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sábado, 20 de dezembro de 2008

A vitória de um "intocável"!

Hari Pippal é um empresário indiano muito bem sucedido, com escritórios em alguns lugares do mundo.

E é um intocável! AQUI, nessa matéria do Estadão, ele conta as dificuldades que enfrentou para superar as barreiras impostas pelo sistema de castas e tornar-se um vencedor!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Nardonis: mais uma trapalhada!

Não é a primeira vez que o Sr Antonio Carlos Prado assina matérias na revista Isto É,  expressando simpatia incondicional a assassinos, e até citando uma condenada por crime hediondo como exemplo a ser seguido!

A última tentativa de emprestar seu teclado à defesa do indefensável, uma matéria onde o casal Nardoni, acusado do assassinato da menina Isabella, é quase santificado, aparecendo como vítima inocente de um complô macabro, resultou em mais um tiro no pé para a defesa do casal, e na revelação de que o autor da matéria não é tão independente quanto quer parecer: segundo informação do TJ paulista,  faz parte da equipe da perita Delma, aquela que a familia Nardoni contratou para contestar a perícia oficial!

Na dita matéria, o Sr Prado  acusa a perícia de Sao Paulo de montar uma farsa para respaldar as acusaçoes contra o casal Nardoni.  Fazendo côro com a defesa, afirma que não havia sido colhido sangue dos dois acusados para exame de DNA. E ainda reforça a afirmação com palavras textuais de Alexandre:

-sangue? que sangue? dizia, na matéria, o pai de Isabella, confirmando a denúncia do Sr Prado!

O recurso resultou em mais um gol contra: a defesa dos Nardonis levou, oficialmente, outro puxão de orelhas do Judiciário. Confira: 

TJ PRIMEIRA INSTANCIA
001.08.002241-4/00 - INSTRUÇAO CRIMINAL
15/12/2008

Quando do oferecimento de suas razões em recurso de Apelação interposto pelos I. Drs. Defensores dos réus contra decisão proferida por este Juízo, que indeferiu pedido de liberdade provisória formulado pelos mesmos, o N. Causídicos chegaram a declarar, de forma expressa e categórica, em mais de uma ocasião – como bem lembrado pelo nobre representante do Ministério Público às fls. 4058 – que durante as investigações, os réus “PERMITIRAM” a coleta de sangue deles, querendo, com isso, demonstrar que estavam colaborando para a instrução do feito. Como podem, agora, virem novamente em Juízo para afirmarem exatamente o contrário e, o que é mais sintomático, alegar que se trata de fato novo ? (..........) como já ressaltado, não se trata de fato novo, mas de informação que há muito já constava dos autos, não adquirindo esta característica tão somente porque tal situação teria sido veiculada através de reportagem jornalística, a qual, diga-se de passagem, foi subscrita por jornalista que supostamente pertenceria à equipe da assistente técnica Delma Gama e Narici, que foi contratada pelos próprios réus, como mencionado pelo Dr. Promotor de Justiça em suas contra-razões deste recurso (fls. 4057).

COMPLEMENTO:

vejam o que nos mandaram: a foto , anexada ao processo, mostra o Sr Prado com a perita Delma. Sem comentários!



domingo, 14 de dezembro de 2008

Brâmanes

Aqui estamos, eu e o Schechtman, com o casal Jayanthy. Eles são físicos nucleares e ensinam numa universidade de São Paulo.

O Sr Jayanthy tem artigos publicados na revista Nature, por aí vocês podem avaliar sua importância profissional.

Eles pertencem à casta dos brâmanes. Como brâmanes, tem o dever de oficiar os atos religiosos do hinduísmo. Os casamentos e rituais de Caminho das Índias serão feitos sob orientação deles, e, sempre que possível, oficiados por eles.

É interessante que, entre nós, quanto mais a pessoa se aprofunda na ciência, mais se afasta da idéia de Deus. Na Índia é o inverso!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

onde o Natal é triste

Aqui está a árvore de natal, onde mães e pais de mortos pela violência vem pendurar a foto de seus filhos, e clamar pelo fim da impunidade.




e um detalhe da colcha que lembra o nome de outras vítimas:





Essa é a Iracilda, que perdeu toda a família na chacina de Vigário Geral:



As pessoas que você vê na árvore não são uma estatística: elas tem pais, mães, tem familias, elas tinham uma vida, tinham sonhos e perspectivas de futuro, como você, como seus filhos.

