terça-feira, 23 de setembro de 2008

VACINA DA AIDS??? VIVA A ÍNDIA!!!


Às vésperas de uma grande comemoração na Índia, o festival de Durga Puja, que você vê retratado aí na foto, eu e Giovana (pesquisadora responsável pelo departamento Índia), recebemos esse mail de um amigo de lá

É ou não é a melhor notícia da década?

Namasté Gloria e Giovana

Como havia combinado com a Gio, estou mandando o email com a maravilhosa noticia sobre a descoberta da vacina contra aids na India, foi constatado que esta vacina desenvolvidada na India é super segura. Esta noticia era esperada com enorme ansiedade ,pela comunidade cientifica, no mundo inteiro.

Agora voces tem ela em primeira mao, em breve esta materia irá para a midia.

A conclusão com êxito dos ensaios clínico da vacina contra a aids desenvolvida em Chennai, indicou que tinha um nível de segurança aceitável e foi bem tolerada, afirmaram o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR), National AIDS Control Organisation (NACO) e International Aids Vaccine Initiative (IAVI).

O ensaio foi feito com uma Vaccinia Ankara Modificada (MVA) com base no candidato vacinal (TBC-M4) contra a aids. Os níveis de resposta dos voluntários sugeriram que tem potencial, declararam as três organizações em um comunicado conjunto. A taxa de resposta de 100% é maior do que a verificada com a maioria dos candidatos à vacina contra a aids testada em seres humanos até hoje. Porém, a concentração e a diversidade das respostas imunitárias permanecem modestas.

“A Índia tem um papel significativo nos esforços mundiais para a descoberta de uma vacina global contra a aids, devido à nossa forte capacidade médica e científica. Existe uma necessidade em prosseguir os esforços para a criação de novos e fiáveis mecanismos de longo prazo na pesquisa de vacinas contra aids e outras novas tecnologias de prevenção”, disse S.K. Bhattacharya, diretor geral do ICMR.

O ensaio clínico da fase I foi iniciado em janeiro de 2006 no Centro de Investigação de Tuberculose (TRC), um instituto ICMR em Chennai, e foi concluído em fevereiro de 2008. Este ensaio foi conduzido sob a égide de um Memorando de Entendimento entre o Governo Central por meio do ICMR, NACO e IAVI. YRG CARE, situado em Chennai, colaborou com TRC para mobilizar a comunidade em torno do ensaio da fase I.

Abraços
OM TAT SAT

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O Palácio dos Ventos

Vejam que beleza: é o Hawa Maha, o Palácio dos Ventos, como ficou conhecido, pelas 953 minúsculas janelas na fachada principal. Quando o vento sopra, produz uma melodia em seu interior.

Foi construído pelo Maharaja Sawai Pratap Singh, para que as mulheres do harém e da realeza pudessem ver o movimento das ruas sem que ninguém as visse.

A construção tem 5 andares, e sua cor foi obtida com a utilização do arenito rosa,abundante na região do Rajastão.

O pálacio dos Ventos vai estar -é claro- em Caminho das Índias!

domingo, 21 de setembro de 2008

Dica para o domingo: Uma vida menos Ordinária

Ela se chama Baby Halder, e seu talento literário foi descoberto pelo patrão, um professor de antropologia que, um dia, ao descobrir que sua empregada doméstica sabia ler, lhe pôs nas mãos um bloco de papel dizendo que escrevesse o que lhe viesse à cabeça.

E ela escreveu sua vida: como foi abandonada pela mãe ainda criança, como seu pai a obrigou a casar aos 12 anos de idade, a situação de miséria e abandono que enfrentou despois que abandonou o marido para viver em Delhi, como empregada doméstica.

Tudo numa linguagem crua e direta -e nisso reside a beleza e a força de sua narrativa. Baby já é um sucesso, na Índia e fora de lá.

sábado, 20 de setembro de 2008

Bruna Abdalah, a Caminho das Índias

Ela é brasileira e está fazendo carreira em Bollywood. Vai fazer uma participação em Caminho das Índias!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O blog do Zé de Abreu

Zé vai fazer PANDIT,o sacerdote brâmane que oficia as cerimônias e orquestra os acordos de casamento em CAMINHO DAS ÍNDIAS.

Ele está voltando de lá e conta tudo sobre essa experiência única.

Leia o diário de bordo aqui, no BLOG DO ZÉ

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Coisas Nossas: Ladrão dá queixa à polícia!



Caso semelhante em Portugal. Clique AQUI

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

do Blog da Juliana: Naamkaram - a Cerimônia do nome

A Juliana, nossa amiga brasileira que se casou com um indiano e vive em Delhi, conta pra nós a cerimônia da escolha do nome de seu sobrinho:

Ontem, 14 de Setembro de 2008, foi a cerimônia do nome do meu sobrinho, ou melhor o Naamkaram.

Segundo a tradição hindu, o nome da crianca só pode ser dado após pelo menos 10 dias do seu nascimento, normalmente acontece apos 12 dias, pois apenas apos esses dias é que o horoscopo da criança esta totalmente formado.

