Anônimo disse...

Voltando ao caso Zeca ...
Educação, este é o elemento que falta e que seria o freio natural para as aberrações de comportamento registradas, muitas vezes sigilosa e envergonhadamente nas escolas públicas.
Não se trata de examinar as falhas do processo educacional, em sim em sala de aula. Para isto existem os professores que bem ou mal desempenham o seu papel e as autoridades educacionais.
O que falta mesmo é a educação de base, aquela velha e boa educação que todos recebiam, diretamente dos pais, há algumas décadas, quando estes tinham tempo e se preocupavam em bem orientar seus filhos.
Os casos relatados por professores sobre o comportamento de alunos é de arrepiar os cabelos. São chocantes algumas histórias cujos personagens não podem ser identificados por razões óbvias.
Certamente problemas parecidos também ocorrem com alguma intensidade nas escolas particulares pois estamos em um mesmo contexto social, mas estas organizações são mais fechadas e discretas, evitando a todo custo a publicidade negativa, danosa para a sua imagem institucional.
Professores agredidos por adolescentes e marmanjos; danos em veículos; porte de armas brancas e até de fogo; danos materiais aos edifícios; crueldade com os companheiros; uso de entorpecentes e ameaças, são alguns dos casos que pouco tempo de conversa com qualquer professor fazem aflorar. E não há privilégio de idade. O problema envolve crianças de 9 ou 10 anos de idade até marmanjos que freqüentam cursos universitários.
O que se vê é que o tecido social está se esgarçando, se rompendo lentamente. As crianças são formadas sem qualquer padrão moral ou ético por pais ausentes e irresponsáveis. Mesmo crianças pequenas comportam-se de modo cada vez mais agressivo e arrogante.
Os pais não só acham graça, como consideram os filhos espertos por conseguir driblar os adultos , mentindo para esconder seus delitos. Esquecem-se porém de que os jovens estão em fase de formação do caráter. Aprendendo que a mentira é uma forma de esperteza, mais tarde podem usá-la para enganar os próprios pais sobre coisas mais graves.
As crianças de hoje crescem em famílias que acham que educar é fazer tudo o que seus filhos querem, é não estabelecer nenhum limite, é alimentar os pequenos monstros dando-lhes razão sempre. Nessa linha, os outros estão sempre errados e não podem fazer críticas aos seus filhos nem tentar corrigi-los.
Quando as crianças e adolescentes começarem a matar friamente por puro prazer; roubar para conseguir drogas; agredir idosos como se fosse simples pacotes ou, quem sabe, quando atearem fogo em mendigos e índios para passar o tempo, dirão que tudo é culpa do governo, da TV, do El Niño e da globalização. Ou dos professores, que não souberam ensinar.
jornalista Mendes Neto no Jornal "A Tribuna" de Santos

Anônimo disse...

Falando para a revista Época de 5/12/05, Yves de LaTaille (psicólogo e professor da USP) analisou a autoridade na escola, a vergonha e a violência como valor.

Ele revela que nossos jovens estão vivendo num mundo sem esperanças para o futuro o que acarreta neles dificuldade para elaboração de um projeto de vida.



Trechos da entrevista de Yves:



“a vontade traduz desejo momentâneo e a força de vontade projetos. Se tenho fome , mas tenho de terminar um trabalho, posso deixar a fome de lado. Mas se vivo apenas no hoje, no aqui e agora, a vontade estará sempre à frente. Nesse tipo de sociedade, o futuro da empresa em que trabalha não é problema seu - vc não sabe se vai estar lá amanhã?....



Falando sobre nossa geração:“Não houve um trabalho de formação individual para as crianças Achou-se que bastava estar do lado de bons projetos, defender noção de comunidade e a paz para ser um indivíduo ético. Foi um erro. O projeto coletivo morreu e não existe mais fidelidade a nada.. Antigamente o ideal era entrar numa empresa e passar a vida inteira lá, fazendo carreira hoje, por vários motivos, isso nada tem a ver com a realidade.



Falando sobre moral, vergonha (valores tão desvalorizados atualmente) : “Vergonha é o que sentimos quando nos vemos inferiores a um ideal nosso. Uma pessoa que tem vergonha porque se sente feia valoriza a beleza. A vergonha pode ser moral – de roubar, por exemplo. – ou não-moral, de não ter um carro ou se achar baixinho. Tudo leva a crer que , hoje, a vergonha mais presente é aquela que não é de origem moral. A pessoa tem mais vergonha de se dar mal na vida do que trapacear um colega. Estamos em uma sociedade mais da glória do que da honra e do auto-respeito.



Sobre juventude: “ A adolescente é a imagem do que a mãe ainda gostaria de ser. Antes acontecia o contrário: a mãe era o modelo do que a adolescente gostaria de se tornar um dia” A juventude é o grande valor que se teme perder.



Sobre a escola – Há uma grande falta de auto-estima entre os professores. Eles representam o conhecimento e poderiam ser admirados pelo sentido que dão às informações, mas não são o modelo em que o aluno se projeta. Os ídolos dos jovens são outros jovens, tirados da música e do esporte. Na medida em que não são admirados e a noção de autoridade perde a importância, o respeito se torna uma questão candente – trata-se da última instância que os professores encontram para se relacionar com os alunos. Mas ,como as escolas não trabalham formação moral, ninguém colhe os frutos.

Como trabalhar a moral na escola?

O mais importante é se organizar de maneira que a prática moral traduza o que se diz. Não adiante o professor falar de respeito e, no recreio, o aluno jogar impunemente papel no chão ou colocar o pé na parede. E o funcionário que cata papel e limpa parede?

A criança pode ficar bem em uma escola que só dita regras. Mas , a partir da 3ª série, ela reivindica princípios. Se não forem colocados, isso gerará um vazio e as regras não serão mais obedecidas. AS noções de moral e ética começam a ser construídas nessa fase.



Yves De La Taille e Mario Sergio Cortella escreveram "Nos labirintos da moral" editora Papirus.

Anônimo disse...

"Professor" Pedro
DIREITOS HUMANOS E ESTATUTO DOS PROFESSORES
Silas Corrêa Leite
-Como bandidos sentenciados e reincidentes têm direitos, como históricos
marajás, corruptos e ladrões inclusive de colarinho branco têm direitos,
como crianças sem lar e adolescentes sem carinho e educação de meio e origem
têm direitos, como militares e paisanos, empresários e banqueiros têm
direitos, como juízes e cidadãos com alto poder aquisitivo em geral têm
direitos, como empresários e turistas têm direitos, pregamos a DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DOS PROFESSORES e criamos aqui
os primórdios de um necessário, útil e básico
ESTATUTO DOS PROFESSORES
01)-Nenhum Professor será obrigado a reger aulas se não tiver estrutura
total para tanto, desde segurança ampla, total e irrestrita, a condições
básicas de convivência salutar inclusive ambiental para a sua dinâmica de
formar serenamente seres e cidadãos conscientes e saudáveis em todos os
sentidos.
02)-Nenhum Professor ganhará menos do que um motorista de caminhão ou juiz,
de um deputado ou um profissional liberal como vergonhosamente ocorre nesses
tempos, pois, para servir aos herdeiros de todos, inclusive do país em
geral, terá que ter uma condição mínima de sobrevida e mesmo vivência social
em todos os sentidos, com um salário digno que possa prover seu sustento
vital no exercício cotidiano de uma sobrevivência principalmente social,
para assim então dar o exemplo de si mesmo inteiro e pleno quando na
docência.
03)-Nenhum Professor será obrigado a fazer aquilo que não concorda, por
força imperiosa de eventual imposição ilegal, aética ou inumana de uma
circunstancial medida impositiva ou autoridade superior hierárquica, já que
ninguém é obrigado a produzir provas contra si, e já que a primeira
verdadeira autoridade de um ser ou de uma entidade é ser transparente,
dinâmica, harmoniosa, e enfocada sempre na dualidade teoria-praxis de todo o
processo pedagógico no ensino-aprendizagem
04)-Nenhum Professor sofrerá constrangimento ou tratamento degradante por
salário hediondo fundado em interesses políticos neoliberais escusos como
vem ocorrendo, em ambiente ainda inapropriado e deficiente, com parte de
alunado sem o mínimo de retaguarda legal inclusive familiar, ou falta de
racionalidade técnico-administrativo-funcional para a composição objetiva do
exercício de sua profissão baseada em respeito e fins claros de edificação e
conquista.
05)-Nenhum Professor será desrespeitado quando buscar ajuda em qualquer
órgão oficial ou de denúncia em imprensa democrática, e deverá ter sempre e
de imediato o constante apoio de uma ágil Promotoria de Cidadania para o
embasar de força e respeitabilidade a ser cobrada em sala de aula e meio,
inclusive sob o enfoque ético-legal-comunitário de sua profissão de
transformador e produtor de conhecimento.
06)-Nenhum Professor deverá ficar em sala de aula, se não tiver estabilidade
físico-emocional para tanto, em função do desgaste natural de sua constante
prática desgastante, e deverá ter estrutura local de reciclagem e
reaproveitamento em caso de qualquer deficiência de percurso de carreira,
devendo, para tanto, ser lhe facultado um meio escolar adjacente para o
empenho tranqüilo de sua experiência na retaguarda do propósito da escola
como um todo e do ensino como um mister.
07)-Nenhum Professor será atacado impunemente por aluno, responsável
inadequado deste ou disfuncional superior imediato, porque todos têm na vida
um educador, e o pedagogo terá que ter paz de espírito para continuar sendo
exemplo de evolução e propósito sócio-cidadão nesse fito primordial
inerente. E depois, sem tranqüilidade ninguém trabalha bem e feliz.
08)-Nenhum Professor será disponibilizado fora de seu meio e contexto
educacional, principalmente os aprovados em concurso público e que se
baseiam na historicidade de uma educação superior para a regência com
princípio de formar uma nova consciência sócio-escolar visando uma
comunidade crítica, cidadã, mas, consciente também, além dos tantos
direitos, dos deveres essenciais na reciprocidade do processo de ensino como
um todo.
09)-Nenhum Professor poderá ser provido de sua liberdade total ao manifestar
sua opinião ou critica construtiva contra a situação degradante que se
encontra o ensino, principalmente na escola pública atual, invocando-se aqui
os direitos que preceituam os embasamentos universais da ONU e a carta magna
do país quanto à liberdade de expressão, principalmente pelo formador de
opinião que o mestre finalmente representa e sempre na verdade o é.
10)-Todo Professor é Ser e Humano também, é pessoa e cidadã, é gente e
profissional em exercício, tendo deveres que vem cumprindo por mais de
séculos, mas que aqui, relegado a segundo plano por interesses escusos,
busca a legalidade de um seu estatuto básico para também ter seu
elo-referencial na linha contemporânea de Direitos Humanos e ser assim
também valorado com respeito quando reclama, quando exige, quando
indevidamente provido ou remunerado justamente e assim finalmente cobrar
condições de estrutura para a docência e não correr riscos nunca de ser
ferido no manejo ou no sazonal percursos circunstancial de seu trabalho, por
ditames pseudolegais que mais defendem o indefensável (do ponto de vista
ético-humanista) e que na resultante o aleijam de uma prática educacional
vivenciada de primeira grandeza como pretende e quer, e pela qual estudou,
prestou concurso, e ainda luta e sonha.
REVOGAM-SE TODAS AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO
-Primeiro Rascunho Para um Estatuto Ético-Legal-Humanista, com Fito
Plural-Comunitário
Prof. Poeta Silas Corrêa Leite - de Itararé-SP - Pós-graduado em Educação,
Literatura, Filosofia Para Crianças, Inteligência Emocional e Jornalismo
Para Liderança Comunitária (ECA/USP)
Membro da UBE-União Brasileira de Escritores
Diretor Cultural do Elos Clube de Itararé/Comunidade Lusíada Internacional -
E-mail: poesilas@terra.com.br
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm
Livro virtual ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS no site
www.hotbook.com.br/int01scl.htm

Anônimo disse...

