terça-feira, 23 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Leonardo Pareja e o Capitão Nascimento
Li hoje nos jornais que o TORTURA NUNCA MAIS está discutindo a possibilidade de recorrer ao MP contra o filme TROPA DE ELITE. Tomara que seus integrantes pensem melhor e não contribuam para ressuscitar a censura, contra a qual lutaram tão bravamente nos anos da ditadura.
Já basta o equívoco cometido quando da morte de Leonardo Pareja.
Pra quem não lembra, Leonardo Pareja foi um bandido classe média alta, de Goiânia, que optou pelo crime por gosto e vocação.Bonitão, inteligente, vaidoso, bom de marketing, fez de tudo pelas suas muitas horas de fama: roubou, sequestrou, liderou rebeliões -numa delas manteve como reféns o secretário de segurança e alguns desembargadores do Tribunal de Justiça, empreendeu fugas espetaculares, ridicularizou a polícia de vários estados, sempre sob a luz dos holofotes da mídia. Virou ídolo. Por incrível que possa parecer, até de autoridades.
Quando morreu, assassinado por um companheiro de cela, um representante do Tortura nunca Mais de Goiânia tascou uma bandeira do Brasil sobre o caixão, provocando a ira do comandante da PM local, que a mandou arrancar.
Já está de bom tamanho, gente: melhor deixar o capitão Nascimento em paz, nas telas dos cinemas.
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domingo, 21 de outubro de 2007
intrigas na rede

É cada uma! Em alguns pontos dos Estados Unidos já é possivel, na escolha do melhor lugar para morar, incluir a vizinhança entre os requisitos de praxe. Você localiza seu novo endereço pelo google maps e tem acesso ao relato e avaliaçao de quem já viveu a experiência de conviver com seus possíveis novos vizinhos.
Se resolver mudar, não vai mudar enganado! Veja AQUI
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
De mudança para o blogger
Esse blog é o clone do meu blog MAC. Migramos pra cá. Trouxe os posts antigos, só não consegui trazer os comentários postados neles.
Sejam bem-vindos!
Sejam bem-vindos!
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
1995: Internet??? o que é isso???

Hoje, arrumando gavetas antigas, encontrei a sinopse de EXPLODE CORAÇÃO, escrita em 1995. A novela foi ao ar em 1996 e tinha como cenário a internet, então completamente desconhecida por aqui. Internet???? O tema provocou risos e ironias de muita gente boa, choveram notas e artigos encaixando a rede na “ficção científica”. E dizer que isso foi há 11 anos apenas!
Aqui vai a página de apresentação da sinopse que tanta reação provocou! É tão engraçado imaginar que tudo isso foi chamado de delírio, que vale o registro.
APRESENTAÇÃO
Nos trabalhos anteriores -BARRIGA DE ALUGUEL e DE CORPO E ALMA-falamos desse final de século e de como as inovações tecnológicas, ao mesmo tempo que criam recursos novos para a humanidade, criam também novas possibilidades de drama, de vivências e conflitos humanos sequer imaginados pelas gerações anteriores.
Nessa novela, continuamos a abordar o mesmo universo: esses tumultuados últimos 5 anos do século e do milênio. E as dificuldades que temos todos nós para enfrentar cotidianamente a velocidade das transformações por que passa esse nosso mundo, sem que a nossa maneira de pensar e de sentir possam acompanhar a rapidez com que acontecem essas mudanças.
Mas, se antes enfocamos o tema do ponto de vista das recentes e revolucionárias conquistas no campo da medicina e da genética, vamos agora abordá-lo do ponto de vista da informática.
O assunto desperta interesse universal -interesse acadêmico, comercial, jornalístico e popular, porque é cada vez maior o número de pessoas que, no mundo inteiro, procuram conectar-se através das redes de computadores (vide o crescimento da Internet em todo o mundo -a rede é hoje o maior sucesso editorial norte americano- e a multiplicação das BBesses brasileiras}. E há de se tornar muito mais discutido a partir de maio, quando a Internet, finalmente, entra no Brasil, acontecimento que vem tendo, desde já, grande repercussão na imprensa.
Naturalmente, não se trata de descer a minúcias tecnológicas, (não se pretende sequer abordar assuntos técnicos), mas unicamente de construir um drama onde a Internet, e os recursos dessa rede tenha papel decisivo no desenvolvimento e no desfecho das tramas.
Portanto, nem de longe se pense que vamos abordar temas áridos ou ficar discorrendo sobre tecnologias: a rede dos computadores só será utilizada nessa história na medida em que tiver uma função dramatúrgica.
O tema é novo, moderno, polêmico e, além disso, oferece grandes possibilidades dramáticas e folhetinescas, uma vez que se sabe que essas redes colocam em contacto pessoas de todos os cantos do universo, pessoas que jamais se encontrariam, seja pela distância geográfica, seja pela distância social, ou pela distância entre maneiras de viver. E elas conversam e se tornam íntimas ou se apaixonam atraves de uma tela, sem conhecer o rosto de quem está do outro lado. Um velho mito já abordado com sucesso por muitas obras da dramaturgia universal, esse de se apaixonar sem conhecer o rosto ganhando, nesse final de século, uma nova versão, propiciada pela revolução da informática.
Outro aspecto a ser considerado, é esse acesso a informações sigilosas e importantes, que os computadores tonam possível: O noticiário tem sido farto em casos desse tipo, trazendo para as primeiras páginas o feito de pessoas que conseguem entrar em sistemas bancários e empresariais, e se tornarem detentoras de informações altamente confidenciais.
O novo nisso tudo está, também, no fato de que esse poder de deter a informação anda, sobretudo, se concentrando nas mãos de um tipo social muito recente: os adolescentes que adoram computação e que se dedicam a invadir sistemas até sem ter na cabeça a idéia de cometer um ato criminoso, mas pelo simples prazer de enfrentar o desafio das máquinas.
Essas transgressões são tão novas que ainda não estão reguladas por nenhuma legislaçao. E, de certa forma, são imprevisíveis, porque a cada dia um desses curiosos demonstra que é possível utilizar as máquinas para façanhas até então impensadas
Deve-se registrar, também, as belíssimas possibilidades visuais do tema (as comerciais seriam redundantes), e a possibilidade de conquista de uma fatia do público que anda maravilhada com todas as inovações acontecidas no universo dos computadores.
A revolução da informática: esse é o cenário. O pano de fundo. O palco onde vão se desenrolar os nossos velhos e sempre emocionantes conflitos humanos.
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Al Gore no Acre
sábado, 13 de outubro de 2007

Foi logo depois do assassinato do Chico Mendes. Al Gore foi ao Acre, integrando uma comissão de senadores americanos, participar da pressão para que se fizesse justiça. A mulher da foto é Ilzamar, a viúva de Chico.

Foi logo depois do assassinato do Chico Mendes. Al Gore foi ao Acre, integrando uma comissão de senadores americanos, participar da pressão para que se fizesse justiça. A mulher da foto é Ilzamar, a viúva de Chico.
AMAZONIA nas passarelas
quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Enquanto estamos aqui, apresentando a minissérie, em Paris Kenzo lançou a nova coleção, inspirada na floresta amazônica. As modelos desfilaram ao som do canto dos pássaros!
Nossa floresta está bombando mesmo!