O hinduismo segue muito a astrologia e para dar nome ao bebe nao é diferente.
O Pandit (padre) faz o mapa astral da data do nascimento da criança para saber quais nomes sao propícios para ele.

Durante a cerimonia são feitas oferendas aos Deuses e a Agni, Deus do fogo, para purificar o ambiente e o bebê. No altar, junto com as oferendas é colocado tambem o papel com o horóscopo (mapa astral) do bebê.
Ao final da cerimônia, quando o nome ja foi decidido, o Pandit escreve o nome em uma folha, enrola, e pronuncia o nome no ouvido do bebê.
No final, como toda boa festa indiana, ha musica. Nada como uma Bhangra pra fazer o povo dançar.
Bom, para aqueles que ficaram curiosos o nome do meu sobrinho é: Aditye Kishore Thapliyal.

domingo, 14 de setembro de 2008

Horóscopo conflitante!

Elas dividem o mesmo apartamento: Betty Goffman é DAYSE, uma figuraça dessas que tem a cabeça nas nuvens e está sempre encontrando o sentido maior de sua vida!

Em Caminho das Índias ela descobre o hinduísmo. E coitada da BERÊ (Silvia Buarque) -a professora realista, pé no chão-, quando além dos problemas que enfrenta diariamente com alunos e pais de alunos, tiver que conviver também com a casa das duas transformada num ashram (templo)!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Coisa mais linda!

Do blog da Sandra Bose: o bercinho do bebê indiano


Momento Índia

Ela dá o leite que nos dá a vida. E é bonito o reconhecimento do indiano.

Ela é a Gaumata -a mãe Vaca. Tem passe livre e é sempre bem-vinda, em todo e qualquer lugar!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Deixa que papai resolve


Antonio Calloni faz Cesar, um desses pais que que apoia qualquer transgressão do filho ZECA (JOSE CARLOS) e corre para tira-lo de qualquer sufoco, às custas de qualquer recurso!

O resultado disso? bom... vai ser como na vida: desastroso.

Vamos aproveitar para falar de impunidade, falta de limites, de escrupulos e de ética: para o Cesar, vale tudo para safar o rebento!

sábado, 6 de setembro de 2008

Do Blog da Juliana: Rakhi, o dia do irmão

Sim, o 16 de agosto, na Índia, é dia de se festejar o irmão!

Vejam o que postou a Juliana, que é brasileira, casou-se com um indiano e vive em Delhi:

Ontem dia 16 de Agosto de 2008 foi a celebracao do Raksha Bandhan, ou Rakhi.

O Rakhi 'e considerado o dia dos irmaos.

A celebracao 'e simples. As irmas amarram uma pulseirinha chamada Rakhi no pulso do irmao como amuleto e lhe da um doce. Em troca o irmao garante a protecao a irma e lhe da um presente ou dinheiro.
Segundo a lenda Hindu,ha milhares de anos em uma guerra entre deuses e demonios o demonio Brutra estava avancando e os Deuses liderados por Indra estamos se defendendo. Indra se aproximou do Guru Brihaspati para tentar achar uma solucao para vencer a luta entao, Brihaspati mandou Indra amarrar uma linha em seu pulso sobre os poderes de um mantra sagrado. Indra entao chamou sua rainha Indrani que amarrou a linha no pulso de Indra. Essa linha sagrada 'e chamada Raksha e ela ajudou os Deuses a conseguirem a vitoria.

Seguem algumas fotos da celebracao do Rakhi entre as criancas da minha familia.
http://jueboskie.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Cleyde - mãe guerreira!

CLEYDE será cremada amanhã no Memorial do Carmo (Caju)

Dias atrás foi a Vera Flores, agora a Cleyde. Jovem demais, de repente e, ao mesmo tempo, não tão de repente: Cleyde tinha pressão alta, e há cinco anos, desde que perdeu a Gabriela, se cuidava pouco. Viveu para conseguir que a filha tivesse justiça, e para que todos os outros pais e mães desse país, atingidos pela mesma violência que a atingiu, tivessem justiça também.

Poucos dias atrás nos falamos, e ela me dizia outra vez que precisava parar um pouco e cuidar da saúde. Mas cadê que conseguia? Nesse sentido, Cleyde é mais uma vítima das balas que atingiram a Gabriela.

Lembro quando nos conhecemos. Eu liguei para abraça-la quando aconteceu a tragédia, e ela me disse que só teria sentido viver se conseguisse transformar sua dor numa luta. Queria saber por onde se começava.
Aqui em casa promovi o encontro dela e do Santiago com o promotor (hoje desembargador) Muinos Pinero, e desse encontro nasceu o projeto de emenda popular(redigida por ele), que ela levou ao Congresso, acompanhada por um número imenso de pais de vítimas de todo o país. (primeira foto)

Cleyde lutou bravamente para conseguir essas assinaturas. Conseguiu! e doi o coração da gente ver que ela se foi sem ter visto o projeto se transformar em lei, como lhe garantia a constituição!