E hoje, como dizia o poeta, são apenas uma fotografia na parede - mas como dói!

Venham! Estamos esperando vocês na cinelândia, até o dia 6 de janeiro.

COMPLEMENTO:

Mais impunidade: PM que fuzilou o menino João Roberto é absolvido!!!!!!!!

Não adianta crescer econômicamente: um país onde a vida humana vale nada, não pode dar certo!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Natal sem Mortes

Na foto, a Daniela Duque (mãe do Daniel, assassinado na porta da danceteria Baronetti, e uma das organizadoras do movimento NATAL SEM MORTES, que reune mães e familiares de vítimas da violência e da impunidade.

A Daniela, a Iracilda (representante das vítimas da chacina de Vigário Geral) e a Regina (mães da Cinelância), convocam a população para participar do ato de protesto nessa próxima quarta feira (dia 10), ali na Cinelândia.

Na ocasião, vai ser feita uma homenagem às mães que lutaram por justiça ao nosso lado e que já não estão entre nós: a Vera de Acari e a Cleyde Prado.

Esperamos vocês todos lá!

Vejam a convocação:

Amigos,
Estamos preparando uma homenagem protesto de luto da sociedade pela
omissão e descaso das autoridades em relação à vida

O movimento se chama NATAL SEM MORTE e será símbolizado por uma árvore
de Natal cujos galhos são representados por mãos que clamam pelo fim
da impunidade, do corporativismo e por uma justiça imparcial e justa.

A campanha é uma realização das mães das vítimas de violência do RJ
com o apoio da Prefeitura do RJ, Secretaria de Ação Social do
Município, representada pelo Prof. Marcelo Garcia, Grêmio Recreativo
Beija-Flor de Nilópolis, responsável pela construção da arvóre símbolo
do movimento, e de Ubiratan Silva, carnavalesco da Beija-Flor, que foi
o responsável pela criação.
Contamos com a participação de todos, o evento terá início em 10/12 às
11:00 na Cinelândia e permanecerá até 6/01/09.

São Paulo era assim em 1943

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Em Blumenau: coisas da natureza

Quem mandou as fotos foi o Ricardo Zanon, amigo de Santa Catarina.

Vejam o que aconteceu em Blumenau: o deslizamento deixou a imagem perfeita de uma cruz.

Impressionante!



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Shivani escreve de Mumbai

Shivani trabalha no nosso Consulado em Mumbai. É uma indiana apaixonada pelo Brasil. Nos recebeu lá, e esteve também visitando o PROJAC. Aqui está ela com a Ana Maria Magalhães, a responsável pela arte em Caminho das Índias.

Vejam o mail que ela mandou:


Oi Gloria,
Tudo bem? Eu estou bem, gracas a deus. Na minha a familia no consulado tambem, todos estavam em casa quando comecou o atentado. A gente aqui estao todos passando pelo uma fase terrivel...estao todos apovarados com a fracesa (fragility?) da nossas vidas neste pais. Todos os lugares a onde os terroristas estavam, ficam entre 10 e 15 mins da minha casa, e todos são lugares que a gente frequenta toda semana! ... dava pra ouvir a policia atirando... Fiquei pensando outro dia em voce e marcinhos, o restorante japones a onde a gente ia, Wasabi...acabou com uma bomba... Todo mundo incluindo a gente de algum jeito conhece alguem que estava la. Comecou todo isso na quarta noite e na quinta, eu fui com minha mãe para ajudar e fazer o trabalho voluntario nos hospitais daqui... nada pode explicar o que eu vi la gloria. estou muito triste,...mas depois de ver como a cidade de mumbai estão respondendo e como o pais e o mundo inteiro estão reagindo estou impresionada...todos os cidadões estão qurerndo reformas...e estão de um jeito ou outro participando para poder ter respostas. Tenho esperança, e certeza que as coisas tem que mudar. Acho que para primeira vez na minha vida, estou intendendo o terror com o que os cariocas vivem.

