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sexta-feira, 23 de maio de 2008

do blog do Altino: índios isolados do Acre

Não sei se vocês sabiam, mas nós temos, no Acre, tribos indígenas que nunca entraram em contato com a civilização.

Pela primeira vez uma dessas tribos foi fotografada. Quem conseguiu o feito foi o sertanista Meirelles, que fez as fotos a bordo de um monomotor.

Olhem o que o Altino conta:

As mulheres e suas crianças fugiram para a floresta em busca de proteção, enquanto os guerreiros da tribo se posicionaram e reagiram atirando flechas no avião.
Leia mais no Blog do Altino

sábado, 15 de dezembro de 2007

o canto do Uirapuru

A foto é do Dalgas Frish, que dispensa apresentações. Dalgas foi pioneiro na gravação do canto das aves sul americanas, e o único a conseguir capturar o lendário canto do uirapuru verdadeiro, que só existe nas florestas do Acre.

O uirapuru canta somente uma vez por ano, durante a confecção de seu ninho. E quando canta, os outros pássaros calam. Dalgas conseguiu a célebre gravação em 1962, nas matas do seringal Bagaço, e o feito teve logo repercussão internacional. Um jornal americano o registrou com a seguinte manchete: o caruso das selvas grava um best-seller

Na mitologia amazônica, o uirapuru é símbolo da sorte e da felicidade, e quem escuta seu canto pode fazer um pedido aos céus e será atendido.

Que ele cante para todos nós!

domingo, 9 de dezembro de 2007

terça-feira, 27 de novembro de 2007

o enigma dos geoglifos do Acre


Faz tempo que estou querendo falar dos geoglifos. O desmatamento no Acre tem revelado uma enorme quantidade deles. Vejam como as formas geométricas parecem ter sido desenhadas a régua e compasso.

Ainda não se sabe com certeza quando surgiram, mas segundo a teoria mais aceita, seriam anteriores ao aparecimento da floresta, que tem por volta de 13 mil anos, e se formou no final da idade do gelo.


Até então nós sempre pensamos que aquela região, ocupada pela floresta, não havia sido habitada antes por nenhuma sociedade humana, mas os geoglifos parecem indicar o contrário: eles apontam para a possibilidade de ter existido, ali, uma grande civilização.

O assunto mobiliza pesquisadores do mundo inteiro, que tem visitado o Acre para estudar a descoberta. Até agora já foram encontrados mais de cem desses geoglifos. O resto é mistério que ainda nos cabe decifrar.

obs. as fotografias são de Sergio Valle.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Amazônia para sempre


Vejam que beleza! Victor Fasano mandou a foto, tirada ao pé de uma das árvores centenárias que você só verá na Amazônia. São árvores assim que as queimadas estão destruindo.

Juca de Oliveira, Cristiane Torloni e Victor Fasano, foram até lá,  gravar a minisérie "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes", viram de perto o drama dessa destruição e lançaram um movimento - Amazônia para sempre- uma convocação aos brasileiros, para que se unam pela preservação da nossa floresta.

Veja o vídeo e assine o manifesto

domingo, 18 de novembro de 2007

Bom domingo, com JUVENAL ANTUNES


Juvenal Antunes foi para o Acre como promotor de Justiça, mas era mesmo um boêmio inveterado. Não se enganem com a foto: o terno nunca foi seu uniforme: passava os dias metido num robe, na porta do hotel Madrid, onde vivia em Rio Branco, bebendo, fazendo versos e proclamando seu amor à Laura, mulher casada que lhe inspirou os mais belos sonetos.
Arredar o pé dali? nem pra receber o ordenado, que lhe chegava por exercícios findos!

Armando Nogueira chegou a conhecê-lo, ainda menino. À caminho do grupo escolar, costumava parar na frente do hotel Madrid para ouvir o poeta, e conta que foi assim que se apaixonou pelas palavras, pela arte da escrita.

Juvenal foi personagem da minissérie Amazônia e de muitos romances que falam do Acre desses tempos.  Continua bem vivo na memória dos acreanos, e imortalizado em sua mesa cativa, em frente à Fundação Cultural, no Centro Hisórico de Rio Branco. 

Na minissérie Amazônia ele foi interpretado pelo Diogo Vilela, que recitou sua poesia mais conhecida:


ELOGIO DA PREGUIÇA
(A mim mesmo)

"preguiça amamenta muita virtude"



Bendita sejas tu, Preguiça amada,
Que não consentes que eu me ocupe em nada!