Enquanto estamos aqui, apresentando a minissérie, em Paris Kenzo lançou a nova coleção, inspirada na floresta amazônica. As modelos desfilaram ao som do canto dos pássaros!
Nossa floresta está bombando mesmo!
A televisão do futuro
quarta-feira, 10 de outubro de 2007

E o futuro é daqui a pouco! Olhem o que os japoneses trouxeram aqui pro MIPCOM: a Alta Definição em 3a dimensão! impossível fotografar, é claro, mas é um impacto!
Fico pensando em como isso vai mudar a maneira da gente fazer televisão. Hoje, a tv convida o espectador a entrar na cena. Essa técnica nova inverte tudo: a cena invade o espectador. As imagens é que saem da tela e nos envolvem.
Um arqueiro lança uma flecha e a platéia recua, assustada. Um peixe vem na nossa direçao e temos a sensação exata de que ele está prestes a nos morder.
De modo que determinados tipos de cenas escritas e dirigidas como hoje, e que são assistidas com tranquilidade, vão resultar muito agressivas. Vamos ter que reformular a maneira de fazer, quando essa tecnica for popularizada.
É pena, mas isso ainda leva um bom tempo para acontecer! Fiquei sabendo que no Japão já existem algumas tvs como essa para vender, mas são muito caras ainda. Os japoneses que a representam estimam que em 6 anos elas vão começar a ser popularizadas (no Japão, claro), e que a tecnologia vai ser utilizada primeiro para fazer filmes ou eventos.

E o futuro é daqui a pouco! Olhem o que os japoneses trouxeram aqui pro MIPCOM: a Alta Definição em 3a dimensão! impossível fotografar, é claro, mas é um impacto!
Fico pensando em como isso vai mudar a maneira da gente fazer televisão. Hoje, a tv convida o espectador a entrar na cena. Essa técnica nova inverte tudo: a cena invade o espectador. As imagens é que saem da tela e nos envolvem.
Um arqueiro lança uma flecha e a platéia recua, assustada. Um peixe vem na nossa direçao e temos a sensação exata de que ele está prestes a nos morder.
De modo que determinados tipos de cenas escritas e dirigidas como hoje, e que são assistidas com tranquilidade, vão resultar muito agressivas. Vamos ter que reformular a maneira de fazer, quando essa tecnica for popularizada.
É pena, mas isso ainda leva um bom tempo para acontecer! Fiquei sabendo que no Japão já existem algumas tvs como essa para vender, mas são muito caras ainda. Os japoneses que a representam estimam que em 6 anos elas vão começar a ser popularizadas (no Japão, claro), e que a tecnologia vai ser utilizada primeiro para fazer filmes ou eventos.
Clique na foto para ver o vídeo
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Filmei um pouquinho do chão do nosso stand pra vocês. É todo assim, coberto de folhas que se movem, e elas se afastam quando alguém passa, como se fossem movimentadas pela sombra da pessoa
Filmei um pouquinho do chão do nosso stand pra vocês. É todo assim, coberto de folhas que se movem, e elas se afastam quando alguém passa, como se fossem movimentadas pela sombra da pessoa
AMAZONIA no MIPCOM
segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O stand é um sucesso. As pessoas param para fotografar. Nesse chão as folhas se movem, temos o cheiro da mata e o canto dos pássaros da floresta.
Haja coração!

O stand é um sucesso. As pessoas param para fotografar. Nesse chão as folhas se movem, temos o cheiro da mata e o canto dos pássaros da floresta.
Haja coração!
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TROPA DE ELITE 2
sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Impressionante o massacre que vem sofrendo o Padilha por ter ousado mostrar a violencia no Rio de Janeiro de um ponto de vista diferente daquele em que habitualmente é mostrada.
O proprio cineasta, no filme anterior, sobre a tragédia do ônibus 174, contou o episódio do ponto de vista do assaltante, apesar do sequestro ter resultado na morte de uma moça inocente. Ninguém achou que ele estava fazendo a apologia do sequestro! e não estava, é claro.
O fato de voltar a falar da violência, agora do ponto de vista da polícia, revela a preocupação com o tema, o empenho em compreender o que está acontecendo conosco: escrever é uma maneira de refletir sobre um assunto. Fazer filmes também.
Ontem, no noticiário da BandNews, ouvi o relato de um morador do Engenho Novo atingido por um tiro disparado por traficantes. Segundo contava, os traficantes costumam disparar a esmo, atingindo moradores. O homem não podia mostrar o rosto, claro, ou seria executado, como todos sabemos. Enquanto a câmera focalizava o buraco feito pela bala em seu corpo, ele, com voz embargada, pedia socorro ao coronel Ubiratan, chefe da polícia aqui no Rio de Janeiro, dizendo -eu sou o seu vizinho coronel, pelo amor de Deus, faça alguma coisa.
Não admira que o filme seja aplaudido por uma platéia que está pedindo socorro. E por plateia entenda-se não só aquela que assistiu o lançamento oficial, mas a que comprou a versão pirata nos camelôs. Trocando em miúdos: gente de todas as classes.
O que deveria estar em discussão é porque essa platéia composta por brasileiros ontem “cordiais”, reage como está reagindo às cenas de tortura praticada por policiais.
Seria um ótimo assunto para um terceiro filme.Tomara que o patrulhamento que Padilha vem sofrendo não o impeça de realiza-lo.
Quem dera que a violencia presente no nosso cotidiano despertasse a mesma exaltação, a mesma indignação que o filme vem despertando.
A impressão que fica é a de que vivemos num país onde a realidade pouco importa, contanto que a ficção esteja politicamente correta!

Impressionante o massacre que vem sofrendo o Padilha por ter ousado mostrar a violencia no Rio de Janeiro de um ponto de vista diferente daquele em que habitualmente é mostrada.
O proprio cineasta, no filme anterior, sobre a tragédia do ônibus 174, contou o episódio do ponto de vista do assaltante, apesar do sequestro ter resultado na morte de uma moça inocente. Ninguém achou que ele estava fazendo a apologia do sequestro! e não estava, é claro.
O fato de voltar a falar da violência, agora do ponto de vista da polícia, revela a preocupação com o tema, o empenho em compreender o que está acontecendo conosco: escrever é uma maneira de refletir sobre um assunto. Fazer filmes também.
Ontem, no noticiário da BandNews, ouvi o relato de um morador do Engenho Novo atingido por um tiro disparado por traficantes. Segundo contava, os traficantes costumam disparar a esmo, atingindo moradores. O homem não podia mostrar o rosto, claro, ou seria executado, como todos sabemos. Enquanto a câmera focalizava o buraco feito pela bala em seu corpo, ele, com voz embargada, pedia socorro ao coronel Ubiratan, chefe da polícia aqui no Rio de Janeiro, dizendo -eu sou o seu vizinho coronel, pelo amor de Deus, faça alguma coisa.
Não admira que o filme seja aplaudido por uma platéia que está pedindo socorro. E por plateia entenda-se não só aquela que assistiu o lançamento oficial, mas a que comprou a versão pirata nos camelôs. Trocando em miúdos: gente de todas as classes.
O que deveria estar em discussão é porque essa platéia composta por brasileiros ontem “cordiais”, reage como está reagindo às cenas de tortura praticada por policiais.
Seria um ótimo assunto para um terceiro filme.Tomara que o patrulhamento que Padilha vem sofrendo não o impeça de realiza-lo.
Quem dera que a violencia presente no nosso cotidiano despertasse a mesma exaltação, a mesma indignação que o filme vem despertando.
A impressão que fica é a de que vivemos num país onde a realidade pouco importa, contanto que a ficção esteja politicamente correta!
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Gerúndio demitido e banido
quinta-feira, 4 de outubro de 2007

“Decreto nº 28.314, de 28 de setembro de 2007.
Demite o gerúndio do Distrito Federal, e dá outras providências.
O governador do Distrito Federal, no uso das atribuições que lhe confere o artigo
100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
Art. 1° - Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.
Art. 2° - Fica proibido a partir desta data o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.
Art. 3° - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 28 de setembro de 2007.
119º da República e 48º de Brasília
JOSÉ ROBERTO ARRUDA”
Com certeza alguém já respondeu em ofício: Vamos estar providenciando, excelência!