Espero que esta tudo bem contigo, me mande noticias.
beijos para jade...

Um abraço,
Shivani

terça-feira, 11 de novembro de 2008

um pouco mais sobre as Hijdras



Nem homens nem mulheres, como se diz na Índia: o terceiro sexo! as hijdras são castradas no templo, em meio a uma cerimônia presidida por um sacerdote.

Elas não terão uma personagem dentro da novela, mas estarão sempre de passagem por Caminho das Índias, porque são parte muito importante da sociedade indiana.

Aí vai um album de fotos pra vocês

Leia mais: Uma Hijdra conta sua vida e Mais Índia: Eunucos

sábado, 8 de novembro de 2008

"Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas!"



A polícia identificou o assassino da menina Raquel: Jorge Luiz Pedroso Cunha, pedófilo militante, devia estar preso, condenado que foi por crimes de homicídio e estupro.

Mas nossa justiça, sempre tão condescendente com o crime, aprovou por unanimidade um pedido de comutação de pena, e devolveu o predador às ruas!

A "graça" custou a vida da menina Raquel!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Aos mestres, com carinho

Os professores andam sofrendo nas salas de aula, com a falta de limite dos alunos. Muitos chegam até a desistir da carreira.

Esses problemas serão vividos por Bere (Silvia Buarque) e, a partir de certo momento, pela Silvia (Deborah Block) também.

Estamos entrevistando muitos professores, e a Silvinha tem frequentado salas de aula, para sentir a barra de perto

Essa triste realidade vai ser mostrada em contraponto com a maneira respeitosa e reverente com que o indiano olha o mestre, o mais velho, aquele que tem algo a lhe ensinar.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

E por falar em psicopatas...


Caminho das Índias vai mostrar esse desvio de personalidade através da personagem de Letícia Sabatella: Yvone.

Calma, ela não vai matar ninguém. Já se sabe que só 1% dos psicopatas chegam ao assassinato. Mas, como todos eles, Yvone é uma predadora, e vai passar os capítulos como passa a vida: matando sonhos, ilusões, a confiança que as pessoas depositem nela.

A escolha do tema? está mais do que na hora de levantar essa discussão, até para que as pessoas aprendam a reconhecer e a se defender desse tipo de gente!

O assunto está em voga internacionalmente, e vários livros tem saído por aí afora, tratando do assunto.

Aqui, vamos ter na próxima segunda feira, dia 27, o lançamento do livro da dra. Ana Beatriz Barbosa. Vai ser na Livraria Argumento (rua Dias Ferreira, 417, Leblon), a partir das 19.30 hs.

Tudo o que você quer e precisa saber sobre psicopatas:

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Uma falsa questão

Inconcebível ficar assistindo, por todos os meios de comunicação, esse debate surreal sobre se Lindemberg atirou antes ou depois da explosão!


Parece que se quer buscar um culpado que não seja ele -a polícia, preferencialmente- pela morte da menina Eloá!

Gente! essa história jamais teria um final feliz, e isso ficou bem claro desde logo. O que se pode e deve discutir, é essa nossa cultura de privilegiar marginais. A pretexto de poupar vidas, não se utilizam atiradores de elite nessas situações extremas, e isso acaba custando, como custou agora , a vida de inocentes!

O que se pode e deve discutir é porque tanta gente fecha os olhos e tapa os ouvidos para o fato de que uma menina de 15 anos passou 5 dias sendo torturada fisica e psicologicamente, e ainda consegue chamar o ato criminoso de Lindemberg de passional, e atribuir a ele uma aura de Romeu apaixonado

Menos, por favor! nós já conseguimos distorcer muitos princípios,valores e concepções universais, mas transformar um torturador assassino em Romeu à brasileira, ninguém merece!

sábado, 18 de outubro de 2008

Passional? não mesmo!!!!


Usa-se com muita impropriedade o termo "passional"! Basta que um criminoso diga "foi por amor" e pronto: aceita-se a etiqueta.

Esse crime de Santo André é tudo, menos passional! O ato passional é impensado, irrefletido, é coisa de um momento de desvairio. O passional não planeja. Se parar pra pensar, não mata mais.