Ela fica, na inspiração da luta de outras mães por leis mais justas e por um país menos violento!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O ritual da morte no Ganges


Morrer em Varanasi, às margens do rio sagrado, é uma graça para qualquer hinduísta.

A cidade está cheia de velhos e doentes, que vão pra lá esperar a morte. Todos os dias chegam corpos de todos os cantos da Índia: eles vem em trens abarrotados, ou presos à capota dos carros.

Morrer em Varanasi, ser cremado à beira do Ganges, aumenta em muito a possibilidade de escapar da roda das encarnações.

Você pode saber, pela cor das mortalhas, se se trata de uma mulher, se ela é solteira ou casada, de homem ou de um velho.

O ritual é comovente. Há um sacerdote que conduz a cerimônia -assistida só pelos homens da família. O filho mais velho deve raspar a cabeça e vestir o dothi, aquela roupa branca que vestia Gandhi. Cabe a ele acender a pira funerária, depois de dar 7 voltas pelo corpo do pai ou da mãe.

Começando a queimar, é preciso partir a cabeça do morto, e é nesse momento que a alma se desprende do corpo.

Depois, as cinzas são atiradas ao Ganges.
Não são cremados: os homens santos -porque já não vão reencarnar mesmo.
Os leprosos, que também não vão, porque já sofreram o suficiente
Nem as crianças: porque precisam voltar para acabar de viver todas as cores da vida.
Esses são amarrados a uma pedra e afundados no rio.

COMPLEMENTANDO

O Elson, consul da Índia em BH escreve complementando e fazendo algumas correções, Aqui vão elas:

"No rito hindu nao parte a cabeça nao, ela estoura com o calor do fogo, e ai sim libera o espirito.
Sao colocados äqua do ganges na boca,nariz,e ouvido, repetindo mantras apropiados, como RAM NAM SATYA HAI, que quer dizer Rama é a verdade
Em bramanes coloca-se ouro tambem junto com as áquas do ganges na boca ,nariz e ouvido.Por isso diversos dalits ficam penerando depois da cremaçao, pois a eles sao permitidos garimpar esse ouro.
Sadhus e outros santos , nao vao deitados de branco para homem e vermelho para mulher nao , eles vao sentados em uma armaçao propria como uma cadeira e muitos sao enterrados ou jogados no ganges.
A Derci Gonçalves devia ter alguma razao em querer ser enterrada, nao deitada e sim em pe"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Coisas da Índia: Shantala


Shantala é o nome dessa mãe que Frédéric Leboyer encontrou em Calcutá, massageando seu bebê.

Fascinado pela arte, que além de aprofundar a intimidade, a cumplicidade, e os laços de carinho e confiança entre mãe e filho, traz uma imensa sensação de bem estar aos bebês, ele a difundiu no ocidente, e deu à massagem o nome de Shantala.

É um dos belos costumes indianos que você vai ver em Caminho das Índias.

dona Laksmi e tio Karan

Laura Cardoso é mãe de OPASH (Tony Ramos). Como sogra, a pessoa mais importante da casa. Quem vai sofrer muito nas mãos dela é a nora INDIRA (Eliane Giardini)

Na família indiana é assim: a dona do pedaço é sempre a mais velha da família. Mas ela terá um oponente à altura: é o bem humorado tio KARAN (Flávio Migliaccio)



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ainda o Workshop

Presente do Augusto Fonseca:uma foto do Harmonia Enlouquece no nosso workshop.

Cantamos muito junto com eles! Obrigada, Augusto!


Nosso workshop - segundo dia

Emocionante, comovente. Foi assim o nosso encontro de ontem com o pessoal da saúde mental.

Os trabalhos foram abertos com a belissima apresentação de um grupo de dança, e eu fico devendo a foto e mais informações para vocês, porque na hora em que se apresentaram não consegui fotografar.

Na entrada, recepcionando a todos, o profeta Gentileza:



Detalhe da mesa redonda, composta por psiquiatras e psicólogos do Pinel, do CPRJ, do Nise da Silveira e da UFRJ. Com o microfone na mão, o Julio, um exemplo de superação, que deu um belo depoimento sobre as dificuldades de sua condição e tocou gaita para nós.



Na parte da tarde, nosso grand finale, com a apresentação da banda Harmonia Enlouquece, do CPRJ.

O Hamilton e o Luis Mário deram depoimentos emocionantes, e tudo acabou música. Hamilton arrasou mais uma vez, cantando suas composições. E pra terminar, chamou o Bruno Galgliasso para cantar Maluco Beleza junto com ele.

Perguntem se alguém conseguiu ficar parado!





terça-feira, 26 de agosto de 2008

Nosso Workshop - Índia

Hoje foi o primeiro dia do nosso Workshop. Um encontro alegre e entusiasmado de toda a equipe para falar da Índia.

Na parte da manhã tivemos uma palestra brilhante do professor Leandro Karnal, e na parte da tarde um encontro com indianos que vieram morar no Brasil e brasileiros que foram morar na Índia.