Mas queiras tu, Preguiça, ou tu não queiras,
Hei de dizer, em versos, quatro asneiras.

Não permuto por toda a humana ciência
Esta minha honestíssima indolência.

Está, na Bíblia, esta doutrina sã:
-Não te importes com o dia de amanhã.

Para mim, já é grande sacrifício
Ter de engolir o bolo alimentício.

Ó sábios, dai à luz um novo invento:
A nutrição ser feita pelo vento!

Todo trabalho humano, em que se encerra?
Em, na paz, preparar a luta, a guerra!

Dos tratados, e leis, e ordenações,
Zomba a jurisprudência dos canhões!

Juristas, que queimais vossas pestanas,
Tudo que legislais dá em pantanas.

Plantas a terra, lavrador? Trabalhas
Para atiçar o fogo das batalhas!

Cresce o teu filho? É belo? É forte? É loiro?
- Mas uma rês votada ao matadouro!

Pois, se assim é, se os homens são chacais,
Se preferem a guerra à doce paz...

Que arda, depressa , a colossal fogueira
E morra assada, a humanidade inteira!

Não seria melhor que toda gente,
Em vez de trabalhar, fosse indolente?

Não seria melhor viver à sorte,
Se o fim de tudo é sempre o nada, a morte?

Queres riquezas, glórias e poder?
Para que, se amanhã tens de morrer?

Qual mais feliz? O mísero sendeiro,
Sob o chicote e as pragas do cocheiro...

Ou seus antepassados que, selvagens,
Viviam, livremente, nas pastagens?

Do Trabalho por serem tão amigas,
Não sei se são felizes as formigas!

Talvez o sejam mais, vivendo em larvas,
As preguiçosas, pálidas cigarras!

Ó Laura, tu te queixas que eu, farcista,
Ontem faltei, à hora da entrevista,

E, que ingrato, volúvel e traidor,
Troquei o teu amor - por outro amor.

Ou que, receando a fúria marital,
Não quis pular o muro do quintal.

Que me não faças mais essa injustiça,
Se ontem não fui te ver, foi por preguiça.

Mas, Juvenal, estás a trabalhar!
Larga a caneta e vai dormir, sonhar.

(Cismas, 1908)

saiba mais no Blog do Altino, lendo as duas crônicas de Armando Nogueira sobre o poeta, o post A CASA DO POETA JUVENAL ANTUNES, que mostra um vídeo com Ida Rodriguez, dona do hotel Madrid, onde morava o Juvenal, e descreve o encontro comovente entre a hospedeira e o poeta, quando tia Ida, então com 92 anos, olhou para a estátua e disse emocionada: Fala, Juvenal!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O Rio de Janeiro que Hollywood inventou


Entrei numa livraria e lá estava o livro da Bianca: O Rio de Janeiro que Hollywood inventou. Me deu  orgulho e uma saudade danada da pesquisadora que parece que eu perdi de vez, depois de Amazonia, para o mundo acadêmico: Bianca começou a dar aulas na UERJ e, por causa disso, teve que se desligar da equipe. Ainda espero que não completamente.

Ela trabalhou comigo na pesquisa da novela América e depois em Amazonia. Fomos juntas para os Estados Unidos, entrevistar imigrantes brasileiros e latinos que tinham feito a travessia pelo deserto do México ou pelo mar, em busca do sonho americano, visitamos as prisões onde estavam confinados aqueles que tinham sido pegos pela polícia da fronteira, e convivemos com muitos que viviam ilegais no país. Foi uma experiência e tanto.

Além de conhecer bem o assunto do ponto de vista acadêmico, a Bianca havia morado muitos anos nos EUA: fez doutorado em História pela Universidade de Binghamton, e lá nasceu sua filha. Quer dizer, ela pôde contribuir para a novela também com sua vivência pessoal, e acredito que essa vivência, esse esbarrar a todo momento com a caricatura do Rio de Janeiro tão divulgada entre os norte-americanos, tenha sido a semente desse trabalho. 

O olhar dos estrangeiros sobre o Brasil já rendeu uma vasta literatura. Tudo começou com a carta de Caminha e os  relatos dos viajantes que andaram por aqui,  nos primeiros séculos após a descoberta. Eles deram os primeiros traços na construção do retrato que fazem de nós lá fora.
 