Um rapaz que fica durante cinco dias torturando uma moça (batia nela, espancava, segundo declarações da amiga), enquanto dormia e comia normalmente, de passional não tem nada: o que ele tinha, sim, era raiva e inconformismo por ter sido contrariado.

E o sentimento de poder que o sequestro lhe conferiu tornou-se maior, na medida em que a intensa cobertura da imprensa manteve sobre ele os olhos do país!

Vi uma entrevista de Lindermberg num programa de TV, e era a empáfia em pessoa: "vou soltar quando eu quiser" "a hora que achar que devo", "vai ser como eu quero"!

Hoje cedo, numa entrevista, o coronel que comandou as negociações deixou claro que o atirador de elite não foi utilizado por medo da imprensa, que com certeza estaria mesmo caindo de pau em cima da polícia nesse momento.

Mas não importa. Se é preciso optar, deveria sempre prevalecer o princípio de salvar a vida do inocente! e depois de tantos dias de negociação, esgotadas todas as possibilidades, e tendo ficado claro que o rapaz estava disposto a matar, como parece que ficou, dar sinal verde ao atirador de elite seria o recurso.

O certo é que mais uma vez, a título de proteger o criminoso, condenou-se a vítima!

E Não me venham com essa história de: ah, os vizinhos, os amigos dizem que era um rapaz tão bom...nunca imaginaram que pudesse fazer isso!

A experiência mostra que os criminosos mais cruéis provocam a mesma reação em quem convivia com eles.

DE LUCIA LUIZ SOBRE A MORTE DA MENINA ELOÁ:
(obs. o texto a seguir é da socióloga e escritora Lucia Luiz)



Fico me perguntando o que faz com que uma polícia fique mais de 100 horas esperando, quando uma menina de 15 anos estava sendo espancada. Já se sabendo que não havia moeda de troca e que nestes casos não tem possibilidade de negociação, porque não jogaram bomba de gás lacrimogeneo?

Porque não mandaram a irmã dele para a porta pois seria mais lógico tentar falar com familiares.

Porque deixaram a imprensa falar com ele, ficar divulgando todos os passos sabendo que ele estava acompanhando.

O pior de todo esse quadro ---- cronica da morte anunciada desde segunda feira --- durante todo esse tempo, o bandido batendo na menina, foi ouvir o MP dizendo que estava lá para defender os direitos do Lindenberg.. Mesmo que fosse uma estratégia para que ele se entregasse, não dá para ouvir isso. Ele não é um passional, é um assassino vil que tem que ser denunciado o tempo todo como um perverso, nocivo e premeditado. Ele é um assassino que não merece nehuma explicação psicológica ou acolhida. Essa menina foi exposta à pior situação que se pode imaginar, sem nenhuma possibilidade de defesa. É de estarrecer .

Um atirador de elite, mesmo que depois a policia tivesse que responder por isso salvaria essa menina .

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O Palácio dos Ventos

Vejam que beleza: é o Hawa Maha, o Palácio dos Ventos, como ficou conhecido, pelas 953 minúsculas janelas na fachada principal. Quando o vento sopra, produz uma melodia em seu interior.

Foi construído pelo Maharaja Sawai Pratap Singh, para que as mulheres do harém e da realeza pudessem ver o movimento das ruas sem que ninguém as visse.

A construção tem 5 andares, e sua cor foi obtida com a utilização do arenito rosa,abundante na região do Rajastão.

O pálacio dos Ventos vai estar -é claro- em Caminho das Índias!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

do Blog da Juliana: Naamkaram - a Cerimônia do nome

A Juliana, nossa amiga brasileira que se casou com um indiano e vive em Delhi, conta pra nós a cerimônia da escolha do nome de seu sobrinho:

Ontem, 14 de Setembro de 2008, foi a cerimônia do nome do meu sobrinho, ou melhor o Naamkaram.

Segundo a tradição hindu, o nome da crianca só pode ser dado após pelo menos 10 dias do seu nascimento, normalmente acontece apos 12 dias, pois apenas apos esses dias é que o horoscopo da criança esta totalmente formado.

O hinduismo segue muito a astrologia e para dar nome ao bebe nao é diferente.
O Pandit (padre) faz o mapa astral da data do nascimento da criança para saber quais nomes sao propícios para ele.