O comitê de recepção eram tipos populares das ruas indianas. Vejam uma amostra -o saddhu e o dentista:


Logo na entrada, a fotografia do deus Ganesha, onde era distribuído o material de pesquisa feito pela equipe de arte, dirigida pela Ana Maria Magalhães. E tudo terminou em grande estilo, com uma apresentação da dança indiana. Na foto, Sarawasti, filha do cônsul da Índia em BH, Cassiana, professora assistente, nossa Karina e Sandra Regina, a coreografa.



Vera, Tony, Julinha e eu. Na outra foto, o casal indiano que tem sido fundamental, tanto para mim quanto para os atores. Eles são físicos nucleares de São Paulo, e como pertencem à casta brâmane, cumprem a obrigação de oficiar as cerimônias religiosas.

domingo, 24 de agosto de 2008

Diwali, o festival das luzes

O Diwali é a maior celebração da Índia, e marca a passagem do ano lunar.

Nessa noite, Laksmi, a deusa da prosperidade, visita as casas, por isso todas devem estar muito limpas e iluminadas, e as pessoas devem vestir suas melhores roupas e enfeitar-se com as joias mais bonitas para recebe-la.

Foi nessa data que o heroi Rama conseguiu resgatar sua amada Sita, que havia sido sequestrada por um demônio. Ele a leva de volta para casa numa noite escura, de lua nova, e é por isso que todos os indianos acendem suas lamparinas e soltam fogos, de modo a iluminar o caminho para Rama e Sita.

O Diwali é a celebração de um tempo de fartura e de renovação. Um dia antes da festa começar, os comerciantes costumam fechar o livro-caixa com um ritual a Laksmi. Nessa ocasião, é trazido diante da deusa o dinheiro lucrado durante o ano, para que ela o multiplique. Ao final do Diwali, nova cerimônia marca a abertura do novo livro-caixa.

Vejam que beleza ficam as cidades indianas durante a festa da luzes:




sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Bhangra dance

Esse é o ritmo que não deixa indiano nenhum ficar parado. E é essa alegria que a gente quer trazer pra Caminho das Índias.

O bhangra é da região do PUNJAB, e nasceu dos festejos que os agricultores faziam para saudar a chegada da primavera e o tempo das colheitas.

Vejam como o bhangra influenciou muitos dos gêneros musicais das nossas paradas de sucesso:

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Gay Parade na Índia

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sábado, 16 de agosto de 2008

Caymmi

Caymmi foi embora como disse o Danilo: docemente, baianamente, como viveu.

Um video pra gente sentir uma saudade boa:

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Nosso Shankar

Lima Duarte é Shankar, um físico brâmane, que acolhe e cria como filho o menino intocável, BAHUAN (Márcio Garcia).

É através dele, da orientação de vida que dá ao discípulo rebelde, que vamos conhecer os valores morais e éticos do hinduísmo, e passear pelos ensinamentos dos seus livros sagrados:

Querem uma provinha dessa sabedoria milenar repassada por SHANKAR?

O Bem e o Mal precisam existir juntos, para que o homem possa escolher

operação de guerra: sikh pondo turbante

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Karina Ferrari

Essa pequenina é mesmo o que diz o nome: uma Ferrari na dança: em qualquer tipo de dança! Karina foi descoberta pela coreógrafa e pesquisadora Sandra Regina, e vem lá de Guadalupe, com toda a força, para encantar adultos e crianças com a alegria da dança indiana!

Em Caminho das Índias ela é ANUSHA, filha de AMITAB (Danton Melo) e SURA ( Cleo Pires)

Aqui, ela dança na abertura dos nossos trabalhos de ambientação à cultura indiana. O figurino caprichou. E a maquillagem também: ela não está mesmo uma indianazinha perfeita?

domingo, 10 de agosto de 2008

A Antígona brasileira: Vera de Acari


Chegando de Brasília recebi o telefonema da Iracilda, de Vigário Geral, dando a notícia: Vera morreu.

Durante esses anos estivemos juntas, lado a lado, irmãs na dor maior que é a de perder um filho. Eu vi alguma justiça ser feita. Justiça capenga, mas a que era possível: Vera não viu nenhuma!

Ela teve a filha, Cristiane, assassinada junto com outros jovens da comunidade de Acari, e lutou como lutou Antígona, pelo direito de enterrar seu corpo.

Ninguém que leia nos jornais algumas linhas sobre a morte da Vera, poderá supor de quanta garra e de quanta força essa mulher foi capaz. Pobre, doente, ela vivia em romaria cobrando investigação. E chegou a cavar, com as próprias mãos, cemitérios clandestinos, quando as autoridades se recusaram a fazê-lo.

Formava, junto com as mães dos outros jovens assassinados na mesma ocasião, o grupo que ficou conhecido como Mães de Acari.

Lembro uma das vezes que vieram jantar aqui em casa, e me contavam, desesperadas, sobre a última descoberta da polícia: um sítio onde seus filhos teriam sido atirados aos leões criados ali, de modo a que nada restasse das vítimas

Um dia fui chamada para dar uma palestra sobre violência e mudança de leis para as mulheres que formam o Grupo do Terço, liderado pela Glorinha Severiano Ribeiro. Levei as mães de Acari, para que contassem sua história, e como foi bonito e amoroso o encontro entre aquelas mulheres e as mães da comunidade. Nasceu entre Glorinha e elas um afeto que permanece até hoje.