SOBRE AS FALTAS DOS PROFESSORES
O professor está doente. Excesso de trabalho, indisciplina em sala de aula, salário baixo, pressão da direção, violência, demandas de pais de alunos, bombardeio de informações, desgaste físico e, principalmente, a falta de reconhecimento de sua atividade são algumas das causas de estresse, ansiedade e depressão que vêm acometendo os docentes brasileiros.
Em artigo publicado em 2005 na revista Educação e Pesquisa, da Faculdade de Educação da USP, as pesquisadoras Sandra Gasparini, Sandhi Barreto e Ada Assunção, do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG, citam estudos realizados em várias localidades - Belo Horizonte e Montes Claros (MG), Vitória da Conquista e Salvador (BA), Santa Maria (RS) e Campinas (SP), entre outras - para aferir as condições de saúde do professor, a incidência dos pedidos de licença médica e suas motivações. Partindo da hipótese de que as condições de trabalho - excesso de tarefas e ruídos, pressão por requalificação profissional, falta de apoio institucional e de docentes em número necessário, entre outras geram um sobreesforço na realização de suas tarefas, o estudo conclui que os resultados aferidos nas diversas cidades são convergentes e que os professores estão mais sujeitos que outros grupos a terem transtornos psíquicos de intensidade variada. Síndrome do pânico
Muitos desses elementos de pressão são fruto de uma reconfiguração do mundo do trabalho, que não foi realizada a contento no que diz respeito a suprir as necessidades do professor na mesma escala em que é cobrado. "O sistema escolar transfere ao profissional a responsabilidade por cobrir as lacunas existentes na instituição, a qual estabelece mecanismos rígidos e redundantes de avaliação profissional",
Um dos problemas mais comuns na atividade de educador é a síndrome de burnout (veja texto). Suas causas estão na ocupação profissional, principalmente entre trabalhadores que lidam diretamente com pessoas e demandas variadas. É comum entre médicos, enfermeiros, policiais e, é claro, professores.
Vista como epidemia no meio educacional, essa síndrome não é exclusividade brasileira. Estudos na década de 1980 já apontavam altíssima incidência do problema entre os docentes norte-americanos. Entretanto, por estar sendo estudada há relativamente pouco tempo, ainda é difícil avaliar o desenvolvimento do burnout nas diferentes atuações profissionais. De qualquer maneira, as mudanças sociais das últimas décadas - que, para ficarmos no caso brasileiro, alteraram a cultura e os interesses do alunado, aumentaram a violência nos centros urbanos e diversificaram e intensificaram o acesso à informação - entraram na escola e tornaram-se fatores motivadores de estresse entre os professores.
A Universidade de Brasília (UnB) realizou, a partir de um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), uma grande pesquisa nacional no final da década passada sobre o burnout com 52 mil trabalhadores em 1.440 escolas. Esse trabalho foi publicado no livro Educação: Carinho e Trabalho (Editora Vozes, 434 páginas). Os resultados mostraram que 48% dos entrevistados apresentavam algum sintoma da síndrome. Para a pesquisadora Iône Vasques-Menezes, da UnB, desvalorização da carreira docente concorre para o aumento dos problemas psíquicos dos professores
A coordenadora do Laboratório de Psicologia do Trabalho da UnB e uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, destaca que, de certa forma, o profissional está mais sujeito ao burnout, pois a situação da sociedade é outra. Ela lembra que até o início da década de 1960 o professor era valorizado.

A deterioração

Celso dos Santos Filho é médico residente do setor de psiquiatria do Hospital do Servidor, em São Paulo. Ele diz que atende a um número considerável de professores que buscam ajuda psiquiátrica com os mais diversos transtornos. "Há uma desvalorização gradual do papel do professor. Ele se sente cada vez menos valorizado, o que afeta a prática profissional e a auto-estima", conta. Tais perturbações deságuam em "dificuldade para ir ao trabalho, insônia, choro fácil". O médico nota que as reclamações mais comuns desse sentimento de depreciação da atividade apontam para a falta de autoridade sobre os alunos e para a ausência de apoio institucional e das famílias dos alunos. Existem dados que balizam a fala do psiquiatra: a Unesco fez, em 2002, uma grande pesquisa sobre o perfil do professor brasileiro. Em uma das questões sobre a percepção que tinham do próprio trabalho, 54,8% afirmaram ser um problema manter a disciplina em sala de aula; 51,9% mencionaram as características sociais dos alunos; e 44,8%, a relação com os pais. Outros pontos críticos estão relacionados com o volume de trabalho e a falta de tempo para preparar aulas e corrigir avaliações. De todo modo, as questões que envolvem relações humanas, que são a essência da educação, demonstram ser obstáculos difíceis para os professores.
A síndrome do esgotamento profissional,conhecida como síndrome de burnout,foi batizada nos anos 70. O nome vem da expressão em inglês to burn out, ou seja, queimar completamente, consumir-se.
"A gente deixa de fazer o trabalho para ficar chamando a atenção de aluno para tirar o pé da cadeira e para fazer silêncio. Isso os pais deveriam ensinar", revolta-se uma professora da rede pública paulista. "Nas reuniões, os pais dos alunos que não têm problemas aparecem; os que têm, raramente vão." A psicóloga e professora da PUC-Campinas, Marilda Lipp, concorda com a professora: "As crianças estão mal-educadas. Mas ao mesmo tempo em que os pais desvalorizam os professores, passam a eles a responsabilidade de educar os filhos, o que é um absurdo. Marilda, que também é diretora do Centro Psicológico de Controle do Estresse e autora e organizadora de diversos estudos sobre o assunto - como o livro O Estresse do Professor (Papirus, 146 páginas), acredita que problemas semelhantes ocorram em várias ocupações. "Mas o dano que um professor pode causar é muito maior, pois o estresse é emocionalmente contagiante." De acordo com uma pesquisa orientada pelo psicólogo e professor da UERJ, Francisco Nunes Sobrinho, um fator determinante do burnout é a idade do professor. Pelos resultados, educadores mais jovens fazem uso exagerado de "controle aversivo". "Eles, por exemplo, gritam mais com o aluno para tentar controlar a disciplina. Se o professor ameaça demais, ele também pode criar um clima de estresse", explica.
A psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Alexandrina Meleiro, demonstra Medo de perder o emprego gera submissão de docentes, alerta Rita Fraga, do Sinpro-SP que esse problema de instituições privadas existe nos casos que atende, principalmente de professores do ensino superior: "Em algumas (instituições), os alunos fazem um motim contra o professor e a escola prefere demitir o profissional a ficar do lado dele", relata. Entretanto, ela identifica que a maior quantidade de casos está no ensino fundamental. "São professores com problemas somáticos - depressão, ansiedade, às vezes síndrome do pânico - e, em alguns casos, se houve um assalto na escola, por exemplo, depressão pós-trauma", diagnostica. De acordo com Alexandrina, "entre 30% e 40% acabam desistindo da profissão, o que caracteriza que o problema é decorrente da ocupação".
O tratamento, segundo a psiquiatra, varia muito. "Dependendo do grau de desgaste, a pessoa pode passar somente por psicoterapia, ser medicada temporariamente com ansiolítico ou antidepressivo e, às vezes, tem de ser deslocada para uma função burocrática ou passar a trabalhar com outros tipos de alunos." 48% das pessoas que trabalham em escolas apresentam algum sintoma de estresse, segundo pesquisa realizada em âmbito nacional pela Universidade de Brasília
Uma preocupação de Alexandrina é com a violência. Chaga dos grandes centros urbanos do país, a violência é apontada por muitos pesquisadores como um fator estressor importante que atinge comumente os professores que lecionam em escolas situadas em regiões de risco, com altos índices de criminalidade e, em alguns casos, presença do tráfico de drogas. Ainda que a violência possa atingir direta ou indiretamente qualquer um, "a gente tem de dar um enfoque maior para a escola, pois ela lida com a criança e com o adolescente que serão cidadãos, e é nesse meio que a violência é cultuada", alerta a psiquiatra.
"O burnout é uma síndrome multideterminada, ou seja, uma combinação de fatores facilita o surgimento dela", explana Iône Vasques-Menezes, da UnB. Dessa maneira, ainda que as dificuldades com disciplina, desvalorização da atividade e exposição à violência despontem como seus principais causadores, não se pode desprezar outros motivadores das doenças psicossomáticas dos professores.
Para a psicóloga Marilda Lipp, ao mesmo tempo em que desvalorizam os professores, pais confiam a eles a educação dos filhos
Marilda Lipp, da PUC-Campinas, cita o tecnoestresse, que seria o contato cada vez mais freqüente com tecnologias em sua atividade escolar, o que demanda conhecimento de processos e, em muitos casos, um aumento da carga de trabalho para fazer relatórios via rede, por exemplo.
Francisco Nunes Sobrinho, da UERJ, tem como referencial a ergonomia. "Você pode ficar estressado, dentro da ergonomia cognitiva (disciplina que estuda os processos cognitivos em situações de trabalho), pelo excesso de informação que recebe. Isso pode provocar uma descompensação, pois o problema maior é não saber o que fazer, não ter uma resposta para a situação", explica. Ele adverte também que o ambiente físico é um estressor. O incômodo gerado pelo ruído excessivo ou pela temperatura elevada podem contribuir bastante para o desenvolvimento de um estresse crônico entre os professores.
Como as causas dos problemas psicológicos dos professores têm origens distintas, os caminhos para sua solução também são variados. A presidente da CNTE, lembra do que é óbvio para começar a valorizar a profissão, mas que costuma ser esquecido com assustadora regularidade: o salário. "O importante é se ter um piso salarial que permita, por exemplo, trabalhar para apenas uma escola", comenta.
Ela cita também a necessidade de ter uma escola democrática que fortaleça as relações interpessoais e de aplicar políticas públicas de formação permanente. "A mudança do cenário passa pela formação das pessoas, por começar a incorporar no currículo algumas questões de comportamento. " O psicólogo dá um exemplo que presenciou: "Trabalhei em uma escola de periferia em que a criança levava um bilhete chamando o pai para uma reunião, e ela era espancada antes mesmo de o pai saber do que se tratava. Isso demonstra que a professora só trabalha com o lado negativo. O pai só é chamado para ouvir crítica. O professor ainda não aprendeu que tem de chamar o pai também para fazer elogios. Quando começaram a chamar alguns pais para elogios, as crianças queriam que os seus pais fossem chamados também".
Para Iône, há na atividade a sensação de que se dá muito, mas não se recebe nada em troca, o que provoca insegurança e desânimo. Ela acredita que o professor precisa de afeto para transmitir conhecimento. "Se ele não gostar dos alunos, não conseguirá transmitir nada. " A psicóloga da UnB acha difícil estabelecer uma única linha de atuação para diminuir o burnout. "Se é uma síndrome de trabalho, teria de mudar a organização do trabalho dependendo das condições em que ocorre naquela comunidade". Ela esclarece que em uma cidade pequena, ainda que a infra-estrutura da escola seja inferior quando comparada à de um grande centro desenvolvido, a proximidade com a sociedade local acaba compensando e o professor fica menos exposto. "É mais fácil identificar fatores que protejam contra o burnout do que os causadores - controle sobre o trabalho, suporte social, ligação da escola com a comunidade, reconhecimento social." 55% dos professores brasileiros ouvidos em pesquisa da Unesco afirmaram ter problemas para manter a disciplina em sala de aula
Com uma abordagem menos voltada para a idéia de síndrome trabalhista, a professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), Sandra de Almeida, avisa que o professor se apresenta com uma expressão de grande sofrimento psíquico e um mal-estar visível. Ela baseia suas afirmações em pesquisas realizadas com docentes na complementação pedagógica para professores do magistério no Distrito Federal, dos quais "cerca de 20% têm licenças médicas motivadas por estresse". Isso tem como conseqüência o absenteísmo, ou seja, os professores faltam muito. "Eles fazem pedidos de transferência para secretaria, fazem de tudo para não estarem presentes em sala de aula", relata. "Quando nada mais funciona, utilizam o recurso da licença médica." Sandra destaca que o professor não é escutado no ambiente escolar. Na opinião dela, esse profissional convive muito tempo com os alunos e lida com demandas diversas e contraditórias e não tem com quem conversar. "Assim, o médico é a figura que pode ajudar e que, em último caso, pode afastá-lo da sala de aula, e isso pode aumentar ainda mais a sua angústia." Sandra de Almeida, da UCB: "Por que se apresentar como um sofredor? O fingimento também tem valor psíquico" "A leitura que faço é de como podemos intervir no âmbito da formação de pessoal", explica. Sua proposta é resgatar a memória educativa desse professor para entender como alguns expostos às mesmas condições conseguem fazer algo criativo e outros caem na depressão. Identificar sua história como estudante, ideais educativos. Fazer com que ele perceba que não é o único a ter problemas psicológicos e que pode encontrar soluções por meio de relações interpessoais. "Ele precisa se interrogar, caso contrário, não há o que fazer."
Vale a pena tentar entender o que aflige e adoece o professor brasileiro, esse indivíduo difícil de ser explicado. Afinal, segundo a pesquisa realizada pela UnB, esse trabalhador, com todos os problemas que enfrenta, ainda pertence a uma categoria que apresenta índices de satisfação profissional próximos de 90%.