O livro da Bianca mostra como Hollywood contribuiu e contribui para reforçar os estereótipos desse retrato, através de filmes que o mundo inteiro vê: da barafunda geográfica que situa o pelourinho no Rio de Janeiro, às praias cariocas, onde macacos e garotas de ipanema convivem naturalmente. É competente, delicioso de ler. Depois me digam.

E a gente não tem como deixar de refletir sobre o quanto nós, brasileiros, contribuimos também para a preservação dos estereótipos que tanto nos deformam! muitas vezes, voltando do exterior para o Rio de Janeiro, vi passar na tela do avião aqueles curtas de apresentação da cidade, onde só focalizam traseiros metidos em fios dentais e imagens do carnaval com mulheres semi-nuas. Tipo: bem-vindos ao país do sexo e do carnaval! depois a gente reclama!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Al Gore no Acre

sábado, 13 de outubro de 2007


Foi logo depois do assassinato do Chico Mendes. Al Gore foi ao Acre, integrando uma comissão de senadores americanos, participar da pressão para que se fizesse justiça. A mulher da foto é Ilzamar, a viúva de Chico.

AMAZONIA nas passarelas

quarta-feira, 10 de outubro de 2007


Enquanto estamos aqui, apresentando a minissérie, em Paris Kenzo lançou a nova coleção, inspirada na floresta amazônica. As modelos desfilaram ao som do canto dos pássaros!

Nossa floresta está bombando mesmo!

A televisão do futuro

quarta-feira, 10 de outubro de 2007



E o futuro é daqui a pouco! Olhem o que os japoneses trouxeram aqui pro MIPCOM: a Alta Definição em 3a dimensão! impossível fotografar, é claro, mas é um impacto!

Fico pensando em como isso vai mudar a maneira da gente fazer televisão. Hoje, a tv convida o espectador a entrar na cena. Essa técnica nova inverte tudo: a cena invade o espectador. As imagens é que saem da tela e nos envolvem.

Um arqueiro lança uma flecha e a platéia recua, assustada. Um peixe vem na nossa direçao e temos a sensação exata de que ele está prestes a nos morder.

De modo que determinados tipos de cenas escritas e dirigidas como hoje, e que são assistidas com tranquilidade, vão resultar muito agressivas. Vamos ter que reformular a maneira de fazer, quando essa tecnica for popularizada.

É pena, mas isso ainda leva um bom tempo para acontecer! Fiquei sabendo que no Japão já existem algumas tvs como essa para vender, mas são muito caras ainda. Os japoneses que a representam estimam que em 6 anos elas vão começar a ser popularizadas (no Japão, claro), e que a tecnologia vai ser utilizada primeiro para fazer filmes ou eventos.

Clique na foto para ver o vídeo

quarta-feira, 10 de outubro de 2007



Filmei um pouquinho do chão do nosso stand pra vocês. É todo assim, coberto de folhas que se movem, e elas se afastam quando alguém passa, como se fossem movimentadas pela sombra da pessoa

AMAZONIA marcando presença

terça-feira, 9 de outubro de 2007

AMAZONIA no MIPCOM

segunda-feira, 8 de outubro de 2007


O stand é um sucesso. As pessoas param para fotografar. Nesse chão as folhas se movem, temos o cheiro da mata e o canto dos pássaros da floresta.

Haja coração!

AMAZONIA no MIPCOM

segunda-feira, 17 de setembro de 2007


Lá vamos nós!

Portugal: público elege AMAZONIA

terça-feira, 14 de agosto de 2007



olha eu aqui, lambendo a cria!
a notícia está na página da LUSA (uma agencia de notícias de Portugal):

“Lisboa, 14 Ago (Lusa) - A minissérie brasileira "Amazônia", veiculada pelo canal de TV SIC, a transmissão da Volta da França de ciclismo (RTP) e a série norte-americana "Nick/Tup" (TVI) foram escolhidos os melhores programas da televisão portuguesa em julho pela Associação de Telespectadores (ATV), que divulgou o resultado das avaliações nesta terça-feira.

Para a associação, "Amazônia" é um bom exemplo de produção brasileira. "Mais uma excelente série de época da Globo com todos os ingredientes habituais: profissionalíssima reconstituição de época, desde os pormenores dos fatos históricos às minúcias do guarda-roupa, interpretações cuidadas, realização sem falhas", disse o comunicado da entidade.”