quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Estava lendo sobre o assassinato da arquiteta, em São Paulo. A moça tinha 24 anos, foi vistoriar um apartamento e, na saída, o porteiro a atrai para a guarita com o pretexto de preencher uma ficha. Ali mesmo a mata, rouba sua bolsa e atira seu corpo na cisterna do prédio.
De acordo com os moradores, o porteiro era um doce de pessoa -parecia ser. Atencioso, educado, paciente com as crianças. Imagino a sensação de insegurança que tomou conta dessa gente quando ele confessou o crime e a necessidade de praticar violências que o acomete de vez em quando!
Esse é o grande perigo dos psicopatas: eles não vem com letreiro e parecem sempre tão normais! claro: eles são absolutamente cerebrais, observam como se comportam as pessoas comuns e simplesmente as imitam, simulando reações emocionais que nao têm, de acordo com as conveniências.
A psiquiatria sabe que o psicopata não tem cura. Ao contrário do psicótico, ele sabe perfeitamente o que faz, conhece as leis e as regras da convivência social, apenas nào tem nenhum respeito por elas.
O psicopata não se torna necessariamente um assassino: o que o diferencia não é a prática de um crime, mas a falta de empatia com o humano, a ausência absoluta de culpa, de sentimentos de solidariedade, compaixão, a completa indiferença pelo outro.
Recentemente fiquei sabendo de um teste desenvolvido pela Universidade de Cardiff que estaria sendo usado para detectar a psicopatia.
Será? se for verdade que pode ser possível identificar esses indivíduos antes que ataquem, nós poderíamos dormir muito mais tranquilos!
Afinal de contas, eles podem estar muito próximos de nós, como Suzanne Richtofen, o porteiro de São Paulo, Guilherme de Pádua, Paula Thomaz, Champinha e tantos outros!