Mais um pai em desespero, enterrando um filho. Agora uma criança de 3 anos, fuzilada por policiais que "confundiram" o carro onde ele ia, com a mãe e um irmãozinho, com o carro dos bandidos que perseguiam!Semana passada quem estava na primeira página era Daniela Duque, mãe do rapaz assassinado por um PM que fazia a segurança do filho de uma promotora.
Semana retrasada eram as mães do morro da Providência, que tiveram os filhos entregues por soldados do exército brasileiro a traficantes.
Sem falar nas dezenas de outros assassinatos do gênero, que nem sequer chegam ao noticiário!
Logo, outro crime, tão pavoroso quanto, estará substituindo a morte do menino João Roberto nas manchetes do jornais. As autoridades virão a público, dirão frases de efeito, a população anestesiada vai demonstrar sua indignação nas mesas de bar, em roda de íntimos, e tudo continuará como antes no quartel d'Abrantes!
A verdade é que perdemos a capacidade de nos indignar! de reagir!
E nesses tempos ferozes, nada melhor que lembrar a doce figura do profeta Gentileza, aquela personagem bíblica que vagava pela cidade, distribuindo flores e pregando o amor como remédio para todos os males: "gentileza gera gentileza", ensinava o profeta.
Será mesmo que o louco era ele?