Selma Pereira Vitor

Anônimo disse...

Oi Gloria.
Estou amando a novela,adoro os temas social que você aborda,principalmente sobre a escola,realmente precisamos rever os conceitos da educação no nosso pais,assim como o tema sobre a esquizofrenia,que já começa a dar resultado.
Me junto a todos para ver o ator Daniel Marques na novela,pois depois dos comentários aqui, fui ver quem era o ator,e realmente ele é lindo,lembra muito o Fábio Assumpção e tem muito talento.

Gloria não se deixe abater pelos comentários maldosos,poi seu trabalho está maravilhoso!

Nathalia
Contagem MG

Hérica disse...

Linda!!!!! O capítulo ds busca por emprego me emocionou demais! Vc conseguiu mostrar exatamente o X da questão.
Tenho dois esquizofrênicos na família e sei quanto é sofrido lidar com a doença, além de todas as outras coisas que vem junto, como preconceito,estigma,sofrimento etc...
To super apoiando essa campanha!!!!

jackson alves disse...

Aquele capitulo de ontem 30 foi magnifico mais k dialogo perfeito entre a personagem da Silvia com a psicologa interpretanta pela Totia.
As justificativas e a fala da Totia está de mais, como as duas estão tão natural espontanea adorei.
Sem falar na elegancia vivida pela keredissima Cristianne Torlonne ela está uma exuberancia só
um banho de interpretação k enche qualquer um de prazer.

Elaine disse...

Como já disse, sou professora, e ficar debatendo em internet não vele a pena, por que, estou falando a verdade, eu quero que haja uma mudança na Educação. E não sabemos os interesses de quem está debatendo com a gente, quem são, se são quem dizem...
Quero que tenhamos condições de ensinar, que tenhamos o mínimo para acontecer a aprendizagem que é disciplina, que o aluno tenha educação para acompanhar uma aula, eu quero o mínimo: respeito por uma pessoa mais velha, que no momento da aula é a autoridade, respeito é o que eu desejo para nossa categoria, nem entro no assunto de salários, porque é querer demais hehehe Os professores não santos, realmente sala dos professores não é o melhor lugar do mundo, e nem reunião pedagógica é o momento mais feliz do meu dia, os professores estão estressados, por trabalharem muitas horas por semana, são pessimistas, são cheios de defeitos e existem professores não compromissados com o ensino, existem professores que “dominam “ a escola e tem privilégios...
Mas quando falamos sobre a família, e sobre o caos que a Educação vive, é com objetivo de melhorar, é para que nossos filhos tenham uma Educação de verdade. É para melhorar nossa sociedade, não é um bate boca vazio, de quem é pior, professores, alunos ou pais.... Estamos tentando chamar a atenção dos pais, para o que está acontecendo com seus filhos, para o que está acontecendo na Escola. Porque bom não está. Não estamos no caminho certo..E não é só no Brasil, existem filmes americanos falando sobre a Educação... Será que não estamos invertendo os valores, achando que as coisa materiais são mais importantes do que o carinho, o afeto, estamos trabalhando demais, pensando só no dinheiro, em ter, e esquecendo de dar, não tendo tempo de dar aos nossos filhos o que eles mais precisam que é amor, e amor é limite também....
Eu quero bem dos meus alunos, quero que eles tenham limites e o amor dos pais, quero conseguir fazer com que eles tenham interesse pelo conhecimento, eu estudei e ganho para isso, para passar para o alunos a nossa cultura.

Elaine disse...

A Síndrome de Burnout em Professores
A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.

Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de estresse estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em uma outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o estresse no trabalho afetava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de estresses nesses professores:
* Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
* Atitude e comportamento dos administradores;
* Avaliação dos administradores e supervisores;
* Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
* Carga de trabalho excessiva;
* Oportunidades de carreira pouco interessantes;
* Baixo status da profissão de professor;
* Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem;
* Alunos barulhentos;
* Lidar com os pais.

Os efeitos do estresse são identificados, na pesquisa, como:

* Sentimento de exaustão;
* Sentimento de frustração;
* Sentimento de incapacidade;
* Carregar o estresse para casa;
* Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
* Irritabilidade.

As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o estresse são:

* Realizar atividades de relaxamento;
* Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
* Manter uma dieta balanceada e fazer exercícios;
* Discutir os problemas com colegas de profissão;
* Tirar o dia de folga;
* Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.

Quando perguntados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o estresse, as estratégias mais mencionadas foram:

* Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;
* Prover os professores com cursos e workshops;
* Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
* Dar mais assistência;
* Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
* Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.

Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afeta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito esmero.

Anônimo disse...

Ola Glória, interesante esta possibiliade de contato via blog e tenho acompnahdo mais o blog do que a novela Caminho das Indias, udo por uma questão de horário. Interessante notar o comentario do publico, que se traduz como audiencia, no inicio se falava da novela como uma possibilidade de conhecer a India tão distante , mas agora a novela já tem presença propria e se comenta a tua autoria , teu trabalho, tua forma de passar os conceitos sociais e polemicas via novela. estou até administrando meus horários para novelar!
Hoje vi citado no Blog o nome da clinica Nise da Silveira, grande psiquiatra alagoana, que atraves de alguns amigos conheci detalhes desta mulher maravilhosa.
Queria te mandar um trabalho de um outro algoano, Macleim. Ele musicou um poema de Ledo Ivo, poeta alagano, um trabalho lindo que parece feito para a Caminho das Indias. Se tiver como te mandar em mp3 me diga
beijso e parabéns
Djanira

HenriqueM disse...

Muito bacana a profundidade com que o tema é abordado na novela.
Alguns anos atrás comecei a escrever um livro. Toda a trama está pronta, mas um dos personagens, que é esquizofrenico, tomou o lugar principal, e com isso tive que parar de escrever - por causa da falta de conhecimento sobre o assunto.
Acredito que a novela veio em boa hora, para nos ensinar sobre tais pessoas, e para que eu possa concluir minha escrita.

Abraços.

Viciada em Caminho das Índias disse...

Glória a novela está linda! não perco um capitulo,adorei o capitulo de sabado,a acada dia tem ficado melhor.
Li na internet que a Maya vai ficar gravida do Bahuan! isso é verdade Glória? mais uma vez a novela está maravilhosa.

concordo com a Edna! coloca mais vezes o estagiario Daniel.

bjks

kasstoledo@gmail.com

Anônimo disse...

Gloria, fantástica la forma como abordas ciertos tipos de tema que en nuestra sociedad aún impiden que las personas sean vistas simplemente como seres humanos comunes con defectos y deficiencias igual a todos aquellos que son denominados normales. Llegué de vacaciones y ya estoy encantada con la novela, felicidades...

Nilsa Almeida disse...