“Decreto nº 28.314, de 28 de setembro de 2007.
Demite o gerúndio do Distrito Federal, e dá outras providências.
O governador do Distrito Federal, no uso das atribuições que lhe confere o artigo
100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
Art. 1° - Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.
Art. 2° - Fica proibido a partir desta data o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.
Art. 3° - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 28 de setembro de 2007.
119º da República e 48º de Brasília
JOSÉ ROBERTO ARRUDA”
Com certeza alguém já respondeu em ofício: Vamos estar providenciando, excelência!
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Castração química?
segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Muitos países já adotaram a medida que agora se discute entre nós. O método é simples: uma injeção que retira o desejo sexual de pedófilos e estupradores. Como se sabe que não há regeneração para esse tipo de desvio, o condenado poderia escolher entre a prisão perpétua e a castração.
Muitos argumentam contra a medida, invocando os direitos humanos dos condenados. Peraí... direito de que? de continuar estuprando -crianças inclusive? entre o sacrifício de uma sexualidade que só pode ser exercida através do crime e o sacrifício de vidas inocentes -pelo assassinato ou pelos traumas que uma violencia como essa deixa numa pessoa , eu não penso nem duas vezes!
A solução parece perfeita, mas as coisas não são tão simples como aparentam. Hoje vi na televisão uma declaração do professor Guido Palombo, que é contra a adoção da medida. Ele dizia que o método é inútil, porque o estuprador, o molestador de crianças, tem uma distorção de mente que não pode ser corrigida pela química: perdido o desejo sexual ela se manifestaria, necessariamente, de outra maneira também distorcida. Não foi com essas palavras, é claro, mas o sentido é esse.
É um argumento consistente. Quero saber mais e andei procurando algum artigo do profesor Palombo sobre o assunto, mas ainda não encontrei. De qualquer maneira, com essa pequena declaração ele leva a discussão para o terreno certo: o que se tem de questionar é a eficácia do método, e não o direito ao exercício de uma sexualidade que faz vítimas.

Muitos países já adotaram a medida que agora se discute entre nós. O método é simples: uma injeção que retira o desejo sexual de pedófilos e estupradores. Como se sabe que não há regeneração para esse tipo de desvio, o condenado poderia escolher entre a prisão perpétua e a castração.
Muitos argumentam contra a medida, invocando os direitos humanos dos condenados. Peraí... direito de que? de continuar estuprando -crianças inclusive? entre o sacrifício de uma sexualidade que só pode ser exercida através do crime e o sacrifício de vidas inocentes -pelo assassinato ou pelos traumas que uma violencia como essa deixa numa pessoa , eu não penso nem duas vezes!
A solução parece perfeita, mas as coisas não são tão simples como aparentam. Hoje vi na televisão uma declaração do professor Guido Palombo, que é contra a adoção da medida. Ele dizia que o método é inútil, porque o estuprador, o molestador de crianças, tem uma distorção de mente que não pode ser corrigida pela química: perdido o desejo sexual ela se manifestaria, necessariamente, de outra maneira também distorcida. Não foi com essas palavras, é claro, mas o sentido é esse.
É um argumento consistente. Quero saber mais e andei procurando algum artigo do profesor Palombo sobre o assunto, mas ainda não encontrei. De qualquer maneira, com essa pequena declaração ele leva a discussão para o terreno certo: o que se tem de questionar é a eficácia do método, e não o direito ao exercício de uma sexualidade que faz vítimas.
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SUINDARA
domingo, 30 de setembro de 2007

a foto é do blog do Altino
A Leila é uma escritora acreana da pesada e acaba de lançar seu livro de crônicas. Li de um fôlego só, revivendo, através das suas lembranças, o Acre que nós vivemos e já não existe mais. Os tipos humanos, as crendices, os costumes, tudo tão particular e ao mesmo tempo tão universal.
Deixo a palavra com ela:
“Essas croniquetas são, nada mais, nada menos que imagens vivas do batente. Narram passagens particulares por mim experimentadas e passagens de outros entes que nem souberam que passaram. Ninguém lhes observou o andar, o desamor, o berço ou a falta dele. Não poemaram, e lhes faltou garganta e força para desatarem o nó de suas forcas. Não houve tempo nem oportunidade de galgarem postos. Eram como folhas soltas na tempestade e varridas da moderna memória de muitos que se pensam vivos.”
Essa é a Leila!

a foto é do blog do Altino
A Leila é uma escritora acreana da pesada e acaba de lançar seu livro de crônicas. Li de um fôlego só, revivendo, através das suas lembranças, o Acre que nós vivemos e já não existe mais. Os tipos humanos, as crendices, os costumes, tudo tão particular e ao mesmo tempo tão universal.
Deixo a palavra com ela:
“Essas croniquetas são, nada mais, nada menos que imagens vivas do batente. Narram passagens particulares por mim experimentadas e passagens de outros entes que nem souberam que passaram. Ninguém lhes observou o andar, o desamor, o berço ou a falta dele. Não poemaram, e lhes faltou garganta e força para desatarem o nó de suas forcas. Não houve tempo nem oportunidade de galgarem postos. Eram como folhas soltas na tempestade e varridas da moderna memória de muitos que se pensam vivos.”
Essa é a Leila!
Alex Lerner e os bolos
quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Esse ano não fiz festa de aniversário, mas ganhei um bolo. E não foi qualquer bolo: esse aí foi elaborado e confeitado pelo Alex Lerner, que descobriu mais esse talento!
O Alex vocês conhecem, é jornalista e faz um programa de entrevistas no Multishow, o “por trás da fama”.
O bolo estava tão bom que saiu todo mundo desejando que ele não mude de hobby tão cedo!

Esse ano não fiz festa de aniversário, mas ganhei um bolo. E não foi qualquer bolo: esse aí foi elaborado e confeitado pelo Alex Lerner, que descobriu mais esse talento!
O Alex vocês conhecem, é jornalista e faz um programa de entrevistas no Multishow, o “por trás da fama”.
O bolo estava tão bom que saiu todo mundo desejando que ele não mude de hobby tão cedo!
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TROPA DE ELITE
quarta-feira, 26 de setembro de 2007

De volta, encontro uma nova polêmica envolvendo o filme: a reação eufórica das platéias às cenas de tortura e morte. Nenhuma surprêsa, pra quem prestou atenção ao fato de que o BOPE tenha sido aplaudido no desfile de 7 de setembro.
O que foi que mudou? durante muito tempo cultivou-se no Brasil uma verdadeira ojeriza à polícia. Qualquer tipo de repressão era identificado àqueles anos de ditadura que nunca mais queríamos ver pela frente. Ao mesmo tempo, a tendência era vitimizar os bandidos, encontrando sempre uma explicação sociológica para suas ações. O culpado mesmo era “o sistema”.
Ora, uma coisa é repressão à livre expressão, e outra bem diferente é repressão ao crime. Confundir essas estações ajudou um bocado a chegar onde chegamos.
A indiferença do estado, a cultura da impunidade, o sentimento de desamparo, a falta de confiança nas instituições, esse clima de salve-se quem puder, acaba mesmo embrutecendo as pessoas.
O filme, como filme, é primoroso. E foi mais do que oportuno mostrar o ponto de vista da polícia, concordemos ou não concordemos com ele.
Como será importante mostrar o ponto de vista da população honesta que, no morro como no asfalto, vive aterrorizada, com medo de parar num sinal de trânsito, de tomar um ônibus, ou de simplesmente andar na rua e ser atingida por uma bala -perdida ou dirigida a si.
A reação feroz das platéias é um grito de alerta e tomara que seja ouvido enquanto ainda é tempo.