Assim era a nossa Vera. Se fazia querida onde chegasse. Sábia, generosa, solidária, conquistava a todos com sua fala emocionada e inteligente. Será inesquecivel não só para quem compartilhou de sua luta, mas com certeza para todos os Ministros da Justiça que, ao longo desses anos, ocuparam o cargo e a receberam muitas vezes em seu gabinete.

Morreu carente de tudo, sem nenhuma assistência do Estado que tanto lhe devia. Ela não lutou por pensões, não lutou por mais nada: só queria enterrar sua filha! e não conseguiu!

                                                                MISSA DO 7 DIA

RECADO DA IRACILDA, DE VIGÁRIO GERAL: Glória, peço permissão para usar seu blog para anunciar a missa da nossa amiga GUERREIRA VERA LUCIA FLORES LEITE. A missa será realizada na IGREJA DA CANDELÁRIA , CENTRO ÀS 10:00 HS, NO DIA 15/08, SEXTA FEIRA.Contamos com a presença de todos que admiravam sua luta.Obrigada

Dia dos Pais: meu vô Giuseppe

Posts atrás falei de meu pai. Hoje quero lembrar meu avô Giuseppe.

É a lembrança mais doce da minha infância: meu vô anarquista, que ditava livros contra todo e qualquer poder constituído -a escriba era eu. Seu alvo maior: o papa, segundo ele, como bom anarquista, fonte de todos os males da humanidade.

Mas como bom italiano também, apesar de toda a ira santa contra a madre Igreja, quando passava muito mal da asma, ele sabia de cor o nome de todos os santos da folhinha, e clamava por todos eles!

O entrevero com minha avó, católica fervorosa e praticante, era constante, mas tudo acabava bem: sabiamente, só brigavam em dialeto, e um não entendia o que o outro dizia.

Vovó enchia a casa de padres: padre José, padre Pelegrino todos tomavam café e faziam refeições lá em casa, que ficava bem ao lado da igreja. Vovô revidava: um dia chegou dizendo que ela pusesse a melhor toalha e a melhor louça na mesa, porque iam receber visitas muito importantes. Assim fez minha avó. E a casa se encheu de operários e trabalhadores braçais que ele arrebanhou pelo caminho. Vovó quase infartou, mas foi uma ceia linda!

Vovô nasceu em San Marco Argentano, era operário mecânico e tinha o maior orgulho do seu ofício e da sua competência nele. Hoje eu sinto falta de ver nas pessoas esse amor ao que faz, agora substituído por uma sede insaciável de sucesso e de exposiçào.

Ele me deu o presente de aniversário mais precioso dos quanto tenho ganho ao longo da vida: são três ursinhos pequenos, cabem numa mão, comprados numa farmácia de Rio Branco: o maiorzinho é dourado, o do meio marrom e o menorzinho amarelo. 

Mas nenhuma lembrança do vô Giuseppe ficaria completa sem a lição que ele repetia sempre para mim e para meu imão Saulo, de modo a nos incutir o ideário anarquista:

ACIMA DA CABEÇA DE UM HOMEM, SÓ O SEU CHAPÉU!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O Jantar Mantar

Esse impressionante observatório está localizado na parte sul do palácio de Jaipur, a cidade rosa. Foi construído entre 1728 e 1734 pelo imperador Singh. É um conjunto de instrumentos de dimensões monumentais, extraordinários em sua precisão.

Eles podem determinar o movimento e a posição dos planetas, das constelações e das estrelas, prever os eclipses, determinar a data da chegada das monções, a temporada das grandes chuvas, e muito mais. Vejam uma boa descrição que encontrei na internet:

O grande relógio de sol, Samrath Yantra, com quase 30 m de altura, indica a hora local com uma precisão de 2 segundos. Um relógio duplo de sol (Narivalaya Yantra), formado por dois planos circulares em forma de fatias, indica, na parte norte, o tempo local, em Jaipur, entre o dia 22 de março e o dia 22 de setembro; o do sul permite a leitura das horas do semestre de inverno.
Os instrumentos de medição planetária, o Jai Prakash Yantra, em forma semi-esférica encravada na terra, para fins astrológicos, foi projetado pelo próprio marajá. Nos segmentos de mármore encurvados encontram-se encrustradas as linhas azimutais, o meridiano local e o equador celestial. Quatro arames seguram um pequeno anel sobe o centro, de modo que a sua sombra projetada sobre as linhas se movimenta. Um dos instrumentos mais complexos é o Brihat Samrat Zantra, um relógio de sol de dimensões gigantescas, com 44 metros de comprimento e 27 metros de altura.