Olá Glória, é um prazer comentar de novo aqui. Parabéns pelo sucesso da novela e pelos assuntos tão interessantes que você sempre coloca em foco. É uma pena que no domingo não tem novela, espero sempre o horário de ver o capítulo do dia. E o Daniel Marques?? Estamos ansiosos por vê-lo de novo na clínica do Dr Castanho. Lembre-se dos vários pedidos que as pessoas estão fazendo aqui no seu blog, estão desejosas de poder ver aquele rostinho lindo na TV interpretando um personagem seu Glória.

E por falar em clínica, em Daniel, dei uma olhada no blog dele e amei a postagem que ele colocou sobre a vida da psiquiatra Nise da Silveira.

Está aqui o link: http://www.danielmarquesator.blogspot.com/

Que Deus te abençoe muito!!

Beijão!!!

Thiago disse...

Gloria Perez, está saindo muitos emails, sites tentando denunciar a cultura indiana como algo ruim, como a questão das castas, dos dalits... como por exemplo o site que mostra os cadáveres nos campos de Cremação. O professor de sânscrito e cultura indiana Carlos Eduardo explicou muitas coisas legais sobre esse assunto, eu gostaria muito que lesse: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=139733&tid=5297726715440891773

Daniela Garrido disse...

Glória,
Outro aspecto positivo desse núcleo da saúde mental é que vai dar para as pessoas diferenciarem qual é a diferença entre ser psicólogo e ser psiquiatra. Tem gente que não sabe qual é o campo de atuação de um e de outro.
A novela está linda! O site da novela e a trilha sonora também ficaram caprichados.
O casamento do Komal foi muito, muito lindo!
E que imagens lindas de Dubai!
Já está dando para entender bastante sobre os indianos.
Está demais!!!
Como sempre, seus trabalhos sempre estão nos instigando e incentivando a buscar mais informações e conhecimentos sobre os mais diversos assuntos.
Bjs e obrigada!

marcus minuzzi disse...

Olá Glória. Publico no meu blogue uma análise da novela do ponto de vista mítico, comparando os arquétipos das mulheres indiana e brasileira. Se puderes ler... o link com meu nome neste comentário leva até o texto.

Gabriela disse...

Olá Gloria.
Realmente a vida vida de Nise da Silveira é muito interessante,vi fotos hoje no site do Museu da Imagens do Inconsciente, da exposição Nise da Silveira - Caminhos de uma Psiquiatra Rebelde,lindas pinturas Gloria! Vou passar o link aqui!!! http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/
Gloria mostre mais vezes esses pacientes tão talentosos e suas pinturas.
Como nossa amiga Nilsa Almeida disse,coloca mais vezes o ator Daniel Marque o estagiário Marcelo,junto ao Dr Castanho,a clinica na novela é um sucesso,trata de assuntos sérios,tem humor,nos ensina muito e uma delicia de assistir.

Sucesso sempre.
bjs

Gabriela

Camila Maria disse...

Venho aqui comentar mais uma vez o quanto estou amando sua idéia de colocar de uma forma séria a questão da loucura, esquizofrenia.Porém, quero dizer que não gostei da situação do personagem que estava em cima da árvore e o médico ameaçou cortar a árvore com uma gilete. Parece que foi uma situação que mostrou o esquizofrêncio de uma forma engraçada, sem seriedade. Falando a verdade, se numa novela há um personagem com câncer, ninguém coloca ele numa situação engraçada, em geral, são sempre situações dramáticas, que fazem que o telespectador tenha compaixão dele. Por isso, peço um pouco mais de respeito ao se abordar as situações dos esquizofrênicos.

Ronan Evandro Ferreira disse...

Que saudades de você querida glórinha! Um beijo e sucesso. Sua história na coletânea de autores da TV Globo é muito legal...
Quero te ver, e te dar um forte abraço. Vamos nos ver em breve!
A repercussão da novela em muitos meios de mídia não confiáveis na maioria das vezes, como por exemplo, a internet; que está criticando tanto por "Caminho das Índias" ter algo em comum com sua trama do Marrocos é bom e continue assim. As suas idéias são demais!
Fica combinado então, espere-me com o casal... rsrsrsrs...
Parabéns e Barra da Tijuca pra você.
Ass.: Ronan Evandro Ferreira, de Santo Antônio da Alegria - SP.
Contato (email): secoc_12@hotmail.com.

Beijão e até já.

Ronan Ferreira disse...

Que saudades de você querida glórinha! Um beijo e sucesso. Sua história na coletânea de autores da TV Globo é muito legal...
Quero te ver, e te dar um forte abraço. Vamos nos ver em breve!
A repercussão da novela em muitos meios de mídia não confiáveis na maioria das vezes, como por exemplo, a internet; que está criticando tanto por "Caminho das Índias" ter algo em comum com sua trama do Marrocos é bom, porque levanta discussões da novela e continue assim. As suas idéias são demais!
Fica combinado então, espere-me com o casal... rsrsrsrs...
Parabéns e Barra da Tijuca pra você.
Ass.: Ronan Evandro Ferreira, de Santo Antônio da Alegria - SP.
Contato (email): secoc_12@hotmail.com.

Beijão e até já.

Anônimo disse...

Glória estas de parabéns por escolher tratar do assunto de doenças mentais em sua novela.Este tema ainda envolve preconceito e discriminação.Por eu ter transtorno obsessivo compulsivo sei bem o que é sofrer pelos sintomas e pela discriminação por tentar levar a vida normalmente.Atualmente sou estudante e trabalho e principalmente na faculdade ouço muitos comentários ao meu respeito, pois, apesar de fazer tratamento a dois anos não parei de sentir os sintomas e quando me sinto mal sou chamada de louca, sem noção e ridicularizada por colegas e professores.Mas mesmo assim não desisto e luto pela minha sobrevivência mesmo tendo que ser forte.Ao meu ver existe discriminação por dois motivos falta de conhecimento sobre o que seja doença mental e competição por poucas ofertas de emprego ou por não suportarem ver alguém que consideram maluco em um cargo superior ao seu.
Se todos soubessem que a doença mental é algo que foi reprimido pela consciencia e quando o indivíduo passa por um trauma ou situação difícil essa repressão vem atona de forma distorcida como mum sintoma. Entretanto, o que aparece absurdo se for investigado a vida do paciente e os sintomas podem se chegar a origem do problema.A pessoa portadora de algum transtorno mental não é um ser anormal e sim que porta os mesmos mecanismos mentais que o doente.Logo qualquer pessoa normal poderá adoecer igualmente.A mente é capaz de usar de várias estratégias quando algo o perturba criando mecanismos de defesa e fuga.
Cabe as pessoas se perguntarem porque temem o que é diferente?
Glória desconheço se somente trataras sobre a esquizofrenia ou abordaras outras patologias.Eu acho que seria importante mencionar em seu trabalho outras doenças como fobias, ansiedade, trantorno bipolar e toc para que aquelas pessoas que tenham a doença e ainda não sabem que a possuam, ficam em segredo por se achar louca, procurem tratamento para obter a cura ou pelo menos diminuir os sintomas.
Ana

Fernanda Gans disse...

Boa Tarde.
Venho aqui mais uma vez falar um pouco de uma profissão que é muito importante na área da Saúde Mental...TERAPIA OCUPACIONAL.
Vendo a novela e lendo artigos sobre a mesma percebo que o trabalho na clínica é baseado no trabalho da Dra. Nise da Silveira. Nise da Silveira foi a precursora para o reconhecimento das atividades como forma de tratamento, dai o nascimento da profissão TERAPIA OCUPACIONAL.
Atualmente, as atividades terapêuticas ocupacionais são taão importantes para o tratamento psiquiátrico quanto qualquer outra forma de terapia.
Vejo que na novela somente tem um psiquiatra, psicólogo e assistente social, não tendo Terapeuta Ocupacional. Até foi abordada em um capitulo a Oficina de Pintura, só que não tinha a sua frente o profissional habilitado para essa oficina, que seria o Terapeuta Ocupacional.
Portanto, sinto a necessidade (não somente por ser Terapeuta Ocupacional, mas pela necessidade de divulgação e também para o reconhecimento dessa profissão pela sociedade) de incluir nessa equipe multidisciplinar da clínica psiquiátrica ficticia da novela esse profissional que também é muito importannte.
Glória, ajude-nos, a mostrar aos brasileiros o que é essa profissão tão pouco conhecimento, mas nem por isso não menos necessária.
Contato: fer.gans@ibest.com.br
Obrigada

Josiane disse...

Oi Glória!!!
Venho te parabenizar pela linda novela e pelos temas q estão sendo tratados nela!!!
Parabéns pelo enorme talento q vc tem!!!
E também fazer um comentário por Itapetininga que teve na novela um de seus filhos!!
O ator Daniel Marques...que nasceu aqui!!!
Gostariamos muito de tê-lo em muitos outros capítulos...Sem contar com seu belo talento né???
É a cidade de Itapetininga/SP que pede!!!
Desde já agradeço!!!
E mais uma vez...parabéns pela novela que fará muito sucesso!!!
Josiane
Itapetininga/SP

elizandra evelyn disse...

oi
nossa cada vez mais eu quero fazer parte do elenco da novela caminho das índias nossa essa novela é maravilhosa.Não quero imitar, Deus ou coisa assim
Só quero encontrar o que é melhor em mim
Ser mais do que alguém que sai num jornal, mais do que um rosto num comercial
E não é fácil viver assim

Se eu quiser chorar, não ter que fingir
Sei que posso errar e é humano se ferir...
Parece absurdo, mas tento aceitar
Que os heróis também podem sangrar
Posso estar confusa, mas vou me lembrar
Que os heróis tambem podem sonhar... e não é fácil viver assim!!

Seja como for, agora eu sei que o meu papel não é ser herói no céu...
É na terra, que eu vou viver...

Eu não sei voar, isso é ilusão
Ninguém pode andar com os pés fora do chão

Sou só mais alguém querendo encontrar a minha própria estrada pra trilhar

Srt° Jéffer disse...

Nossa, meu sonho é trabalhar na TV, deve ser bem legal poder ter essa união, como está na foto ^^

Anônimo disse...

Olá Glória! Achei interessante o tema tratado nessa novela sobre portadores de doenças mentais. Isso é um avanço e uma grande desmistificação sobre as capacidades dessas pessoas diante de uma sociedade não tão aberta a recebê-los. Pederia a você que não se esqueça de mencionar o trabalho do profissional de Terapia Ocupacional que tem diante dessa clientela uma atuação constante e um compromisso árdio na contribuição da inserção social e também laboral dessas pessoas. Parabéns pela iniciativa! Abraços.

Amanda disse...

Minha mãe é psiquiatra e comentou que a novela tem sido bastante discutida na Pós-Graduação dela. Vários professores já citaram e recomendam.