De volta, encontro uma nova polêmica envolvendo o filme: a reação eufórica das platéias às cenas de tortura e morte. Nenhuma surprêsa, pra quem prestou atenção ao fato de que o BOPE tenha sido aplaudido no desfile de 7 de setembro.
O que foi que mudou? durante muito tempo cultivou-se no Brasil uma verdadeira ojeriza à polícia. Qualquer tipo de repressão era identificado àqueles anos de ditadura que nunca mais queríamos ver pela frente. Ao mesmo tempo, a tendência era vitimizar os bandidos, encontrando sempre uma explicação sociológica para suas ações. O culpado mesmo era “o sistema”.
Ora, uma coisa é repressão à livre expressão, e outra bem diferente é repressão ao crime. Confundir essas estações ajudou um bocado a chegar onde chegamos.
A indiferença do estado, a cultura da impunidade, o sentimento de desamparo, a falta de confiança nas instituições, esse clima de salve-se quem puder, acaba mesmo embrutecendo as pessoas.
O filme, como filme, é primoroso. E foi mais do que oportuno mostrar o ponto de vista da polícia, concordemos ou não concordemos com ele.
Como será importante mostrar o ponto de vista da população honesta que, no morro como no asfalto, vive aterrorizada, com medo de parar num sinal de trânsito, de tomar um ônibus, ou de simplesmente andar na rua e ser atingida por uma bala -perdida ou dirigida a si.
A reação feroz das platéias é um grito de alerta e tomara que seja ouvido enquanto ainda é tempo.
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SEX AND THE CITY
domingo, 23 de setembro de 2007

Ontem estavam gravando o filme aqui pertinho do hotel. Passei por lá sem a máquina: perdi a foto. Era uma cena com Carrie e Mr Big.
O seriado foi ótimo. Divertido, comovente, um retrato bem real do universo feminino. Fico pensando em como faz falta, entre nós, filmes ou séries que retratem assim, de uma maneira simples, o cotidiano das pessoas comuns.
Bem ou mal, esse registro tem sido feito, até agora, pelas novelas.O assunto rende, e a gente volta a falar sobre isso. Fica a provocação.

Ontem estavam gravando o filme aqui pertinho do hotel. Passei por lá sem a máquina: perdi a foto. Era uma cena com Carrie e Mr Big.
O seriado foi ótimo. Divertido, comovente, um retrato bem real do universo feminino. Fico pensando em como faz falta, entre nós, filmes ou séries que retratem assim, de uma maneira simples, o cotidiano das pessoas comuns.
Bem ou mal, esse registro tem sido feito, até agora, pelas novelas.O assunto rende, e a gente volta a falar sobre isso. Fica a provocação.
De Nova York
sábado, 22 de setembro de 2007

Aqui estou eu, nessa esquina do mundo que é Nova York. As vitrines da Disney já anunciam o Halloweem, e a loja estava cheia de crianças experimentando fantasias. Uma alegria só.
Não consigo sintonia com essa festa, que por aí começa a ser apreciada. Ela é bacana aqui, porque faz parte das tradições, mas nao combina com nosso cenário, com o nosso jeito. Nós somos mesmo é uma noite de São Jõao! não é não?

Aqui estou eu, nessa esquina do mundo que é Nova York. As vitrines da Disney já anunciam o Halloweem, e a loja estava cheia de crianças experimentando fantasias. Uma alegria só.
Não consigo sintonia com essa festa, que por aí começa a ser apreciada. Ela é bacana aqui, porque faz parte das tradições, mas nao combina com nosso cenário, com o nosso jeito. Nós somos mesmo é uma noite de São Jõao! não é não?
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Loucos por música
quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O projeto é um barato. Seguindo a linha da dra Nise da Silveira, o objetivo é acabar com o estigma que acompanha os que são classificados como loucos. promovendo a integração deles à sociedade através do trabalho e da música.
Bonito, porque resgata a humanidade de pessoas que tinham sido simplesmente postas de lado, esquecidas atrás dos muros dos hospícios, dando a elas a chance de descobrir seus talentos e de chegar aos outros através de sua própria voz.
Na foto, o Hamilton, compositor e vocalista do grupo formado pelos pacientes, o “Harmonia Enlouquece”. Enlouquece mesmo: a banda leva a platéia ao delírio, todo mundo canta junto, não dá pra ficar parado:
“”Estou vivendo no mundo do hospital
tomando remédio de psiquiatria mental
Haldol, Dyazepan, Rohypnol, Prometazina
Meu médico não sabe como me tornar um cara normal
Me amarram, me aplicam, me sufocam num quarto trancado
socorro! sou um cara normal asfixiado!””
Clique AQUI para entrar no site onde você pode escutar um pedacinho da cada música do primeiro CD do grupo. Eu já encomendei o meu.

O projeto é um barato. Seguindo a linha da dra Nise da Silveira, o objetivo é acabar com o estigma que acompanha os que são classificados como loucos. promovendo a integração deles à sociedade através do trabalho e da música.
Bonito, porque resgata a humanidade de pessoas que tinham sido simplesmente postas de lado, esquecidas atrás dos muros dos hospícios, dando a elas a chance de descobrir seus talentos e de chegar aos outros através de sua própria voz.
Na foto, o Hamilton, compositor e vocalista do grupo formado pelos pacientes, o “Harmonia Enlouquece”. Enlouquece mesmo: a banda leva a platéia ao delírio, todo mundo canta junto, não dá pra ficar parado:
“”Estou vivendo no mundo do hospital
tomando remédio de psiquiatria mental
Haldol, Dyazepan, Rohypnol, Prometazina
Meu médico não sabe como me tornar um cara normal
Me amarram, me aplicam, me sufocam num quarto trancado
socorro! sou um cara normal asfixiado!””
Clique AQUI para entrar no site onde você pode escutar um pedacinho da cada música do primeiro CD do grupo. Eu já encomendei o meu.
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Biscaia e a campanha das assinaturas
domingo, 16 de setembro de 2007

Em meio a tantos acontecimentos degradantes que tem ocupado o noticiário das últimas semanas, vislumbro alguma esperança com a indicação de Biscaia para a Secretaria Nacional de Segurança. Tomara deus que ele acerte.
Pouca gente sabe, mas foi Biscaia quem redigiu a lei proposta naquela campanha de assinaturas encabeçada por mim e por Jocélia Brandão, que resultou na primeira emenda popular da história do Brasil
Para quem não lembra, Jocélia é a mãe da Miriam, uma criança de 4 anos que foi sequestrada e queimada viva em BH, segundo os sequestradores, porque chorou no cativeiro.
Se as leis penais que temos hoje em dia são o que são, naqueles idos de 1992 era muito pior: se você matasse uma arara, um boto, isso era considerado crime hediondo. Ficava preso mesmo, sem direito a fiança, e cumpriria uma parcela bem maior da pena que recebesse, antes de ter direito a qualquer benefício. Mas se matasse o fiscal que tomava conta das aves, tudo bem, podia contar com todas as tolerâncias da lei.
Sabendo que a constituição oferecia ao cidadão a oportunidade de fazer passar uma lei, desde que reunindo um número de assinaturas proporcional à população do país, eu e Jocélia saímos em campo, conscientes de que nenhuma possível conquista poderia ser aplicada aos assassinos de nossas filhas, uma vez que a lei nao retroage para punir.
Procuramos Biscaia, na época Procurador Geral de Justiça do Rio de Janeiro, e ele considerou que a maneira mais viável de resgatar algum valor para a vida humana em nossa legislação penal seria, ao invés de redigir uma nova lei, propor a inclusão do homicídio qualificado na lei dos crimes hediondos, essa que já protegia botos, araras, papagaios e outros afins.
Conseguimos em apenas três meses, passando listas de mão em mão, sem apoio de nenhum grande órgão de imprensa, mas contando com a solidariedade e a indignação de um país, reunir 1.300.000 assinaturas: 300 mil a mais do que, então, nos exigia a constituição.
Trocando em miúdos, ao incluir o homicídio qualificado na lista dos crimes considerados hediondos, a primeira emenda popular da História do Brasil conquistou a equiparação da vida humana à vida dos botos e papagaios. Mas já foi alguma coisa!

