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terça-feira, 11 de novembro de 2008

um pouco mais sobre as Hijdras



Nem homens nem mulheres, como se diz na Índia: o terceiro sexo! as hijdras são castradas no templo, em meio a uma cerimônia presidida por um sacerdote.

Elas não terão uma personagem dentro da novela, mas estarão sempre de passagem por Caminho das Índias, porque são parte muito importante da sociedade indiana.

Aí vai um album de fotos pra vocês

Leia mais: Uma Hijdra conta sua vida e Mais Índia: Eunucos

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Uma hijdra conta sua vida


Eu trouxe da Índia. É a história dolorosa de um eunuco (hijdra) -Mona Ahmed. O livro é composto pelos mails que ele escreveu para a fotógrafa Dayanita Singh, que durante 13 anos acompanhou sua vida, fotografando, através dele, o universo das hijdras. Ahmed estabeleceu com ela um sólido laço de amizade e confiança, e o título do livro é retirado da maneira como assina esses mails: "myself, Mona Ahmed"

"Não somos homens tentando ser mulheres: somos o terceiro sexo" diz Ahmed em um desses mails, sobre a sua condição.

Ele viveu seus últimos anos em absoluta solidão, morando num cemitério em New Delhi, para onde retirou-se ao perder a filha adotiva -Ayesha- que havia criado desde o nascimento.

Ahmed estudou nos melhores colégios, nasceu de família rica, único menino entre muitas irmãs, o preferido do pai, aquele que deveria sucedê-lo à frente dos negócios.

Cedo descobriu que não se identificava com os meninos, e na adolescência, depois das turbulências familiares, provocadas pelo pela impossibilidade do pai de corrigir suas maneiras femininas, é expulso de casa e acaba juntando-se às hijdras.


Seu guru lhe entrega uma récem nascida órfã, e ele dedica-se a ela como verdadeira mãe. O livro é recheado de fotografias que registram as festas de aniversário de Ayesha, os momentos de vida em familia.

Alguns anos depois, o guru considera que o ambiente de Ahmed é prejudicial à menina e leva embora da Índia, nunca mais permitindo que ele a veja.

Cabe explicar a figura do guru: ele é o dirigente do grupo, o responsável pelo gerenciamento do dinheiro que arrecadam, o que dirige as cerimônias e os rituais de castração.