A novela inteira está bem feita. Mas, aqui em casa o interesse pela abordagem da esquizofrenia se mostrou maior. Estamos gostando bastante do núcleo da novela, as cenas são condizentes e inteligentes. Parabéns.

Carla Berro disse...

Gostaria de saber se vc também irá tratar sobre o transtorno bipolar de humor, já que está abordando a esquizofrenia na novela? Pois eu tenho o transtorno bipolar de humor e é muito díficil as pessoas que estão em nossa volta entender esta doença psiquiatrica!

Coep disse...

Professora Elaine
Debater a internet tem valor sim.
Estamos agradecidos pelo espaço que a Glória Perez generosamente permite que ocupemos.
Importante é colocar o lado dos pais e dos alunos
Importante ouvir o lado mais fraco.
Os pais e alunos nunca são ouvidos
Pai só é bem vindo na escola se for para fazer parte do Conselho de Pais e Mestres, para assinar tudo que a direção quer.Ou para fazer parte da APM e assinar inclusive talões inteiros em branco para a diretora.O pai é tesoureio ou algo assim, mas só para assinar os cheques e colocar na mao da diretora.Questionar, notas frias e outros abusos é impossível.
Chamam os pais para lhes passar carraspana e sugerir que ele seja mais duro com o seu filho, sugerem castigos e outras cositas mas, e insinuam que senão não é bom pai.
Chamam pai na escola para fazer pequenos consertos que depois a direção vai apresentar e cobrar
O pai faz de graça e a direção embolsa o dinheiro.
Para fiscalizar ou cobrar o pai não é bem recebido na escola
Se o pai ficar indignado e falar num tom um pouco mais alto que o tom de voz da diretora, chamam a policia para ele.
Nós temos nome endereço e RG
Aliás o Coep tem uma das coordenadoras que é muito conhecida em SPaulo
A presidente do Napa, que tem registro em cartório
Tudinho dentro da lei.
Entra no blog da cremilda e veja que tem ate a foto dela, e videos
Como a senhora disse que não sabe quem somos
Os pais que escrevem aqui, nem todos se identificam, mas notei que a maioria se identifica sim
Tem alguns que deixam até email e telefone.
Comunidade de Olho da Escola Publica.
http://cremilda.blig.ig.com.br

Gilberto Dimenstein disse...

Dos 214 mil professores que se submeteram à prova da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, 3.000 tiraram zero: não acertaram uma única sobre a matéria que dão ou deveriam dar em sala de aula. Apenas 111, o que é estatisticamente irrelevante, tiraram nota dez. Os números finais ainda não foram tabulados, mas recebo a informação que pelo menos metade dos professores ficaria abaixo de cinco. Essa prova tocou no coração do problema do ensino no Brasil, o resto é detalhe.
Como esperar que um aluno de um professor que tira nota ruim ou mediana possa ter bom desempenho? Impossível. Se fosse para levar a sério a educação, provas desse tipo deveriam ser periódicas em toda a rede (assim como os alunos também são submetidos a provas). Quem não passasse deveria ser afastado para receber um curso de capacitação para tentar se habilitar a voltar para a escola.
A obrigação do poder público é divulgar as listas com as notas para que os pais saibam na mão de quem estão seus filhos. Mas a culpa, vamos reconhecer, não é só do professor. O maior culpado é o poder público que oferece baixos salários e das universidades que não conseguem preparar os docentes. Para completar, os sindicatos preferem proteger a mediocridade e se recusam a apoiar medidas que valorizem o mérito.
O grande desafio brasileiro é atrair os talentos para as escolas públicas --sem isso, seremos sempre uma democracia capenga. Pelo número de professores reprovados na prova, vemos como essa meta está distante.

marta disse...

Boa tarde Glória
Antes quero lhe parabenizar por esta novela,pois é uma historia otima que fala da india.
mais estou lhe escrevendo para agradecer por toda esta campanha afavor dos doêntes de esquizofrenia,tenho uma filha linda de 17 anos que é esquizofrenica,moro em Teresina-Pí,aqui não tem clinicas e nem hospitais com aquele tipo de atividade que você está mostrando na novela,fiquei muito contente com abondagem feita a respeito deles porder ter um espaço no campo de trabalho,pois o meu maior sonho é que a minha filha possa ter uma vida normal.
Glória sempre te admirei muito como profissional e como pessoa humana que você é,mais uma vez quero lhe agradecer por tudo que você está fazendo afavor dos esquizofrenicos,eu gostei da entrevista que você deu na tititi gostei você falou que os intócavel aqui são os esquizofrenicos,e a gente tem que fazer isto acabar de vez,com esse preconceito,eles são pessoas capazes de muitas coisas boas,são pessoas meiga e fragil,gostaria que você me envianse o Blogger da psiquiatra patricia,pois gostaria de tirar dúvidas com ela.
Glória fique com Deus um cheiro.
Marta Célia

Avaliar ? Nem pensar... disse...

Estou pasma !
A imprensa paulista falando, muito de leve do caso das fraudes das provas das professoras.
As professoras temporárias que devem substituir as 214.000 professoras efetivas que estão por ali,sabe- se lá onde.Muitas em gabinetes outras encostadas também sabe se lá onde, mas como seu salário vindo religiosamente.
Então essas professoras deviam fazer uma prova de avaliação.
Essa prova era apenas para classificação.
Eram 25 perguntas simples,mesmo assim algumas diretorias de ensino escolheram as professoras amigas e recomendadas e entregou para essas o resultado da prova.
Quem não tinha padrinho teve que fazer a prova na raça e tiraram zero.
Se fosse uma fraude que prejudicasse só os alunos, todo mundo ficava na moita, como as fraudes que ocorrem todos os dias, os pais denunciam e fica por isso mesmo
Como não foram todas as professoras beneficiadas, quem ficou de fora do esquema denunciou e as provas foram anuladas.
O aluno prejudicado mais uma vez, com as aulas adiadas.
Nessa prova,simples mais da metade tiraram menos de cinco, outras tiraram nota zero mesmo...
A rede globo mostrou também muito rapidinho que as professoras nao sabem escrever direito.
Esse tipo de gente que frauda, que sabe quase nada, que engana, que assina ponto e dá no pé, vão dar aula para nossos filhos este ano
Esse pessoal que chora miséria e que exige cada vez salários mais altos, gratificaçãoes,benesses, folgas e são absolutamente arrogantes quando falam com os pais.
A gente ve esse pessoal pedindo e culpando os pais e alunos por tudo de ruim.
Os jornais estão falando da fraude das merendas.
Roubam até a merenda das crianças.
E é essa corporação que reclama?
Esse tipo de gente devia é cair na real.
Que os pais já estão acordados
Tratam mal os alunos, não ensinam nada, que elas mesma pouco sabem, mas são muito espertas quando é para pedir.
Em público, são coitadinhas, vítimas e desrespeitadas.
Na escola, do portão para dentro são crueis e arrogantes.
E no geral faltam mais do que vão
O povo devia é se organizar e exigir que essas professoras devolvessem aos cofres públicos o dinheiro do sálário...
Vi aí acima um professor pedindo que o professor ganhasse como um deputado, era só o que faltava...
Como se salário resolvesse o problema
Com o nosso sistema capitalista e tendo a ambição como mola mestra.
A gente, o povo, pagaria 50.000,00 de salário para o professor.No primeiro mes ele ia estar satisfeito, em pouco tempo
sua qualidade de vida ia subindo e o salário ia parecer pouco.
Discutir salário sem exigir que o professor cumpra minimamente sua obrigação, sem que ele trabalhe, sem cobrar produção, sem cobrar dele o rendimento do aluno, seria jogar dinheiro no lixo, como aliás já estamos jogando...
E prejudicando o aluno e o educador consciente da sua função e que quer trabalhar.

Direito dos Professores (sic) disse...

Estatuto dos Professores
Bem de acordo com o Estatuto dos Professores elaborado pelo professor Silas, o professor~
não trabalha porque não quer.
1-Segurança total e irrestrita o professor já tem.Aliás é o único profissional que conta com a policia militar para dar-lhe segurança.Se não temos Pm em SPaulo especiamente para defender o povo, mas temos dois PM e viaturas a disposição das escolas
Em questão de segundos está a viatura policial para conduzir o aluno que ofendeu o professor, para a delegacia.
Se o aluno foi agredido e se defendeu pode pegar 3 anos de cana dura sem direito a habbeas corpus.
Num processo relâmpago...
2-Pagar a um professor o mesmo que pagamos para um deputado, só se ele se comprometesse a não faltar.
A não ofender, espancar os alunos e não dar maus exemplos
Pagar o mesmo que pagamos para um deputado, se pudermos mandar os ruins embora.Avaliando de acordo com o rendimento do aluno e sendo avaliado pelos pais no fim de cada ano.Além de descontar suas faltas.
Se a gente for ver direitinho um professor de escola pública, colocando tudo em cima da mesa, ele custa mais que um deputado...
3-Professor nunca tem tratamento degradante.É tratado com um Rei
E é a profissão melhor avaliada pelo povo,só perde para o corpo de bombeiros.É amado pelo povo e não ama os filhos desse povo que lhes paga um salario que na mairia das vezes ele não merece.
4-Professor nunca é desrespeitado e tem para defende-lo os sindicatos riquissimos.
Tem em São Paulo o centro do Professorado Paulista, a Apeoesp que é a mais rica do pais e seu presidente o vice senador Suplicy
Tem além disso os deputados da Assembleia Legislativa de SPaulo que sempre legislam a favor do professor.
continua

Jaqueline disse...

Professor Silas
Vai desculpar, mas lí sua mensagem com uma preocupação extrema em mostrar que o senhor é um professor de muita instrução.
Usando e abusando de palavras incomuns, uma liguagem rebuscada e exibicionista.
Espero que a Gloria Perez divulgue este meu comentário de pessoa simples, quero contestar mas não quero ofender.
Já que a Gloria Perez generosamente abre espaço para nós também, eu estou ousando contestar suas colocações de forma simples de uma simples mãe de família.
Então para resolver o problema da falta das professoras:
Que tal tratar a professora como uma profissional, com todo respeito.?
Vocês querem receber salário, querem faltar e ainda por cima querem que a culpa do aluno não aprender seja dos pais.
Então vai a receita para as professoras pararem de faltar o ano inteiro´:
Fazer com o fazem as empresas particulares, e as escolas particulares também.
Faltou, desconta.
Quero até apostar que professora deixava de faltar.
Faltar o ano inteiro assim é fácil.
No fim do mes não tem nenhum desconto, depois se os alunos não aprenderem, também é fácil, elas colocam a culpa na familia do aluno
Isso ai.
Jaqueline

De novo??? disse...