O conjunto do Jantar Mantar adquire, além do mais, um valor escultórico e de obra arquitetônica sui-generis, sendo cada vez mais considerado em estudos de organização espacial nas suas vinculações com o espaço cósmico.
Uma antiga descrição desse Observatório, transmitido na literatura de viagens de fins do século XIX e início do XX, levada por imigrantes alemães ao Brasil, reconhecia a importância extraordinária de Jantar Mantar:

"Entre as coisas mais maravilhosas que se pode ver no mundo é um grande pátio chamado Observatório, onde um antepassado do atual soberano, que era um apaixonado pela Astronomia, mandou construir uma série de instrumentos singulares, praticamente incompreensíveis para o leigo e destinado à determinação de alturas polares, tempos solares, localizações de estrelas e similares. Mas, ao contrário de um menino brincando que construisse algo semelhante em miniatura, o fêz em dimensões fantasticamente gigantescas e preciosamente em paredes sólidas e de mármore. Ali se vê, por exemplo, uma espécie de relógio solar, cujos ponteiros são constituídos por um triângulo verticular de 27 metros de altura. As sombras do sol caminham durante o dia sobre um semi-arco enorme, singularmente encurvado, de tal tamanho, que superam 3,9 m por hora; o Astrônomo real tinha assim o prazer de vê-lo andar confortavelmente a olhos nús." (Trad. port. de Georg Wegener, "Die rosenrote Stadt". In: Rund um die Erde (...), Berlin: W. Herlet, s/D,511 ss.,515)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um indiano no Brasil

Esse depoimento eu encontrei no blog da Sandra Bose, e estou postando aqui, porque ele tem tudo a ver com o assunto de Caminho das Índias: nós também parecemos muitas vezes exóticos e absurdos, quando vistos sob a perspectiva de uma outra cultura.

O olhar do indiano Santosh Kumar, que morou 6 meses no Brasil, funciona como um espelho, revelando aspectos do nosso modo de vida que deixamos de perceber, por acreditarmos -como é comum em todas as sociedades- que nossa forma de encarar o mundo é a mais lógica e narural!
Vale a pena refletir sobre as observações do Santosh!

Eu sou o Dr. Santosh. Eu tive o prazer de visitar o Brasil de Setembro, 2005 a Março, 2006.Não é necessário dizer que eu viajei para o outro lado do mundo, da minha terra natal, Índia.Eu fui para um país que não tem o inglês como língua de comunicação. Mas isso não me desencorajou porque eu estava indo para ficar com minha então namorada. Eu estava preparado para ver e encarar hábitos, comida e uma cultura totalmente diferente.

Eu tinha certeza de que não importa onde, os seres humanos são os mesmos em todo o mundo e tem as mesmas emoções de prazer, dor, amor, felicidade, tristeza, inveja, orgulho e choro.Eu me diverti muito durante minha estada de 6 meses. Eu conheci pessoas maravilhosas muito amigáveis, hospitaleiras, que fazem você sentir-se bem-vindo e acima de tudo humildes.

Eu tive não só a oportunidade de viajar para certos lugares mas também de participar e testemunhar varias atividades sociais, culturais e religiosas que eu devo dizer, foram um aprendizado. Embora eu tenha viajado bastante, eu fiquei basicamente no Rio de Janeiro e a maioria de minhas experiências baseiam-se lá.

Eu fiz um curso de Reiki. Eu fiz parte de um grupo de experts em Reiki que me levaram com eles a diversos hospitais do Rio de Janeiro e me fizeram dar energia de cura a idosos e doentes.Nestes hospitais, Eu recebi atenção especial pois as pessoas acreditavam firmemente que isso fosse uma antiga ciência Indiana e todos queriam receber o tratamento dado por mim. No inicio foi estranho pois ninguém do grupo entendia ou falava inglês. Nos comunicávamos por sinais e o pouquinho de Português que eu aprendi com o passar do tempo.

Eu tive lições particulares de Português em casa e embora eu não tivesse aprendido muito, eu era capaz de entender mais. Embora há mais de um ano eu não fale ou pratique Português, eu ainda me lembro o pouco que aprendi.O Rio era como um lar para mim pois morei lá como um habitante e não como turista.

Eu fui a cursos de inglês como Wizard, Yes, Cultura... e dei palestras aos alunos sobre a Índia e diversos assuntos. Eu sabia que precisava falar devagar porque os alunos não estavam acostumados com meu modo de falar inglês. Muitos me olhavam espantados devido ao meu sotaque e talvez até devido a minha aparência pois meu modo de vestir não era o mesmo modo casual dos Cariocas.

Naturalmente eles estavam curiosos sobre mim e meu país e eu os incentivei a me fazerem perguntas para que eu as respondesse. Assim eles tiveram que falar em inglês... coisa que não haviam feito antes, pondo a perder seus estudos em inglês.

Eu fiquei chocado como os jovens encaram os estudos. Eles nunca estudam. Eles não sabiam nada de nada. Eles não tinham nenhuma ambição, nenhum hoby ou interesse especial por nada. A única coisa que todos os jovens queriam sem exceção era um telefone celular, Internet e uma namorada ou namorado. Os pais não os encorajavam a estudar e isso não foi só no Rio, mas em Salvador, São Paulo... nas grandes cidades.

