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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

E por falar em psicopatas...


Caminho das Índias vai mostrar esse desvio de personalidade através da personagem de Letícia Sabatella: Yvone.

Calma, ela não vai matar ninguém. Já se sabe que só 1% dos psicopatas chegam ao assassinato. Mas, como todos eles, Yvone é uma predadora, e vai passar os capítulos como passa a vida: matando sonhos, ilusões, a confiança que as pessoas depositem nela.

A escolha do tema? está mais do que na hora de levantar essa discussão, até para que as pessoas aprendam a reconhecer e a se defender desse tipo de gente!

O assunto está em voga internacionalmente, e vários livros tem saído por aí afora, tratando do assunto.

Aqui, vamos ter na próxima segunda feira, dia 27, o lançamento do livro da dra. Ana Beatriz Barbosa. Vai ser na Livraria Argumento (rua Dias Ferreira, 417, Leblon), a partir das 19.30 hs.

Tudo o que você quer e precisa saber sobre psicopatas:

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Uma falsa questão

Inconcebível ficar assistindo, por todos os meios de comunicação, esse debate surreal sobre se Lindemberg atirou antes ou depois da explosão!


Parece que se quer buscar um culpado que não seja ele -a polícia, preferencialmente- pela morte da menina Eloá!

Gente! essa história jamais teria um final feliz, e isso ficou bem claro desde logo. O que se pode e deve discutir, é essa nossa cultura de privilegiar marginais. A pretexto de poupar vidas, não se utilizam atiradores de elite nessas situações extremas, e isso acaba custando, como custou agora , a vida de inocentes!

O que se pode e deve discutir é porque tanta gente fecha os olhos e tapa os ouvidos para o fato de que uma menina de 15 anos passou 5 dias sendo torturada fisica e psicologicamente, e ainda consegue chamar o ato criminoso de Lindemberg de passional, e atribuir a ele uma aura de Romeu apaixonado

Menos, por favor! nós já conseguimos distorcer muitos princípios,valores e concepções universais, mas transformar um torturador assassino em Romeu à brasileira, ninguém merece!

sábado, 18 de outubro de 2008

Passional? não mesmo!!!!


Usa-se com muita impropriedade o termo "passional"! Basta que um criminoso diga "foi por amor" e pronto: aceita-se a etiqueta.

Esse crime de Santo André é tudo, menos passional! O ato passional é impensado, irrefletido, é coisa de um momento de desvairio. O passional não planeja. Se parar pra pensar, não mata mais.

Um rapaz que fica durante cinco dias torturando uma moça (batia nela, espancava, segundo declarações da amiga), enquanto dormia e comia normalmente, de passional não tem nada: o que ele tinha, sim, era raiva e inconformismo por ter sido contrariado.

E o sentimento de poder que o sequestro lhe conferiu tornou-se maior, na medida em que a intensa cobertura da imprensa manteve sobre ele os olhos do país!

Vi uma entrevista de Lindermberg num programa de TV, e era a empáfia em pessoa: "vou soltar quando eu quiser" "a hora que achar que devo", "vai ser como eu quero"!

Hoje cedo, numa entrevista, o coronel que comandou as negociações deixou claro que o atirador de elite não foi utilizado por medo da imprensa, que com certeza estaria mesmo caindo de pau em cima da polícia nesse momento.

Mas não importa. Se é preciso optar, deveria sempre prevalecer o princípio de salvar a vida do inocente! e depois de tantos dias de negociação, esgotadas todas as possibilidades, e tendo ficado claro que o rapaz estava disposto a matar, como parece que ficou, dar sinal verde ao atirador de elite seria o recurso.

O certo é que mais uma vez, a título de proteger o criminoso, condenou-se a vítima!

E Não me venham com essa história de: ah, os vizinhos, os amigos dizem que era um rapaz tão bom...nunca imaginaram que pudesse fazer isso!

A experiência mostra que os criminosos mais cruéis provocam a mesma reação em quem convivia com eles.

DE LUCIA LUIZ SOBRE A MORTE DA MENINA ELOÁ:
(obs. o texto a seguir é da socióloga e escritora Lucia Luiz)



Fico me perguntando o que faz com que uma polícia fique mais de 100 horas esperando, quando uma menina de 15 anos estava sendo espancada. Já se sabendo que não havia moeda de troca e que nestes casos não tem possibilidade de negociação, porque não jogaram bomba de gás lacrimogeneo?

Porque não mandaram a irmã dele para a porta pois seria mais lógico tentar falar com familiares.

Porque deixaram a imprensa falar com ele, ficar divulgando todos os passos sabendo que ele estava acompanhando.

O pior de todo esse quadro ---- cronica da morte anunciada desde segunda feira --- durante todo esse tempo, o bandido batendo na menina, foi ouvir o MP dizendo que estava lá para defender os direitos do Lindenberg.. Mesmo que fosse uma estratégia para que ele se entregasse, não dá para ouvir isso. Ele não é um passional, é um assassino vil que tem que ser denunciado o tempo todo como um perverso, nocivo e premeditado. Ele é um assassino que não merece nehuma explicação psicológica ou acolhida. Essa menina foi exposta à pior situação que se pode imaginar, sem nenhuma possibilidade de defesa. É de estarrecer .

Um atirador de elite, mesmo que depois a policia tivesse que responder por isso salvaria essa menina .

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Psicopatas: é possível reconhecê-los?

quinta-feira, 16 de agosto de 2007



Estava lendo sobre o assassinato da arquiteta, em São Paulo. A moça tinha 24 anos, foi vistoriar um apartamento e, na saída, o porteiro a atrai para a guarita com o pretexto de preencher uma ficha. Ali mesmo a mata, rouba sua bolsa e atira seu corpo na cisterna do prédio.

De acordo com os moradores, o porteiro era um doce de pessoa -parecia ser. Atencioso, educado, paciente com as crianças. Imagino a sensação de insegurança que tomou conta dessa gente quando ele confessou o crime e a necessidade de praticar violências que o acomete de vez em quando!

Esse é o grande perigo dos psicopatas: eles não vem com letreiro e parecem sempre tão normais! claro: eles são absolutamente cerebrais, observam como se comportam as pessoas comuns e simplesmente as imitam, simulando reações emocionais que nao têm, de acordo com as conveniências.

A psiquiatria sabe que o psicopata não tem cura. Ao contrário do psicótico, ele sabe perfeitamente o que faz, conhece as leis e as regras da convivência social, apenas nào tem nenhum respeito por elas.

O psicopata não se torna necessariamente um assassino: o que o diferencia não é a prática de um crime, mas a falta de empatia com o humano, a ausência absoluta de culpa, de sentimentos de solidariedade, compaixão, a completa indiferença pelo outro.

Recentemente fiquei sabendo de um teste desenvolvido pela Universidade de Cardiff que estaria sendo usado para detectar a psicopatia.
Será? se for verdade que pode ser possível identificar esses indivíduos antes que ataquem, nós poderíamos dormir muito mais tranquilos!

Afinal de contas, eles podem estar muito próximos de nós, como Suzanne Richtofen, o porteiro de São Paulo, Guilherme de Pádua, Paula Thomaz, Champinha e tantos outros!