No discurso repetitivo e surrado que o que falta na escola pública e a educação de casa.
Nâo, não é...
Em casa damos a educação de base mas que não tem continuação na escola
O que queremos é que os professores cumpram a sua função
Que respeite os nossos filhos.
Que entendam que o conceito de educação mudou, até a lei mudou.
Queremos que não fiquem sugerindo a toda hora que pais espanquem seus filhos . Muitos até lembram a educação de outrora.
A educação pelo medo, pela chibada e os castigos cruéis que a escola perpetua, mas que graças a Deus não usamos mais em casa.
Lembro que no tempo da ditadura os pais podiam bater nos filhos e as professoras também
Lembro também que no tempo da ditadura os alunos aprendiam mais, que naquele tempo professora não se atrevia a faltar e assinar o ponto
Professora não se atrevia a assinar o ponto e fazer arruaça na Paulista falando mal do governo
Mesmo assim eu não tenho saudade da ditadura.
Mas gostaria que a Ditadura da escola viesse ao chão.
Esses 214.000 professores temporários que tiraram nota zero ou quase, são os mesmo que fizeram concurso em 2006 ou 2005 por ai e 92% deles não foram aprovados, mas misteriosamente esses professores incapazes continuam dando aula.
Fizeram um fuá e exigiram do Governador Geraldo Alckimin um concurso.Queriam se efetivar.
Pois bem, o governador abriu o concurso, e milhares se inscreveram
Em S Paulo teve tumulto e confusão na fila, eram 50 candidatos para cada vaga.
Muita gente de fora, preparada querendo entrar.
O resultado do concurso foi um desastre, 96% dos professores que já estavam dando aula,não passaram no concurso, o que de certa forma encheu os pais de esperança.
Era a renovação quase total,
Não sabemos qual foi o esquema, mas os que estavam dentro, mesmo não passando ficaram.Os de fora não entraram....
Depois disso, eles nunca mais tocaram no assunto.
Agora fazem a provinha classificatória, uma coisa simples de 25 perguntas e eles não conseguirem responder.
Um jornalista hoje chamou essa turma de professores nota zero
E ainda continuam colocando a culpa nos pais e tentando demonizar os alunos.

Ser educador é ser simples.Simplesmente grande. disse...

Poesilas.
Não sei se o senhor é poeta, acho que não é.Professor com certeza.
Já ouvi muitas pessoas se queixando que os professores falam em professorês para se exibir.
No seu caso o senhor decorou um monte de palavras estranhas e, ai a gente ja reconhece que não é o professor que a gente quer para os nossos filhos.
Os professores mais amados que conheço, e Graças a Deus conheço um monte,são educadores e são simples.Os educadores especiais que conheço respeito e admiro, tem em comum a simplicidade, a serenidade e a humildade.
Ser professor com talento é ser educador.
Uma das funções do educador é fazer o dificil ficar fácil.
Exatamente o contrário que o senhor fez.
Ensinar não é uma tarefa fácil.
Pelo menos eu não lí aqui neste blog, nenhuma pessoa dizer que ensinar é fácil, mas pode ser uma função gratificante para aqueles que gostam de ensinar.
O Senhor no decálogo, falou com muitas palavras complicadas o que é óbvio: professor é um ser humano.
Tudo que é preciso entre um monte de coisa é tratar professor como ser humano.Até hoje, os professores são tratados como seres celestiais, são inimputáveis.
Cobrar um professor é tido como uma heresia.
Tampouco professor é impedido de se manifestar, mesmo porque ele não precisa nem abrir a boca.Tem milhares de advogados de graça, para defende-lo.Fora os que lhes são oferecidos pelos sindicatos
Os sindicatos dos professores são riquissimos e, estão sempre a postos para defender professor
A apeoesp tem uns 40 advogados para professor e, são advogados da primeira linha.Esses advogados apavoram a Secretaria de Educação sempre, e sempre dão a última palavra para defender professores.
Tem o Centro do Professorado Paulista, também muito atuante.
Os deputados e vereadores estão sempre com muito boa vontade ouvindo os professores, aceitando a sugestão do sindicato...
Então se tem uma categoria que tem vez e voz é o professor.
Sua mensagem eu lí, uma vez só e já fiquei muito cansada.
Não sei se é verdade que tem todos aqueles titulos, mas educador o senhor não é.
Que para mim o importante são os textos que as pessoas sem instrução entendem e os instruidos também.
Sem querer ofende-lo, que não é minha intenção, e além do mais quero respeitar a Gloria por ter permitido que os pais postassem aqui, mas o senhor me lembrou uma frase de Mark Twin:
SE NÃO TEM IDEIAS OU AS TEM RARAS, FAÇA SUAS PALAVRAS POUCO CLARAs.
Desculpa o mau jeito.

Guilherme disse...

Olá Glória! Estou escrevendo esse comentário tendo certeza de que você vai ler e poder ajudar muito a uma classe profissional que não é muito reconhecida no Brasil, sou estudante de Terapia Ocupacional na UFMG e admiro muito, muito mesmo, o seu trabalho, você sempre é capaz de trazer assuntos polêmicos à tela e os desmitificar, isso, realmente, é um dom. Mas, o que eu venho pedir hoje é que você, com esse assunto sobre a esquizofrenia possa divulgar mais sobre o trabalho dos Terapeutas Ocupacionais na Saúde Mental, a ilustre Nise da Silveira, médica que deu nome a esse hospital citado no post, é umas "fundadoras" da profissão no nosso país. Sei que você não deixará de nos ajudar Glória, existem poucas escolas no Brasil e a profissão precisa de se renovar, trazendo mais jovens para escolherem isso como uma forma de trabalhar. Me coloco a sua inteira disposição se eu puder ajudar em alguma coisa. Meu email é gscornelio@gmail.com , se você puder me responder eu fico mais grato ainda, de uma forma que eu não saberia explicar agora. Muitissimo obrigado! Guilherme Cornélio, Belo Horizonte - MG.

SALVEMOS OS EDUCADORES,PARA QUE POSSAM EXERCER A PROFISSÃO MAIS IMPORTANTE DO PLANETA disse...

Professores Torturados.
Sim. Verdade.Tem muito professor torturado na sala de aula.
Uma tortura psicológica que os leva a agredir os alunos de modo irracional e cruel.
Ensinar é uma tarefa tranquila e que realiza um educador quase que plenamente, mas se ele não tem o dom, se não é vocacionado vira uma tortura.
Imagine uma pessoa tímida que seja obrigado a exercer a função de jornalista.Mesmo que tenha feito a melhor faculdade ele nunca será um bom jornalista.Se não gosta de falar e não gosta de escrever...
Ou um engenheiro que não gosta de cálculo.Um médico que tem horror de sangue e que gostaria de ser advogado, obrigado a clinicar.
A diferença nessas comparações é que o professor não é obrigado a ser professor, mas as facilidades da profissão se ele tem parentes políticos ou é bem relacionado, junta com o salário razoável se comparado com outras profissões....
Um professor nunca é cobrado,nunca é punido.
A faculdade de pedagogia é a mais barata, a mais curta....A que menos prepara mas é a que menos exige.
Duas férias por ano, a do fim do ano chega a ter tres meses.
Todo feriado é logo transformado em semana toda de feriado...
Tem a proteção dos Sindicatos, da imprensa e dos Deputados.
Então a profissão mais importante do pais vira o cabide de emprego da elite ganaciosa.
Vai para a sala de aula, uma pessoa amparada por todos os lados e com fama de santa.
Não gosta de ensinar,não consegue passar nada.Não tendo o talento para ensinar então a aula se torna uma tortura e para manter um monte de crianças e adolescentes na sala o terror, a perseguição e a crueldade se torna para esse professor incapaz Suas armas mais frequentes.Os alunos pequenos apanham mesmo.Os maiores sofrem todo tipo de perseguição.Só fica na escola o bonzinho, mas tambem não ganha nada por ser bonzinho.Termina o ano e o ciclo sem aprender nada. Apenas sobreviveu
Então o professor é torturado.
Exercer um profissão para a qual não se está nem preparado e nem se tem talento deve mesmo ser uma tortura, acabam no serviço psiquiátrico do estado.
Os educadores não sobrevivem nessa situação e,a seleção acaba sendo uma seleção perversa.Só ficam os maus e os que são apaniguados.
As exceções existem, os poucos educadores são resignados na esperança da situação melhorar, os pais esperam um milagre.
Educadores e pais se angustiam e se desesperam, os maus professores se locupletam.
O modo PEDÓFOBO com que descrevem alunos como monstros incontroláveis demonstram claramente a incapacidade de lidar com eles.
Passam a fazer um coro de denuncias infundadas, contra aluno
Passam a responsabilizar a familia de modo repetitivo e histérico.
Então urge, que se avalie esses profissionais, que libertem esses professores sem vocação e torturados nas salas de aula, os demitindo,também a bem do serviço público.
Se professor é a profissão mais importante do planeta, que essa profissão seja exercida por educadores.
Salvemos o pais
Salvemos os alunos dos professores sem vocação.
Salvemos os educadores para que possam exercer sua nobre profissão em paz.
Libertemos os maus professores da tortura de exercer a função que os desgasta psicológicamente.
Avaliação e demissão dos não aprovados,JÁ....

Maria Thereza Paranhos disse...