Se isso se dava nas cidades grandes, nas menores era pior. Eu não conheci nenhum jovem realmente interessado em fazer nível superior. Eu conheci dois alunos bons e fiquei feliz em conhece-los. Se os jovens de um país não se interessam em estudar... isso é péssimo para o futuro do país pois os jovens de hoje serão os lideres de amanhã e se são analfabetos, nada poderá ser feito para melhorar a situação.

Eu também observei que as pessoas não lêem muito jornal nem se quer os compram. Isso não é bom, pois é importante manter-se informado.

Eu fui convidado a dar uma palestra em uma escola e enquanto aguardava, para meu horror, eu vi crianças entre 3 e 7 anos de idade chegando a escola continuamente, sem parar por uma hora. Não havia tempo determinado para entrar na escola. As meninas chegavam usando batom e mechas coloridas nos cabelos.

Os alunos eram totalmente indisciplinados. Os professores também eram muito displicentes quanto a sua vestimenta dentro da escola. Os alunos inspiram-se nos pais e professores e se estes não impõe disciplina... o que se pode esperar das crianças???

Para piorar tudo... os jovens só estavam envolvidos em relações físicas e emocionais com seus namorados e os pais permitiam isso abertamente.

O problema pelo que eu entendi é que tudo era aceito pela sociedade... e nada era considerado mau ou errado. Assim o mau se torna igual ao bem. Não tem nada mau tudo acaba sendo bom pois é aceito pela sociedade.

Não há diferença entre legitimo e ilegítimo. Uma relação legitima ou uma criança recebe o mesmo tratamento do que uma ilegítima. Como isso pode ser possível???

A comida era boa mas era sempre a mesma onde quer que eu fosse e eu sempre acabava comendo feijão com arroz juntamente com galinha. Sendo Hindu, eu não deveria comer carne de vaca, mas comi e não gostei muito. A comida não tinha tempero, somente sal, cebola e alho. Comer era uma coisa muito chata e previsível. Eu gostei de comer comida Italiana, mas só isso.

Eu também achei muito estranho e rude as pessoas me convidarem para jantar e oferecer somente Coke e Guaraná com biscoitos. Eu ficava com fome durante a noite. Eu acabei dizendo para minha namorada não aceitar mais convites para comer a noite a menos que fosse servido realmente um jantar.

Também achei extremamente mal educado as crianças de qualquer idade chamarem os adultos por seus nomes e eles permitirem. Isso era ridículo porque ninguém no mundo teria coragem de chamar Bill Gates como Bill Gates em condições normais. Por que não se tem respeito ao falar com os mais velhos no Brasil???

Observei que se fuma menos no Brasil do que na Índia mas quando eu via alguém fumando.... geralmente era uma mulher. Neste caso na Índia é diferente pois aqui os homens fumam mais que as mulheres.

Eu não estou escrevendo isso tudo com má intenção. Estou dando minha sincera opinião baseado em minhas experiências no Rio e lugares por onde viajei, isso não significa de modo algum que eu não ame o Brasil. Eu amo o país, as pessoas, o oceano e a natureza. Eu aprendi muito aí e eu gostaria de retornar assim que possível.

Se de alguma forma eu magoei o sentimento de alguém eu peço desculpas. Há sempre dois lados em uma mesma moeda e há milhares de maldades e coisas erradas na Índia e o Brasil não é exceção. Eu não poupo meu país quando vejo coisas erradas acontecendo, segundo minha compreensão.

O Brasil é um país maravilhoso, amoroso e carinhoso e eu o amo.
Como bem disse a Sandra Bose: Incredible Brasil!

sábado, 2 de agosto de 2008

Chega de ser bonzinho!

Caco Ciocler será um adorável cafajeste em Caminho das Índias!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

No Call Center


Vocês sabiam que quando ligam para os Estados Unidos para falar com um banco, marcar consultas médicas e vai por aí, geralmente estão sendo atendidos na Índia, ou em algum país do oriente? é a globalizaçao! Mas disso a gente fala outro dia.

Hoje quero dividir com vocês o mail que a Giovana acaba de mandar. Para quem esqueceu, a Gio faz parte de minha equipe de pesquisadoras. É jornalista, de São Bernardo do Campo, uma figuraça!

Gloria,
fomos a empresa de telemarketing (eu, Juliana Paes, Cacau Melho e Fernanda Kadlec), a (...). Foi ótimo! Aprendemos muito, Juliana ouviu um atendimento, conhecemos operadores, falamos sobre os dramas pessoais, romances, cantadas, truques! (...) Saímos de lá mais de meia-noite!!!
Envio em anexo uma foto do pessoal que nos atendeu por lá com as atrizes.

Aliás...vc sabia que meu primeiro emprego na vida foi como operadora de telemarketing??? Hohohoho

Beijos!

Gio

E eu que não sabia disso! Já viram que a Gio vai ter muito o que me ensinar!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cricket: uma paixão indiana!