Durante a cerimonia são feitas oferendas aos Deuses e a Agni, Deus do fogo, para purificar o ambiente e o bebê. No altar, junto com as oferendas é colocado tambem o papel com o horóscopo (mapa astral) do bebê.
Ao final da cerimônia, quando o nome ja foi decidido, o Pandit escreve o nome em uma folha, enrola, e pronuncia o nome no ouvido do bebê.
No final, como toda boa festa indiana, ha musica. Nada como uma Bhangra pra fazer o povo dançar.
Bom, para aqueles que ficaram curiosos o nome do meu sobrinho é: Aditye Kishore Thapliyal.

domingo, 10 de agosto de 2008

A Antígona brasileira: Vera de Acari


Chegando de Brasília recebi o telefonema da Iracilda, de Vigário Geral, dando a notícia: Vera morreu.

Durante esses anos estivemos juntas, lado a lado, irmãs na dor maior que é a de perder um filho. Eu vi alguma justiça ser feita. Justiça capenga, mas a que era possível: Vera não viu nenhuma!

Ela teve a filha, Cristiane, assassinada junto com outros jovens da comunidade de Acari, e lutou como lutou Antígona, pelo direito de enterrar seu corpo.

Ninguém que leia nos jornais algumas linhas sobre a morte da Vera, poderá supor de quanta garra e de quanta força essa mulher foi capaz. Pobre, doente, ela vivia em romaria cobrando investigação. E chegou a cavar, com as próprias mãos, cemitérios clandestinos, quando as autoridades se recusaram a fazê-lo.

Formava, junto com as mães dos outros jovens assassinados na mesma ocasião, o grupo que ficou conhecido como Mães de Acari.

Lembro uma das vezes que vieram jantar aqui em casa, e me contavam, desesperadas, sobre a última descoberta da polícia: um sítio onde seus filhos teriam sido atirados aos leões criados ali, de modo a que nada restasse das vítimas

Um dia fui chamada para dar uma palestra sobre violência e mudança de leis para as mulheres que formam o Grupo do Terço, liderado pela Glorinha Severiano Ribeiro. Levei as mães de Acari, para que contassem sua história, e como foi bonito e amoroso o encontro entre aquelas mulheres e as mães da comunidade. Nasceu entre Glorinha e elas um afeto que permanece até hoje.

Assim era a nossa Vera. Se fazia querida onde chegasse. Sábia, generosa, solidária, conquistava a todos com sua fala emocionada e inteligente. Será inesquecivel não só para quem compartilhou de sua luta, mas com certeza para todos os Ministros da Justiça que, ao longo desses anos, ocuparam o cargo e a receberam muitas vezes em seu gabinete.

Morreu carente de tudo, sem nenhuma assistência do Estado que tanto lhe devia. Ela não lutou por pensões, não lutou por mais nada: só queria enterrar sua filha! e não conseguiu!

                                                                MISSA DO 7 DIA

RECADO DA IRACILDA, DE VIGÁRIO GERAL: Glória, peço permissão para usar seu blog para anunciar a missa da nossa amiga GUERREIRA VERA LUCIA FLORES LEITE. A missa será realizada na IGREJA DA CANDELÁRIA , CENTRO ÀS 10:00 HS, NO DIA 15/08, SEXTA FEIRA.Contamos com a presença de todos que admiravam sua luta.Obrigada

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um indiano no Brasil

Esse depoimento eu encontrei no blog da Sandra Bose, e estou postando aqui, porque ele tem tudo a ver com o assunto de Caminho das Índias: nós também parecemos muitas vezes exóticos e absurdos, quando vistos sob a perspectiva de uma outra cultura.

O olhar do indiano Santosh Kumar, que morou 6 meses no Brasil, funciona como um espelho, revelando aspectos do nosso modo de vida que deixamos de perceber, por acreditarmos -como é comum em todas as sociedades- que nossa forma de encarar o mundo é a mais lógica e narural!
Vale a pena refletir sobre as observações do Santosh!

Eu sou o Dr. Santosh. Eu tive o prazer de visitar o Brasil de Setembro, 2005 a Março, 2006.Não é necessário dizer que eu viajei para o outro lado do mundo, da minha terra natal, Índia.Eu fui para um país que não tem o inglês como língua de comunicação. Mas isso não me desencorajou porque eu estava indo para ficar com minha então namorada. Eu estava preparado para ver e encarar hábitos, comida e uma cultura totalmente diferente.