Sou educadora.Gosto do da profissão de professora.
Tive sim,problema com alunos,nada que eu não pudesse resolver na sala de aula.
De vez em quando aparece aluno que testa minha capacidade e, minha paciência, são os desafios. Em toda profissão tem as dificuldade chamadas "ossos do oficio" Muitos casos eu resolvi com ajuda da familia que solicitei muito discretamente e sempre é de grande valia. Pais ajudam sim e muito, quando eles sentem que o professor está sendo sincero e querendo ajuda.Na maioria das vêzes os pais são chamados para receber carraspana, para serem incentivadod a "endurecer" e vai na linguagem embutida o conselho para espancar os filhos e pais não é idiota e logo percebe isso.
De vez em quando eu topo com pais omissos, com os filhos desses a gente tem que redobrar a atenção.
A maioria quer somar com o professor, mas não querem fingimento.A maioria dos pais não medem esforços quando são solicitados com respeito e de modo honesto e sincero.
Perdi alguns alunos,perdi algumas batalhas mas estou na guerra sem ter levado um tiro...
Quando eu li o que o professor Silas escreveu, a minha primeira impressão é que ele estava a fim de debochar dos professores ou querendo nos colocar em situação dificil.
Li de novo e fui procurar saber se ele é uma pessoa de fato, se existe.
Existe sim...
Tem vários titulos, mas títulos não faz de um professor, um educador.
Educador é mesmo um dom.
Jamais um educador ia escrever o que ele escreveu.Na verdade essa posição de confronto com os pais que reclamam legitimamente, é sempre uma posição equivocada.
Pior ainda quando se repetem na desculpa que a escola está ruim porque os alunos são bandidos, que os pais são cumplices desses bandidos
Que aluno espanca professor e o pai apoia....
Nossa ! escrever isso é o fim.
Todo mundo sabe que não é verdade e repisar nessa posição é enfraquecer a luta por uma escola de qualidade.
Aluno dificil e pais omissos não são o maior problema que encontro na escola.Esses eu tiro de letra.
O maior problema são os colegas que querem tirar vantagem em tudo.
Os que se fazem de vitima e na escola perturbam os colegas que querem trabalhar.Esses tipos chamam os colegas sérios de puxa-saco do governador,de trouxa de traidores da classe e até de coisa pior.
É matar um leão por dia...
Então pedindo ao colega Silas, que por favor reveja a sua postura.
Que esse monte de título não o faz um educador.
Aliás, ele NÃO disse que é um educador, se apresenta como professor, verdade seja dita.
Uma pessoa com tantos títulos e de tanta importância, se fosse um educador, se fosse um tantinho mais humilde, pode ser que prestasse o grande serviço para a classe.
Arrogancia e agressividade.Exibicionismo e petulância, vai é provocar os pais para a defesa.Com tudo que temos visto e sabido, os pais tem muitos mais motivos de reclamar que os professores.
Hora de juntar forças.
Fiquei profundamente abatida, quando confirmei que o professor Silas existe.
Passado o primeiro momento, volto com a sugestão humilde.
Vamos rever nossas posturas?
Lembrar do óbvio : uma escola de qualidade, melhorando a educação o pais melhora.Melhora para todos.
Nâo acha o prof.Silas que a posição do professor santo, abnegado, sem culpa e sem mácula, o mártir vai se manter para sempre?
Com todo meu respeito.
Maria Thereza Paranhos.

Darléa disse...

Oi glória.
vi que você aborda o tema esquizofrenia na sua novela "caminho das índias.Parabéns por esta iniciativa. Muitas pessoas pensam que o esquizofrênico é um inválido e não é verdade. Vide meu caso. Sempre tive problemas comportamentais na infância, hiperativismo. Cresci completamente perdida e quando minha filha nasceu e eu já estava com 25 anos, tive uma depressão pós parto e me envolvi com drogas. Quase morri. Fui levada a uma junta médica do hospital do exército aqui no Rio de Janeiro e me desenganaram. Fui diagnosticada como esquizofrênica, maníaco depressiva e dependente química em último estágio. Devido a este diagnóstico perdi meu casamento de 10 anos, e fui trancafiada dentro de um hospício.
Hoje, em recuperação em Narcóticos Anônimos, reconstruí minha vida e escrevi um livro. "Drogas- o árduo caminho da volta". Espero que este livro possa ser esclarecedor no sentido que o ESQUIZOFRÊNICO é capaz, através de tratamento e ajuda de reverter o quadro em que se encontra e torna-se um ser responsável e produtivo na sociedade. Mais uma vez parabéns pela abordagem do tema.

Anônimo disse...

Oi Glória ontem assisti a cena do rapaz falando sobre os sintomas da esquizofrenia, e chorei.Eu não costumo assistir novelas, mas por tocar nesse assunto eu me interessei. Meu namorado sofre desse mal, passa por tratamento e tem uma vida normal.foi uma feliz idéia a sua abordar esse tem a, pois muitas pessoas tem uma visão errônea sobre a esquizofrenia. Pra você ver alguns amigos meus já chegaram a me dizer que eu não poderia ter filhos caso me case com meu namorado, que eles terão o mesmo problema,que eu vou sofrer muito com ele entre outras coisas. Mas eu acredito no nosso amor, e sobretudo eu acredito nele.

candida disse...

Oi Glória,
para mim não podia ser mais oportuna a abordagem da esquizofrenia no Caminho das Indias.
Espero imensamente que tal abordagem realmente surta efeito nas melhorias de tratamento e apoio aos esquizofrenicos. Minha mãe era esquizofrenica e meu filho também é. Encontra-se neste exato momento hospitalizado na Casa do Sol dentro da Instituição Nise da Silveira e é lamentável o estado de abandono do local, assim como o próprio abandono dos pacientes por seus familiares. Travo lutas diárias para que as condições de meu filho melhorem por lá pois o sofrimento é grande ao encontrar meu filho com hematomas causado por outros pacientes e me sinto impotente diante dessa situação, assim como impotente é a equipe de enfermagem ( duas enfermeiras para cuidar de 30 homens em crise aguda na enfermaria masculina). O estado de abandono é geral: banheiros quebrados, bebedouros pifados, falta de ventiladores,mínimas condições de sobrevivencia.
Meu filho, rapaz de 19 anos começando sua vida já encontra dificuldades até mesmo para se cuidar, pois o tratamento da Instituição ainda deixa muito a desejar.
É preciso atenção das autoridades para as pessoas que possuem transtornos, pois também são cidadãos e como tal tem direitos a vida e conquista de seu espaço.
Desejo sucesso da abordagem na trama.

Fâ do NA disse...

Puxa Darléa
Que bom você falar nos Narcóticos Anônimos.
Mas espero que seu nome não seja Darléa, essa irmandade preza muito o anonimato
Muito bom seu depoimento
Os NAs, aliás todos os grupos de anônimos são muito bons.
beijoca

Ana (heterônimo) disse...

Glória,
você tem trabalhado temas que já fizeram parte de minha vida. Minha mãe e eu assitimos à cena em que Carolina Dickeman tinha os cabelos raspados e alguns anos depois, vi minha mãe passando pela mesma situação: ela faleceu após sete meses de luta.
Meu irmão tem esquizofrenia há mais de vinte anos. É louvável você abordar esse tema na novela, numa tentativa de minimizar o estigma que persegue os portadores da doença, mas peço-te uma coisa: se possível, mostre também o lado muito, mas muito violento da esquizofrenia e que destrói famílias inteiras. Outro dia ouvi de um psiquiatra que conhece meu irmão desde o começo: "Olha, ele vai levar todo mundo com ele, já que ele não aceita tratamento algum." E isso acontece aqui, na minha família: família que já não existe mais.
É preciso tratá-los como cidadãos, sim, são humanos como nós, ou até mais, com uma sensibilidade maior; mas também mostrar o terrível sofrimento das famílias. As agressões devem ser mostradas: pessoas com esquizofrenia nem sempre aceitam tratamento e destroem todos à volta delas, porque não podemos correr, fugir, nos esquivar de ataques sempre. Já fui agredida, meu pai - pessoa muito amorosa e que fazia tudo por meu irmão - faleceu também, por doença de fundo emocional e tinha que "fugir" dele, quando ele queria matá-lo.
Por favor, mostre o lado feio também: mostrar um psiquiatra meio divertido, meio doido - todos nós somos, claro - ajuda a desmistifcar a doença, mas não é a realidade vivida por milhares de famílias.
Geralmente, com a doença surgem o alcoolismo e o uso de drogas, como uma tentativa de "driblar" o sofrimento, mas a coisa é bem mais séria e pesada: sei que você sabe disso muito bem, pois é a Glória Perez!
Já assisti à novela na qual se via uma dependente de drogas atacar a todos e não vejo isso agora. Sei que o objetivo é "desmistificar a doença" e trazer e/ou tentar ajudar, mas não vejo ali a realidade: vejo o que seria ideal.
Desculpa-me o comentário tão extenso, mas eu sinto isso quando assisto á novela e isso me preocupa, pois a casos em que não há o que fazer, tudo o que podia ser feito, já o foi e nem todos têm dinheiro para cuidar de um paciente com tantas nuances de comportamento.Existem os CAPs, mas ele nem aceita ouvir falar, já conehce e despreza.
Acho maravilhoso a abordagem da relaçao aluno/professor e a ausência de pais presentes e educadores, afinal também sou professora e conheço essa realidade também, que é igual, independente do estabelecimento de ensino: público ou privado. Quem manda é o aluno e todoa dizem amém.

Forte abraço.

Josi disse...

Oi Glória, tudo bem????
Tô aqui mais uma vez pra parabenizar a sua novela que assisto todos os dias!!!
Tô achando super interessante os assuntos tratados nela, aprendo uma coisa nova a cada dia!!!
A Índia revela coisas fantásticas né???De mais!!!Interessantíssima!!!!
Sou de Itapetininga, interior de São Paulo e gostaria de enfatizar como várias pessoas aqui já fizerem isso tbm!!!
Queremos Daniel Marques na telinha da globo!!!
Um pedaço de Itapetininga tem que estar nessa novela!!!
Desde já agradeço!!!
Um abraço!!!
Obrigada!!!!
Josiane Oliveira

mila366 disse...

Gloria deixa o casal mais lindo desse universo juntos peço isso pelo minha cidade a Baixada Santista que é o Raj e Maya por favor de suplico Beijos

christina disse...

Glória, quero parabenizá-la pela abordagem do tema esquizofrenia na novela, pois incentiva a discussão e conhecimento sobre o tema. Um exemplo disso é a matéria do Fantástico, que me esclareceu que o uso de drogas pode desencadear a doença. Eu achava que a doença levava ao consumo de drogas. Tenho dois filhos, de 20 e 25 anos, que têm aprendido muito com um portador de esquizofrenia muito conhecido no meio musical, considerado um grande mestre da guitarra, o Jimmy Hendrix brasileiro, que acompanhou grandes artistas como Elis Regina, Gal Costa, além de muitos outros igualmente famosos. É emocionante ver o que "meus meninos" têm aprendido com esse convívio. Considero isso como uma experiência que poucos têm oportunidade de vivenciar. Nunca tive preconceito ou preocupação de saber dessa convivência. Ao contrário, acho que está sendo um presente.
Não me sinto no direito de divulgar o nome desse músico, mas acho que seria de imenso valor, caso haja interesse da sua parte e, evidentemente, a devida autorização do diretamente envolvido, a divulgação do trabalho desse mestre da música que, apesar da esquizofrenia, ou, quem sabe, em razão dela, continua exercendo o seu talento e vivendo dele. Tenho certeza que isso ajudará muitos portadores da doença e os incentivará a se cuidar e continuar vivendo normalmente com os seus talentos.
Para mim, além de mestre da guitarra, ele tem sido um mestre de vida aos "meus meninos". Parabéns por mais essa atitude da sua parte.

Anônimo disse...