Em meio a tantos acontecimentos degradantes que tem ocupado o noticiário das últimas semanas, vislumbro alguma esperança com a indicação de Biscaia para a Secretaria Nacional de Segurança. Tomara deus que ele acerte.
Pouca gente sabe, mas foi Biscaia quem redigiu a lei proposta naquela campanha de assinaturas encabeçada por mim e por Jocélia Brandão, que resultou na primeira emenda popular da história do Brasil
Para quem não lembra, Jocélia é a mãe da Miriam, uma criança de 4 anos que foi sequestrada e queimada viva em BH, segundo os sequestradores, porque chorou no cativeiro.
Se as leis penais que temos hoje em dia são o que são, naqueles idos de 1992 era muito pior: se você matasse uma arara, um boto, isso era considerado crime hediondo. Ficava preso mesmo, sem direito a fiança, e cumpriria uma parcela bem maior da pena que recebesse, antes de ter direito a qualquer benefício. Mas se matasse o fiscal que tomava conta das aves, tudo bem, podia contar com todas as tolerâncias da lei.
Sabendo que a constituição oferecia ao cidadão a oportunidade de fazer passar uma lei, desde que reunindo um número de assinaturas proporcional à população do país, eu e Jocélia saímos em campo, conscientes de que nenhuma possível conquista poderia ser aplicada aos assassinos de nossas filhas, uma vez que a lei nao retroage para punir.
Procuramos Biscaia, na época Procurador Geral de Justiça do Rio de Janeiro, e ele considerou que a maneira mais viável de resgatar algum valor para a vida humana em nossa legislação penal seria, ao invés de redigir uma nova lei, propor a inclusão do homicídio qualificado na lei dos crimes hediondos, essa que já protegia botos, araras, papagaios e outros afins.
Conseguimos em apenas três meses, passando listas de mão em mão, sem apoio de nenhum grande órgão de imprensa, mas contando com a solidariedade e a indignação de um país, reunir 1.300.000 assinaturas: 300 mil a mais do que, então, nos exigia a constituição.
Trocando em miúdos, ao incluir o homicídio qualificado na lista dos crimes considerados hediondos, a primeira emenda popular da História do Brasil conquistou a equiparação da vida humana à vida dos botos e papagaios. Mas já foi alguma coisa!
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Falei da gameleira, aqui está ela
domingo, 16 de setembro de 2007

Na foto, eu e Armando Nogueira, quando visitamos o Acre para inauguração das duas escolas que levam nosso nome: a dele voltada para crianças com vocação para o esporte. A minha para as crianças com vocação para o artístico.

Na foto, eu e Armando Nogueira, quando visitamos o Acre para inauguração das duas escolas que levam nosso nome: a dele voltada para crianças com vocação para o esporte. A minha para as crianças com vocação para o artístico.
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Modernos?
sábado, 15 de setembro de 2007

Hoje passei pelo centro da cidade. As ruas antigas, os casarões coloniais com suas sacadas, seus azulejos, tudo tão maltratado que dói na gente. A avenida Rio Branco não tem mais nenhuma semelhança com aquela retratada por Malta. Restam poucas construções que lembram a nossa belle époque: a maioria delas foi derrubada para dar lugar a edifícios imensos, e ali onde estava o belo palácio Monroe, hoje temos um estacionamento.
Outros países preservam seu centro histórico e constroem o moderno para além daqueles limites. Entre nós prevalece uma mentalidade que confunde o antigo com atraso, a natureza com atraso. E quanta coisa tem sido sacrificada a essa idéia falsa. A Amazônia, inclusive.
Na Rio Branco onde me criei as ruas eram arborizadas com mangueiras frondosas. Pois bem. Um dia, pouco depois que deixei o Acre, um prefeito disposto a modernizar a cidade mandou derrubar todas elas.
Fiquei sabendo pelo acreano Carlito Melo que a gameleira, marco da fundação de Rio Branco, escapou da derrubada graças à Diná, mulher do nosso médico, o dr Augusto, que armou-se de um machado e se postou à frente da árvore centenária, ameaçando abater quem levantasse a mão contra ela.
Grande Diná!
OBS. Hoje, 19/09, Carlito escreveu fazendo uma correção. Aí vai ela:
Glorinha, a salvação da gameleira foi comandada pela mulher do Rufino Vieira e não foi com um machado e sim com um terçado.Ela disse ao prefeito o sr. derruba e lhe degolo.
Um beijo grande,
Carlito

Hoje passei pelo centro da cidade. As ruas antigas, os casarões coloniais com suas sacadas, seus azulejos, tudo tão maltratado que dói na gente. A avenida Rio Branco não tem mais nenhuma semelhança com aquela retratada por Malta. Restam poucas construções que lembram a nossa belle époque: a maioria delas foi derrubada para dar lugar a edifícios imensos, e ali onde estava o belo palácio Monroe, hoje temos um estacionamento.
Outros países preservam seu centro histórico e constroem o moderno para além daqueles limites. Entre nós prevalece uma mentalidade que confunde o antigo com atraso, a natureza com atraso. E quanta coisa tem sido sacrificada a essa idéia falsa. A Amazônia, inclusive.
Na Rio Branco onde me criei as ruas eram arborizadas com mangueiras frondosas. Pois bem. Um dia, pouco depois que deixei o Acre, um prefeito disposto a modernizar a cidade mandou derrubar todas elas.
Fiquei sabendo pelo acreano Carlito Melo que a gameleira, marco da fundação de Rio Branco, escapou da derrubada graças à Diná, mulher do nosso médico, o dr Augusto, que armou-se de um machado e se postou à frente da árvore centenária, ameaçando abater quem levantasse a mão contra ela.
Grande Diná!
OBS. Hoje, 19/09, Carlito escreveu fazendo uma correção. Aí vai ela:
Glorinha, a salvação da gameleira foi comandada pela mulher do Rufino Vieira e não foi com um machado e sim com um terçado.Ela disse ao prefeito o sr. derruba e lhe degolo.
Um beijo grande,
Carlito
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Pausa poética
terça-feira, 11 de setembro de 2007

Adoro cordel. Quando menina, nos domingos do Acre, escutei muito cantador, e assim aprendi a história de Cancão de Fogo, da Donzela Teodora, do Pavão Misterioso e tantas outras. Nesse departamento, um dos poetas que mais me impressiona, ontem como hoje, é Zé Limeira. Aí vai um pouquinho dele pra esse final de noite:
"Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraíba falada,
Cantando nas Escritura,
Saudando o pai da coalhada,
A lua branca alumia,
Jesus, José e Maria,
Três anjos na farinhada."
"Jesus foi home de fama
Dentro de Cafarnaum,
Feliz da mesa que tem
Costela de gaiamum,
No sertão do cariri
Vi um casal de siri
Sem comprimisso nenhum."
"Napoleão era um
Bom capitão de navio,
Sofria de tosse braba
No tempo que era sadio,
Foi poeta e demagogo,
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio."

Adoro cordel. Quando menina, nos domingos do Acre, escutei muito cantador, e assim aprendi a história de Cancão de Fogo, da Donzela Teodora, do Pavão Misterioso e tantas outras. Nesse departamento, um dos poetas que mais me impressiona, ontem como hoje, é Zé Limeira. Aí vai um pouquinho dele pra esse final de noite:
"Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraíba falada,
Cantando nas Escritura,
Saudando o pai da coalhada,
A lua branca alumia,
Jesus, José e Maria,
Três anjos na farinhada."
"Jesus foi home de fama
Dentro de Cafarnaum,
Feliz da mesa que tem
Costela de gaiamum,
No sertão do cariri
Vi um casal de siri
Sem comprimisso nenhum."
"Napoleão era um
Bom capitão de navio,
Sofria de tosse braba
No tempo que era sadio,
Foi poeta e demagogo,
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio."
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Ainda o caso Maddie
terça-feira, 11 de setembro de 2007

Tudo indica que os pais da menina vão ser mesmo indiciados. Segundo a imprensa portuguesa, o juiz recebeu o material enviado pela polícia e se pronuncia dentro de 10 dias.
É terrível que tenham sido eles a matar a criança, voluntária ou involuntariamente. E é terrivel se forem inocentes dessas acusações.
Vejam o que saiu hoje no noticiário da SIC:
“O jornal “The Telegraph” adianta, esta terça-feira à noite, que há cabelo de Maddie em grandes quantidades na tampa do fundo falso da bagageira do Renault Scenic, alugado 25 dias depois do desparecimento da criança.
Um dia depois das análises aos vestígios biológicos, encontrados na bagageira do carro, revelarem coincidência com o ADN da menina, a imprensa britânica refina os indícios que a polícia acredita incriminarem Kate e Gerry.
A polícia levanta, desta forma, a hipótese de que o corpo de Maddie terá sido escondido no local destinado à roda suplente do automóvel.
Os investigadores portugueses, por sua vez, acreditam que há provas mais que suficientes para acusar os McCann não só da morte como da ocultação do cadáver de Maddie”