Eu tinha certeza de que não importa onde, os seres humanos são os mesmos em todo o mundo e tem as mesmas emoções de prazer, dor, amor, felicidade, tristeza, inveja, orgulho e choro.Eu me diverti muito durante minha estada de 6 meses. Eu conheci pessoas maravilhosas muito amigáveis, hospitaleiras, que fazem você sentir-se bem-vindo e acima de tudo humildes.

Eu tive não só a oportunidade de viajar para certos lugares mas também de participar e testemunhar varias atividades sociais, culturais e religiosas que eu devo dizer, foram um aprendizado. Embora eu tenha viajado bastante, eu fiquei basicamente no Rio de Janeiro e a maioria de minhas experiências baseiam-se lá.

Eu fiz um curso de Reiki. Eu fiz parte de um grupo de experts em Reiki que me levaram com eles a diversos hospitais do Rio de Janeiro e me fizeram dar energia de cura a idosos e doentes.Nestes hospitais, Eu recebi atenção especial pois as pessoas acreditavam firmemente que isso fosse uma antiga ciência Indiana e todos queriam receber o tratamento dado por mim. No inicio foi estranho pois ninguém do grupo entendia ou falava inglês. Nos comunicávamos por sinais e o pouquinho de Português que eu aprendi com o passar do tempo.

Eu tive lições particulares de Português em casa e embora eu não tivesse aprendido muito, eu era capaz de entender mais. Embora há mais de um ano eu não fale ou pratique Português, eu ainda me lembro o pouco que aprendi.O Rio era como um lar para mim pois morei lá como um habitante e não como turista.

Eu fui a cursos de inglês como Wizard, Yes, Cultura... e dei palestras aos alunos sobre a Índia e diversos assuntos. Eu sabia que precisava falar devagar porque os alunos não estavam acostumados com meu modo de falar inglês. Muitos me olhavam espantados devido ao meu sotaque e talvez até devido a minha aparência pois meu modo de vestir não era o mesmo modo casual dos Cariocas.

Naturalmente eles estavam curiosos sobre mim e meu país e eu os incentivei a me fazerem perguntas para que eu as respondesse. Assim eles tiveram que falar em inglês... coisa que não haviam feito antes, pondo a perder seus estudos em inglês.

Eu fiquei chocado como os jovens encaram os estudos. Eles nunca estudam. Eles não sabiam nada de nada. Eles não tinham nenhuma ambição, nenhum hoby ou interesse especial por nada. A única coisa que todos os jovens queriam sem exceção era um telefone celular, Internet e uma namorada ou namorado. Os pais não os encorajavam a estudar e isso não foi só no Rio, mas em Salvador, São Paulo... nas grandes cidades.

Se isso se dava nas cidades grandes, nas menores era pior. Eu não conheci nenhum jovem realmente interessado em fazer nível superior. Eu conheci dois alunos bons e fiquei feliz em conhece-los. Se os jovens de um país não se interessam em estudar... isso é péssimo para o futuro do país pois os jovens de hoje serão os lideres de amanhã e se são analfabetos, nada poderá ser feito para melhorar a situação.

Eu também observei que as pessoas não lêem muito jornal nem se quer os compram. Isso não é bom, pois é importante manter-se informado.

Eu fui convidado a dar uma palestra em uma escola e enquanto aguardava, para meu horror, eu vi crianças entre 3 e 7 anos de idade chegando a escola continuamente, sem parar por uma hora. Não havia tempo determinado para entrar na escola. As meninas chegavam usando batom e mechas coloridas nos cabelos.

Os alunos eram totalmente indisciplinados. Os professores também eram muito displicentes quanto a sua vestimenta dentro da escola. Os alunos inspiram-se nos pais e professores e se estes não impõe disciplina... o que se pode esperar das crianças???

Para piorar tudo... os jovens só estavam envolvidos em relações físicas e emocionais com seus namorados e os pais permitiam isso abertamente.