Olá Glória!!!...quero parabeniza-la pela abordagem da esquizofrenia na novela,está ajudando a muitas pessoas sem dúvidas! Eu vivi isso tudo muito de perto ,fui casada por 10 anos com uma pessoa esquizofrenica,mas eu e sua familia não sabíamos que ele era doente....as auterações de humor que ele tinha eu achava que era personalidade forte,até que as coisas foram se agravando,ele não trabalhava,qdo arrumava um emprego saía dizendo que estavam "sacaneando" ele no emprego...até que engravidei,tive uma filha, que é a luz da minha vida....qdo ela estava com um ano e meio ele começou a piorar muito, vivia andando de um lado para o outro,,se isolava,não conversava comigo,nem dava atenção a filha,dizia que suas coisas desapareciam dentro de casa,seus papéis,seua documentos,me fazia procurar por horas,ficava o dia todo falando sozinho, sem emitir voz...como se estivesse resmungando baixo, derrepente dava gargalhadas do nada....fiquei muito assustada qdo ele começou a chegar em casa e queria ver meus braços ,minhas pernas,queria ver se eu,era eu mesmo.....!...olhava para mim com olhar de ódio...até que chamei sua familia e pedi apoio porque eu ia chamar um psiquiatra, seua pais foram até minha casa ,mas qdo o psiquiatra chegou,ele não deixou entrar...bom ,passaram alguns dias eu e seu pai o convencemos de ele ir ao consultório do psiquiatra,ele foi o caminho todo me xingando,dizendo que eu é que era louca, etc....depois de converssar com o médico(renomado psiquiatra do rj) O MEDICO LHE DEU UMA RECEITA MÉDICA COM O NOME DE UM MEDICAMENTO E FOMOS EMBORA,QDO CHEGOU EM CASA ELE OLHOU PARA MIM E DISSE:-Olha o que faço com tua receita!. E rasgou,no outro dia liguei p o medico e ele pediu para q eu fosse ao consultório,fui com minha sogra, depois de uma longa converssa com o Dr,ele nos disse que meu marido era portador de esquizofrenia, na época ele estava com 38 anos....nossa meu chão se abriu...a mãe dele não aceitou.....pediu q não comentássemos com ninguém para o filho não ficar marcado,não queria que ninguém soubesse....o que a sociadade iria dizer?! ele filho de juíz!!! bem paracida com a personagem da cristiane torlone...fiquei com muito medo....e qdo cheguei em casa disse a ele que eu havia mandado detetizar a casa e que teríamos que ir para a casa da mãe dele(agi assim por orientação do médico,que nos orientou a dar a ele o medicamento,iniciando o tratamento sem que ele soubesse,pois ele não aceitou o tratamento,então tinhamos que misturar na comida dele...no primeiro dia ele teve um surto....me segurou pelo pescoço e queria saber por onde eu andava ,porque a mulher que estava na casa dele não era eu,era alguém muito parecida,mas não era eu.....e ele iria matá-la!!!,só ai percebi o risco que eu estava correndo....para acalma-lo eu fingi concordar com ele de que realmente tinham pessoas que o estavam perseguindo..o que será que eles querem???...etc.Depois disso ele foi ficando dopado pelo remedio,(aldol) andava e falava como um robô...minha filha fkava andando o tempo todo atrás dele ,ele não parava...e a mãe dele me acusando sifradamente, dava endiretas,que o filho sempre foi saudavel...feliz....depois que casou isso aconteceu....passaram alguns dias ele ficou centrado novamente e aceitou o tratamento.....tomou o medicamento por 2anos,estava ótimo,havia retomado a faculdade,estava trabalhando, feliz.....mas sua mãe,não satisfeita procurou o medico e pediu p que ele retirasse o medicamento pois seu filho estava ótimo...etc,então ele parou de tomar, em 2 semanas começaram os sintomas....a ansiedade......as converssas, oisolamento...e o pior ele fez o que o médico disse que nunca poderia ser feito!!! contou a ele que lhe demos remédio escondido...então ele perdeu a confiança em tudo e todos....minha filha então com 4 anos tinha medo do pai...convivi com muitas coisas até que num dia ele me espussou de casa,eu e a criança...hoje ele mora no rj e eu no paraná,temos uma disputa judicial onde ele quer a convivencia coma filha e eu quero que seja assistida,ele não se trata,não trabalha,continua falando sozinho e rindo sozinho,é anti social,desconfia de tudo e todos...é sustentado pela mãe...enfim.....sei o qto esta doença é dolorosa devastadora e o pior é que o preconceito está dentro da própria família do doente,hoje ele tem 45 anos e é improdutivo......esta é minha história....bj.

Joao Batista Santos disse...

Are Baba!!!!! Eu não sei qual é o blog da sua amiga Patrícia e gostaria muito de passar um pouco da minha experiência sobre a rejeição familiar. Farei um pequeno resumo aqui, tá?

A minha mãe Sara, vem de uma tradicional família mineira e quando ela nasceu na fazenda Santa Mônica em Juparanã, município de Valença (RJ) Ela teve meningite e por falta de socorro imediato, contraiu a esquizofrenia.Os anos passaram e eu nasci.

Me lembro que desde pequeno, quando saimos do suburbio p/ visitar minha avó e tias nos bairros da Urca, Gavea, Ipanema e Lebron. Éramos obrigados a subir pelo elevador de serviço, o nosso limite era a cozinha e o pequeno banheiro. Quando chegava alguma visita, tinhamos que ficar em silêncio, dentro do quartinho da empregada.
Acho que é por isso que hoje, quando saio as ruas com os meus amigos, gosto de caminhar pelo meio fio. Me sinto diferente. Sei lá!

O médico da minha mãe o Dr. Robalim, dizia que essa doença não era hereditária, mas mesmo assim aos 15 anos comecei a escutar vozes.

Consegui emprego em 81, graças as comemorações do ano Internacional do Deficiente. Quando fui fazer o exame de admissão, o médico psiquiatra do empregador, querendo se insentar de "problemas futuros", pegou a caneta com tinta vermelha e colocou no meu prontuário: "Esse candidato a vaga, tem disturbios mentais".


Espero ter colaborado no estudo sobre reijeições da Dr. Patrícia.

BjOs em todos.

Anônimo disse...

CARA GLÓRIA.
NISE DA SILVEIRA FOI UMA MULHER MRAVILHOSA !AQUI EM SP NO BANCO DO BRASIL ,VI A EXPOSIÇÃO DO BISPO DO ROSARIO .SOMENTE UMA MULHER COMO ELA ,PARA DAR ASAS A IMAGINAÇÃO DO BISPO.
QUE PENA QUE ELA SE FOI!!!!
POIS MUITOS BISPOS NÓS TERIAMOS !
UM GRANDE ABRAÇO.
LUCIA.

marta disse...

Olá Glória!

Mais uma vez estou escrevendo no seu blog,para agradecer por toda essa campanha afavor dos doêntes de esquizofrenia.
Glória atravez da novela e dos ensinamentos do Dr:Castanho estou procurando ajudar bastante a minha filha ela vai participar agora do CAP infantil aqui em Teresina-Pí,para fazer terapias e atividade,pois uma frase que o Dr:Castanho falou para a Tonia me marcou bastante,que a esquizofrenia não tinha cura mais porderia ser tratada iqual a diabete,pois a diabete também não tem cura,e que as pessoas portadora da doênça porderia ter vida normal.
Glória chorava muito,por causa do problema da minha filha Bárbara,pois ela é muito linda e inteligente e sempre sonhou em ser professora de inglês,mais agora depois da novela que eu começei assistir e vejo toda hora dr:Castanho falando que pordem ter vida normal,estou convessando bastante com minha filha e dano apoio para que ela volte estudar ,para se formar e ser professora de inglês como ela sempre sonhou,Glória estou pensando de viajar no final do ano com ela para o Rio de Janeiro para conhecer o Pinel,e conhecer a Dra:Patricia pois sei que é uma pessoa maravilhosa,quero lhe dizer que o personagem do Tarso está de mais o surto da doênça iniciar do jeito que ele está interpretado,o Bruno está de parabens,gosto bastante do personagem do Ademir e agora ele dançando gafieira está demais,mostro muito para a Bárbara que ela poderia retomar a fazer danças.
Glória um pedidinho para o final da novela deixe a Maya com Bahuan pois são uma casal lindo,a novela está bombando aqui em Teresina-Pí.
Um Beijão da sua Fã nº 01
Marta Célia

Ana Paula Nunes de Barros disse...

Gostaria de agradecer à Glória por colocar em seu elenco uma personagem assistente social. Sou assistente social e sempre me revolto de como é tratada a profissão nas novelas. Sempre são senhoras, de coques no cabelo, saia até o joelho e que geralmente vão tirar a criança com maldade de algum personagem. Na novela desmistifica essa imagem e não poderia ter atriz melhor para o papel. Linda, jovem e competente. Gostaria que enfatizasse um pouco mais a profissão pois nossa categoria sofre muito preconceito, pois somos vistas como moças boazinhas que fazem o bem como voluntárias. Muitos não sabem que se tem que fazer faculdade para ter tal formação. Obrigada!

Anônimo disse...

Sou muito grata a vc, pois a novela tratando de forma simples abriu uma luz na vida de nossa família. Mesmo sem um diagnóstico, percebo na minha irmã muita semelhança com um esquizofrenico. Agora entendo muita coisa e já consigo falar com minha mãe sobre minha desconfiança. Ela até então não consegue ter reação e foge do problema (um pouco Melissa) mas com cautela estou conseguindo alertá-la e saber o que fazer.Andréia

Daniela disse...

Eu já venho lhe dizer que gostaria que a fase do surto do Tarso passasse logo, pois me incomoda muito. Meu irmão tem esquizofrenia adquirida em virtude de uso de drogas, mas não é e nunca foi violento. Acho que já existe preconceito demais e ele sofre muito. A pessoas se afastaram dele e em virtude da novela, vejo o medo nos olhos delas ainda maior.

christina disse...

Olá Glória.
Gostaria de compartilhar com você o trabalho do guitarrista Lanny Gordin, que foi muito famoso nos anos 70/80 e hoje se vê afastado da fama por ser portador de esquizofrenia. Apesar disso, ele continua tentando viver da sua música e incentiva jovens músicos, mesclando sua genialidade musical com imensa humildade. Vale a pena conferir sua participação no disco "oitoitenta" em www.myspace.com/alarde, na música "Amém". Merece destaque, igualmente, a música "Amarelo Chá", criada por um jovem de 24 anos durante internação em uma clínica psiquiátrica, além da música "Ritalina", medicamento bastante conhecido no mundo psiquiátrico.
Sabendo que a grande maioria desses transtornos mentais/emocionais/psiquiátricos atacam pessoas extremamente sensíveis, acho que podemos e devemos ajudá-las a viver felizes.
Por isso decidi buscar sua ajuda, aproveitando a discussão sobre a esquizofrenia e demais transtornos mentais.
Conto com sua valiosa ajuda, pois tenho certeza que podemos trazer de volta ao cenário musical um músico tão especial quanto Lanny Gordin.
Um grande beijo.