Herança dos tempos coloniais, o cricket, como o polo, é uma paixão nacional: nas ruas, nas praias, nas praças, por todo o canto encontramos crianças com seus tacos improvisados, curtindo o jogo.

COMPLEMENTANDO

A Mel manda pra gente o último comercial da NIKE na Índia, todo ele em cima dessa paixão do indiano pelo cricket. Vejam:



Não resisto a acrescentar um comentário: vejam a sutileza do comercial. Eles simplesmente associaram a NIKE a uma paixão nacional, sem necessidade de closes na marca, no tênis, como é usual entre nós. Segundo nos informa a Mel, o efeito foi imediato: o comercial virou uma febre em toda a Índia.

sábado, 26 de julho de 2008

Masculino/Feminino

Essa imagem do deus Shiva revela uma concepção do hinduísmo bem estranha ao pensamento ocidental: ele é, ao mesmo tempo, masculino e feminino. Como todos os deuses da Índia.

Para o hinduísmo, é da união cósmica entre o princípio masculino e a força sakti (feminino), que nasce tudo o que existe. De modo que nunca se pode dissociar um do outro.

Shiva é uma das manifestações de Brahma, na trindade hinduísta: Brahma cria o universo, como Vishnu o conserva, como Shiva o movimenta e destrói, para que nasça de novo.

Em Shiva, o bem e o mal, a luz e a escuridão, todos os opostos, se encontram e conciliam. Portanto, Sua representação feminina é Parvati (a mãe), que tem em Kali sua face destruidora.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Dubai: a arquitetura do futuro

Olhem só a ousadia de Dubai, onde vão estar passeando algumas das nossas personagens: essa torre é projeto de um arquiteto italiano, vai ter 420 metros de altura e fica pronta por volta de 2010!

Que beleza o contraste desse cenário futurista com a Índia milenar, não é?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Momento Saudade


Sete anos que meu pai foi embora. É dia de lembrar as macarronadas dos domingos, as noites em volta da mesa, quando ele tomava seu vinho (era louco por vinhos), falando de literatura, música, e recitando sonetos.

Ele nasceu no Acre, filho de dois imigrantes: minha vó Maria, uma napolitana que ficou viúva em Nova York e chegou ao Acre com os filhos desse primeiro casamento para juntar-se à mãe, que sei lá porque razão, tinha ido parar naquelas lonjuras deixando o resto da família em São Paulo, onde tinham aberto uma fábrica de macarrão no começo do século. E de meu vô Giuseppe, operário mecânico de San Marco Argentano, que imigrou para São Paulo e de lá fugiu, numa daquelas perseguições aos anarquistas. Vovô era anarquista juramentado. Um dia conto as histórias dele aqui. No Acre, os dois se encontraram, casaram, e aqui estou eu!

A vida era dura. Vovô trabalhava em seu ofício e minha avó fazia flores lindas para casamentos, coroas de mortos e procissões de igreja. Foi com essas encomendas que ela conseguiu mandar meu pai para Belém, onde ele se formou com o diploma que atormentava a mim e a meu irmão Saulo, porque devia servir de parâmetro para as nossas performances escolares: nota 10! Até que fomos ótimos alunos, mas não chegamos a tanto!

Ele morou em São Paulo muitos anos, foi juiz federal lá, antes de ser ministro do STR e do STJ. Adorava São Paulo, tinha São Paulo como a segunda terra -depois de Rio Branco, claro. Hoje ele dá nome ao Forum Social da 3a Região, ali no bairro da Liberdade. Sempre que vou a São Paulo eu passo por lá, para lembrar dele.

Saudade boa, pai!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Escrevendo novelas: a pesquisa

Tudo começa aqui, na pesquisa. Pelo menos para mim. Meu método é antropológico: se a novela vai retratar um universo, vou até ele, conhecer, sentir, conviver, sem intermediação de terceiros. Assim é com todos os temas que venham a ser abordados.

Depois desse primeiro momento, quando começo a escrever capítulos, o trabalho é levado adiante pelas pesquisadoras. Cada uma delas fica responsável por um dos temas, e segue mantendo contato com os grupos retratados.

Eu não tenho colaboradores, mas não saberia trabalhar sem minha equipe de pesquisadoras. Aí estão elas: Giovana Manfredi, Bianca Medeiros e Sandra Regina.

Uma coisa que considero essencial é aproximar os atores do universo que vão representar. Hoje foi dia de levar o Bruno Gagliasso no CPRJ, onde ele curtiu o ensaio da banda Harmonia Enlouquece, fez amizades e ouviu experiências fundamentais para a composição de sua personagem.



domingo, 20 de julho de 2008

Domingo com Caetano

sábado, 19 de julho de 2008

Celebrando Dercy!

Que vida bonita: 101 anos de lucidez, alegria, irreverência! Dercy bateu em preconceitos e desmascarou hipocrisias, enquanto fazia a gente rir. Mostrou que é possível ser séria sem perder o bom humor, e envelhecer sem perder o viço!
Viva Dercy!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O pai de Maya

Osmar Prado vive MANU, um comerciante espertíssimo, pai da protagonista MAYA