Tudo indica que os pais da menina vão ser mesmo indiciados. Segundo a imprensa portuguesa, o juiz recebeu o material enviado pela polícia e se pronuncia dentro de 10 dias.
É terrível que tenham sido eles a matar a criança, voluntária ou involuntariamente. E é terrivel se forem inocentes dessas acusações.
Vejam o que saiu hoje no noticiário da SIC:
“O jornal “The Telegraph” adianta, esta terça-feira à noite, que há cabelo de Maddie em grandes quantidades na tampa do fundo falso da bagageira do Renault Scenic, alugado 25 dias depois do desparecimento da criança.
Um dia depois das análises aos vestígios biológicos, encontrados na bagageira do carro, revelarem coincidência com o ADN da menina, a imprensa britânica refina os indícios que a polícia acredita incriminarem Kate e Gerry.
A polícia levanta, desta forma, a hipótese de que o corpo de Maddie terá sido escondido no local destinado à roda suplente do automóvel.
Os investigadores portugueses, por sua vez, acreditam que há provas mais que suficientes para acusar os McCann não só da morte como da ocultação do cadáver de Maddie”
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Brasil: crime e castigo
terça-feira, 11 de setembro de 2007

Acabo de ler que o STF negou habeas corpus a Suzanne Richtofen. Ainda bem.
Nao bastassem as inúmeras portas de saída que as nossas leis penais oferecem a qualquer criminoso que possa pagar um bom advogado, os sem número de recursos que permitem postergar indefinidamente um julgamento, não bastasse a lei da primariedade, herança dos tempos da ditadura, não bastassem, ainda, as leis de execução penal, que pulverizam a pena aplicada pelos juízes, estamos vendo, cada vez com mais frequência, criminosos condenados saírem do tribunal pela porta da frente, apoiados no estranho princípio de que a sentença só passa a valer depois de transitada em julgado
-o que pode demorar alguns anos.
O Tribunal do Júri custa dinheiro público. Dinheiro que seria muito bem aplicado se ele cumprisse a sua função, que é reafirmar um valor moral para a sociedade. Não cumpre, e é bom lembrar que não por culpa do judiciário: o judiciário não faz a lei: aplica.
Todo aquele aparato que impressiona qualquer espectador: juizes, advogados e promotores metidos em suas togas negras, a formalidade, o tom ritualístico
de um julgamento, tudo isso resulta numa teatralidade vazia quando se percebe que não é pra valer.
Quando a gente vê a fotografia de Pimenta das Neves curtindo o sol na praia, com a nova namorada, não tem como deixar de pensar que o crime é dele, mas o castigo coube mesmo aos pais da moça que ele matou.

Acabo de ler que o STF negou habeas corpus a Suzanne Richtofen. Ainda bem.
Nao bastassem as inúmeras portas de saída que as nossas leis penais oferecem a qualquer criminoso que possa pagar um bom advogado, os sem número de recursos que permitem postergar indefinidamente um julgamento, não bastasse a lei da primariedade, herança dos tempos da ditadura, não bastassem, ainda, as leis de execução penal, que pulverizam a pena aplicada pelos juízes, estamos vendo, cada vez com mais frequência, criminosos condenados saírem do tribunal pela porta da frente, apoiados no estranho princípio de que a sentença só passa a valer depois de transitada em julgado
-o que pode demorar alguns anos.
O Tribunal do Júri custa dinheiro público. Dinheiro que seria muito bem aplicado se ele cumprisse a sua função, que é reafirmar um valor moral para a sociedade. Não cumpre, e é bom lembrar que não por culpa do judiciário: o judiciário não faz a lei: aplica.
Todo aquele aparato que impressiona qualquer espectador: juizes, advogados e promotores metidos em suas togas negras, a formalidade, o tom ritualístico
de um julgamento, tudo isso resulta numa teatralidade vazia quando se percebe que não é pra valer.
Quando a gente vê a fotografia de Pimenta das Neves curtindo o sol na praia, com a nova namorada, não tem como deixar de pensar que o crime é dele, mas o castigo coube mesmo aos pais da moça que ele matou.
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Caso Maddie
domingo, 9 de setembro de 2007

Aqui em Portugal, enquanto a imprensa escrita anuncia a iminente prisão do casal no decorrer da próxima semana, a televisão mostra a partida dos Mccann para a Inglaterra, segundo informa o noticiário, sem avisar à Policia Judicial, que eliminou a hipóteses de rapto e, a partir dessa segunda feira, começa as buscas pelo corpo da menina.
Uma porta voz da família leu uma declaração à imprensa, dizendo que o casal quer retormar, o mais depressa possível, à vida normal.
O Correio da Manhã;
“Na PJ está ainda a causar grande desagrado o facto de o advogado do casal, Carlos Pinto de Abreu, ter reunido com o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, antes de viajar para o Algarve com o objectivo de dar assistência jurídica aos McCann. Esta reunião, cujo conteúdo é desconhecido, é associada à mudança de estratégia do Ministério Público, que pensou prender Kate mas depois desistiu.”
Aí vai uma foto do pai de Maddie já dentro do avião

Aqui em Portugal, enquanto a imprensa escrita anuncia a iminente prisão do casal no decorrer da próxima semana, a televisão mostra a partida dos Mccann para a Inglaterra, segundo informa o noticiário, sem avisar à Policia Judicial, que eliminou a hipóteses de rapto e, a partir dessa segunda feira, começa as buscas pelo corpo da menina.
Uma porta voz da família leu uma declaração à imprensa, dizendo que o casal quer retormar, o mais depressa possível, à vida normal.
O Correio da Manhã;
“Na PJ está ainda a causar grande desagrado o facto de o advogado do casal, Carlos Pinto de Abreu, ter reunido com o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, antes de viajar para o Algarve com o objectivo de dar assistência jurídica aos McCann. Esta reunião, cujo conteúdo é desconhecido, é associada à mudança de estratégia do Ministério Público, que pensou prender Kate mas depois desistiu.”
Aí vai uma foto do pai de Maddie já dentro do avião
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Évora: a capela dos ossos
Sábado, 8 de setembro de 2007

A inscrição no portal nos pega de surprêsa:
NÓS, OSSOS QUE AQUI ESTAMOS, PELOS VOSSOS ESPERAMOS.
A gente sabe, mas como esquece!
A capela fica dentro dos muros de Évora. É do século XVI, pertence ao antigo convento de S Francisco e tem todas as paredes e colunas revestidas por ossos humanos. Causa impacto. Vi um francês recuando, paralizando com a filmadora na mão, antes de voltar o fôlego e começar a filmar.
Nao há como sair dali sem a noção exata do quanto somos transitórios e pequenos.

A inscrição no portal nos pega de surprêsa:
NÓS, OSSOS QUE AQUI ESTAMOS, PELOS VOSSOS ESPERAMOS.
A gente sabe, mas como esquece!
A capela fica dentro dos muros de Évora. É do século XVI, pertence ao antigo convento de S Francisco e tem todas as paredes e colunas revestidas por ossos humanos. Causa impacto. Vi um francês recuando, paralizando com a filmadora na mão, antes de voltar o fôlego e começar a filmar.
Nao há como sair dali sem a noção exata do quanto somos transitórios e pequenos.
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Portugal discute o caso Maddie
sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Hoje, aqui em Lisboa, todos os jornais, todos os noticiários televisivos discutem os desdobramentos do caso Madeleine: ontem a mãe da menina desaparecida foi formalmente interrogada durante 11 horas e o interrogatório continua hoje. O pai também está sendo ouvido, e a família já constituiu advogado.
O caso suscita uma grande polêmica, envolvendo a imprensa de Portugal e da Inglaterra. Muita gente está ligando nesse momento para um noticiário da TV demonstrando indignação com as críticas que os jornais ingleses vem fazendo à atuação da polícia portuguesa.
Queira Deus que esse tipo de polêmica não venha a falar mais alto do que aquilo que realmente importa, que é saber o que aconteceu de verdade a essa criança.