O problema pelo que eu entendi é que tudo era aceito pela sociedade... e nada era considerado mau ou errado. Assim o mau se torna igual ao bem. Não tem nada mau tudo acaba sendo bom pois é aceito pela sociedade.

Não há diferença entre legitimo e ilegítimo. Uma relação legitima ou uma criança recebe o mesmo tratamento do que uma ilegítima. Como isso pode ser possível???

A comida era boa mas era sempre a mesma onde quer que eu fosse e eu sempre acabava comendo feijão com arroz juntamente com galinha. Sendo Hindu, eu não deveria comer carne de vaca, mas comi e não gostei muito. A comida não tinha tempero, somente sal, cebola e alho. Comer era uma coisa muito chata e previsível. Eu gostei de comer comida Italiana, mas só isso.

Eu também achei muito estranho e rude as pessoas me convidarem para jantar e oferecer somente Coke e Guaraná com biscoitos. Eu ficava com fome durante a noite. Eu acabei dizendo para minha namorada não aceitar mais convites para comer a noite a menos que fosse servido realmente um jantar.

Também achei extremamente mal educado as crianças de qualquer idade chamarem os adultos por seus nomes e eles permitirem. Isso era ridículo porque ninguém no mundo teria coragem de chamar Bill Gates como Bill Gates em condições normais. Por que não se tem respeito ao falar com os mais velhos no Brasil???

Observei que se fuma menos no Brasil do que na Índia mas quando eu via alguém fumando.... geralmente era uma mulher. Neste caso na Índia é diferente pois aqui os homens fumam mais que as mulheres.

Eu não estou escrevendo isso tudo com má intenção. Estou dando minha sincera opinião baseado em minhas experiências no Rio e lugares por onde viajei, isso não significa de modo algum que eu não ame o Brasil. Eu amo o país, as pessoas, o oceano e a natureza. Eu aprendi muito aí e eu gostaria de retornar assim que possível.

Se de alguma forma eu magoei o sentimento de alguém eu peço desculpas. Há sempre dois lados em uma mesma moeda e há milhares de maldades e coisas erradas na Índia e o Brasil não é exceção. Eu não poupo meu país quando vejo coisas erradas acontecendo, segundo minha compreensão.

O Brasil é um país maravilhoso, amoroso e carinhoso e eu o amo.
Como bem disse a Sandra Bose: Incredible Brasil!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

No Call Center


Vocês sabiam que quando ligam para os Estados Unidos para falar com um banco, marcar consultas médicas e vai por aí, geralmente estão sendo atendidos na Índia, ou em algum país do oriente? é a globalizaçao! Mas disso a gente fala outro dia.

Hoje quero dividir com vocês o mail que a Giovana acaba de mandar. Para quem esqueceu, a Gio faz parte de minha equipe de pesquisadoras. É jornalista, de São Bernardo do Campo, uma figuraça!

Gloria,
fomos a empresa de telemarketing (eu, Juliana Paes, Cacau Melho e Fernanda Kadlec), a (...). Foi ótimo! Aprendemos muito, Juliana ouviu um atendimento, conhecemos operadores, falamos sobre os dramas pessoais, romances, cantadas, truques! (...) Saímos de lá mais de meia-noite!!!
Envio em anexo uma foto do pessoal que nos atendeu por lá com as atrizes.

Aliás...vc sabia que meu primeiro emprego na vida foi como operadora de telemarketing??? Hohohoho

Beijos!

Gio

E eu que não sabia disso! Já viram que a Gio vai ter muito o que me ensinar!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cricket: uma paixão indiana!

Herança dos tempos coloniais, o cricket, como o polo, é uma paixão nacional: nas ruas, nas praias, nas praças, por todo o canto encontramos crianças com seus tacos improvisados, curtindo o jogo.

COMPLEMENTANDO

A Mel manda pra gente o último comercial da NIKE na Índia, todo ele em cima dessa paixão do indiano pelo cricket. Vejam:



Não resisto a acrescentar um comentário: vejam a sutileza do comercial. Eles simplesmente associaram a NIKE a uma paixão nacional, sem necessidade de closes na marca, no tênis, como é usual entre nós. Segundo nos informa a Mel, o efeito foi imediato: o comercial virou uma febre em toda a Índia.