Hoje, aqui em Lisboa, todos os jornais, todos os noticiários televisivos discutem os desdobramentos do caso Madeleine: ontem a mãe da menina desaparecida foi formalmente interrogada durante 11 horas e o interrogatório continua hoje. O pai também está sendo ouvido, e a família já constituiu advogado.
O caso suscita uma grande polêmica, envolvendo a imprensa de Portugal e da Inglaterra. Muita gente está ligando nesse momento para um noticiário da TV demonstrando indignação com as críticas que os jornais ingleses vem fazendo à atuação da polícia portuguesa.
Queira Deus que esse tipo de polêmica não venha a falar mais alto do que aquilo que realmente importa, que é saber o que aconteceu de verdade a essa criança.
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Quimeras: falamos delas em O CLONE
quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Viram a notícia? a Inglaterra autorizou a produção de quimeras!
Muitas vezes se discutiu o assunto na novela, sublinhando o fato de que a grande transgressão não era a clonagem humana, mas essa possibilidade de fazer quimeras. de misturar espécies diferentes, de criar seres que a natureza não criou!
“O Clone” falava disso. Da criatura se fazendo Criador, desse momento histórico em que o avanço da genética permite ao homem a tentativa de substituir Deus. O clone humano seria uma cópia da obra divina, mas a quimera não: a quimera é um ser criado pelo homem, nos laboratórios onde habitam, hoje, os novos deuses.
Mais uma vez, o que parecia ficção científica revela sua concretude!

Viram a notícia? a Inglaterra autorizou a produção de quimeras!
Muitas vezes se discutiu o assunto na novela, sublinhando o fato de que a grande transgressão não era a clonagem humana, mas essa possibilidade de fazer quimeras. de misturar espécies diferentes, de criar seres que a natureza não criou!
“O Clone” falava disso. Da criatura se fazendo Criador, desse momento histórico em que o avanço da genética permite ao homem a tentativa de substituir Deus. O clone humano seria uma cópia da obra divina, mas a quimera não: a quimera é um ser criado pelo homem, nos laboratórios onde habitam, hoje, os novos deuses.
Mais uma vez, o que parecia ficção científica revela sua concretude!
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Doces -um capítulo à parte
quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Quem é que resiste ao pão de ló de Alfambras? Nada como os doces de Portugal! (Alfambras? onde é que estou com a cabeça? só pode ter sido a
overdose de pão de ló! que dona Maria Ferreira, matriarca da delícia, não me escute: o pão de ló é de ALFAZIRÃO, que fica entre Nazaré e Óbidos)
E por falar em doces, é interesante como os doces portugueses sublinham uma maneira característica de viver a religião. É uma intimidade com o sagrado, uma sensualização do sagrado que está no nome se dão a eles: barriguinha de freira, beijos de freira, pescoço de freira, papo de anjo, toucinho do céu...
Nós herdamos um pouco essa maneira de lidar com a religião.
O assunto rende!

Quem é que resiste ao pão de ló de Alfambras? Nada como os doces de Portugal! (Alfambras? onde é que estou com a cabeça? só pode ter sido a
overdose de pão de ló! que dona Maria Ferreira, matriarca da delícia, não me escute: o pão de ló é de ALFAZIRÃO, que fica entre Nazaré e Óbidos)
E por falar em doces, é interesante como os doces portugueses sublinham uma maneira característica de viver a religião. É uma intimidade com o sagrado, uma sensualização do sagrado que está no nome se dão a eles: barriguinha de freira, beijos de freira, pescoço de freira, papo de anjo, toucinho do céu...
Nós herdamos um pouco essa maneira de lidar com a religião.
O assunto rende!
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Passeando no Rossio
terça-feira, 4 de setembro de 2007

Aqui estou eu em terras lusas. Vai um take da praça Luis de Camões. E para entrar no clima de Lisboa a música do dia é com Mariza, a nova musa do fado
Logo ali adiante, na Fnac, comprei o livro de Zita Seabra, “Foi Assim”. Zita praticamente criou-se no PCP de Cunhal. Entrou para a clandestinidade com 17 anos, de modo que sua história pessoal confunde-se com a história do partido nessa época conturbada que antecede a queda de Salazar , passando pela instauração da democracia.
Só para situar quem não tenha ouvido sobre ela, Zita foi uma das dirigentes do PCP, e depois do 25 de abril entrou em dissidência com o partido, acabando expulsa e execrada. Seu livro de memórias é também uma crítica do partido ao qual dedicou a vida. E anda causando polêmica por aqui.
Também encomendei (está sendo difícil encontrar disponivel) uma edição do “Diário dos últimos anos”, de Florbela Espanca.
E agora, aos pasteis de Belém!

Aqui estou eu em terras lusas. Vai um take da praça Luis de Camões. E para entrar no clima de Lisboa a música do dia é com Mariza, a nova musa do fado
Logo ali adiante, na Fnac, comprei o livro de Zita Seabra, “Foi Assim”. Zita praticamente criou-se no PCP de Cunhal. Entrou para a clandestinidade com 17 anos, de modo que sua história pessoal confunde-se com a história do partido nessa época conturbada que antecede a queda de Salazar , passando pela instauração da democracia.
Só para situar quem não tenha ouvido sobre ela, Zita foi uma das dirigentes do PCP, e depois do 25 de abril entrou em dissidência com o partido, acabando expulsa e execrada. Seu livro de memórias é também uma crítica do partido ao qual dedicou a vida. E anda causando polêmica por aqui.
Também encomendei (está sendo difícil encontrar disponivel) uma edição do “Diário dos últimos anos”, de Florbela Espanca.
E agora, aos pasteis de Belém!
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You tube lança canal para desaparecidos
sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O Youtube criou um canal para divulgar fotos de crianças desaparecidas no mundo inteiro, e já está disponível o video das crianças brasileiras.
Há um trabalho de atualização das feições feito com base em análise de fotografias, o que facilita muito a identificação, porque grande parte dessas crianças já passou da infância para a adolescência.
Com a popularidade do You tube é certo que muitas vão ser encontradas. A divulgação é tudo, quando se fala de desaparecidos.
Em 1996, na novela EXPLODE CORAÇÃO, lancei a campanha pelas crianças desaparecidas, e misturando ficção com realidade, as mães reais ganharam espaço para mostrar a fotografia dos filhos, contar como desapareceram e pedir a ajuda da sociedade. Só durante o período de exibição encontramos mais de 100 crianças. Muitas outras foram localizadas depois, porque empresários, comerciantes e instituições aderiram à campanha.
Isso numa novela. Imaginem no You tube!
O curioso é que essa novela mostrou pela primeira vez, aqui no Brasil, a internet e as imensas possibilidades que ela oferecia. É engraçado lembrar que, dez anos atrás, soou como ficção científica.
Nessa iniciativa do You Tube aí estão os dois temas juntos de novo -agora no mundo real!
Clique AQUI para assistir

O Youtube criou um canal para divulgar fotos de crianças desaparecidas no mundo inteiro, e já está disponível o video das crianças brasileiras.
Há um trabalho de atualização das feições feito com base em análise de fotografias, o que facilita muito a identificação, porque grande parte dessas crianças já passou da infância para a adolescência.
Com a popularidade do You tube é certo que muitas vão ser encontradas. A divulgação é tudo, quando se fala de desaparecidos.
Em 1996, na novela EXPLODE CORAÇÃO, lancei a campanha pelas crianças desaparecidas, e misturando ficção com realidade, as mães reais ganharam espaço para mostrar a fotografia dos filhos, contar como desapareceram e pedir a ajuda da sociedade. Só durante o período de exibição encontramos mais de 100 crianças. Muitas outras foram localizadas depois, porque empresários, comerciantes e instituições aderiram à campanha.
Isso numa novela. Imaginem no You tube!
O curioso é que essa novela mostrou pela primeira vez, aqui no Brasil, a internet e as imensas possibilidades que ela oferecia. É engraçado lembrar que, dez anos atrás, soou como ficção científica.
Nessa iniciativa do You Tube aí estão os dois temas juntos de novo -agora no mundo real!
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Domingo com Isabelita
quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Ela pode ter vindo da Argentina, mas é a cara do Rio. Isabelita dos Patins vai estar neste próximo domingo, dia 2 de setembro, na Av Atlântica, em frente ao Copacabana Palace, das 10 às 16 horas, ajudando a recolher alimentos para crianças portadoras de HIV.
Pouca gente sabe o quanto Isabelita costuma fazer para as crianças de hospitais e orfanatos, visitando-as sempre e levando para elas a alegria e o lúdico da bailarina que desliza sobre patins.

Ela pode ter vindo da Argentina, mas é a cara do Rio. Isabelita dos Patins vai estar neste próximo domingo, dia 2 de setembro, na Av Atlântica, em frente ao Copacabana Palace, das 10 às 16 horas, ajudando a recolher alimentos para crianças portadoras de HIV.
Pouca gente sabe o quanto Isabelita costuma fazer para as crianças de hospitais e orfanatos, visitando-as sempre e levando para elas a alegria e o lúdico da bailarina que desliza sobre patins.
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A copa no Acre
segunda-feira,27 de agosto de 2007

O Acre é candidato a sediar a copa de 2014.
É, nós somos pequenos mas somos abusados. O acreano Toinho Alves costuma comparar o Acre à aldeia do Asterix. Diz que somos gauleses: enfrentamos o cerco dos romanos, temos druidas, temos uma porção mágica e nosso único medo é que o céu caia sobre nossas cabeças!

O Acre é candidato a sediar a copa de 2014.
É, nós somos pequenos mas somos abusados. O acreano Toinho Alves costuma comparar o Acre à aldeia do Asterix. Diz que somos gauleses: enfrentamos o cerco dos romanos, temos druidas, temos uma porção mágica e nosso único medo é que o céu caia sobre nossas cabeças!
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Chacina de Vigário Geral: missa de 14 anos
sexta-feira,24 de agosto de 2007

A Iracilda faz o convite, em nome dos outros sobreviventes e familiares dos mortos:
“Nós, familiares e vítimas da Chacina de Vigário Geral, convidamos a todos para participar da missa em lembrança das vitimas de Vigário Geral, dia 29 de agosto, às 09:30, na Igreja São José, à Rua: 1 de março, s/n, Centro, Rio de Janeiro”
A Chacina de Vigário Geral, dentre todos os crimes das últimas décadas, é o que denuncia de maneira mais contundente a tolerância das leis penais brasileiras e sua conivência com a impunidade.
29 de agosto de 1993, numa noite que parecia tranquila, a comunidade de Vigário Geral foi invadida por cerca de 50 homens encapuzados, fortemente armados. Eram policiais de grupo de extermínio, que em represália a traficantes da região, mataram 21 moradores.Gente que nao tinha nenhuma ligação com o tráfico. Gente que estava na rua, nos bares, ou dentro de suas casas.
A brutalidade provocou comoção e ouvimos, então, aquelas frases que sempre são ditas quando acontecem crimes hediondos:“é preciso dar uma resposta à sociedade” “isso não ficará impune” e vai por aí.
Difícil que seja assim. Só em 1997 conseguiu-se fazer o julgamento do primeiro réu, que foi condenado a 449 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de 21 pessoas.
Poderia ter sido mais, se fosse aplicada para cada homicídio a pena máxima de 30 anos. Na prática, por mais hediondo que seja o crime, os juízes não costumam dar sentenças superiores a 20 anos, porque de acordo com nossas leis a pena de mais de 20 anos dá direito a um segundo julgamento. O que significa outros tantos anos de espera para que o júri aconteça outra vez.
Condenado, réu recorreu da sentença, invocando um recurso extravagante: o crime continuado. Como as 21 pessoas foram mortas num mesmo ato, o crime conta como um crime só, e as 21 vidas valem uma vida só. O STF acolheu a pretensão e a pena foi reduzida para 57 anos.
Ele recorre outra vez, reinvindicando o direito ao segundo julgamento., uma vez que a pena ultrapassou os 20 anos. E foi julgado de novo.
Lá se vão 14 anos. Dos indiciados, apenas 7 foram condenados.E até hoje as vítimas
esperam pela indenização.
A Iracilda, que nos convida, perdeu a filha e o marido naquela noite de horror.

A Iracilda faz o convite, em nome dos outros sobreviventes e familiares dos mortos:
“Nós, familiares e vítimas da Chacina de Vigário Geral, convidamos a todos para participar da missa em lembrança das vitimas de Vigário Geral, dia 29 de agosto, às 09:30, na Igreja São José, à Rua: 1 de março, s/n, Centro, Rio de Janeiro”
A Chacina de Vigário Geral, dentre todos os crimes das últimas décadas, é o que denuncia de maneira mais contundente a tolerância das leis penais brasileiras e sua conivência com a impunidade.
29 de agosto de 1993, numa noite que parecia tranquila, a comunidade de Vigário Geral foi invadida por cerca de 50 homens encapuzados, fortemente armados. Eram policiais de grupo de extermínio, que em represália a traficantes da região, mataram 21 moradores.Gente que nao tinha nenhuma ligação com o tráfico. Gente que estava na rua, nos bares, ou dentro de suas casas.
A brutalidade provocou comoção e ouvimos, então, aquelas frases que sempre são ditas quando acontecem crimes hediondos:“é preciso dar uma resposta à sociedade” “isso não ficará impune” e vai por aí.
Difícil que seja assim. Só em 1997 conseguiu-se fazer o julgamento do primeiro réu, que foi condenado a 449 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de 21 pessoas.
Poderia ter sido mais, se fosse aplicada para cada homicídio a pena máxima de 30 anos. Na prática, por mais hediondo que seja o crime, os juízes não costumam dar sentenças superiores a 20 anos, porque de acordo com nossas leis a pena de mais de 20 anos dá direito a um segundo julgamento. O que significa outros tantos anos de espera para que o júri aconteça outra vez.
Condenado, réu recorreu da sentença, invocando um recurso extravagante: o crime continuado. Como as 21 pessoas foram mortas num mesmo ato, o crime conta como um crime só, e as 21 vidas valem uma vida só. O STF acolheu a pretensão e a pena foi reduzida para 57 anos.
Ele recorre outra vez, reinvindicando o direito ao segundo julgamento., uma vez que a pena ultrapassou os 20 anos. E foi julgado de novo.
Lá se vão 14 anos. Dos indiciados, apenas 7 foram condenados.E até hoje as vítimas
esperam pela indenização.
A Iracilda, que nos convida, perdeu a filha e o marido naquela noite de horror.
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Eu não sou cachorro nãããoooo!
quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Não é engraçado que sendo o animal mais mimado pelos humanos os cachorros geralmente apareçam nas letras das canções como representação dos humilhados e ofendidos?
Waldick canta:
“eu não sou cachorro não / pra viver tão humilhado
eu nao sou cachorro não para ser tão desprezado...
Silvio Caldas, na clássica serenata:
dorme junto a teus pés o meu ciúme
enjeitado e faminto como um cão
Cazuza:
“pelos dias de cão, muito obrigado”
Nos ditos populares,nem se fala! as tão exaltadas qualidades dos cães convivem lado a lado com o significado inverso: cachorro é gente safada e sem vergonha, canta o Babado Novo.
E todo mundo entende o que seja dia de cão, mundo cão, vida de cão, gênio
de cão -apesar de quase ninguém nesse mundo conseguir resistir aos encantos de um cãozinho!

Não é engraçado que sendo o animal mais mimado pelos humanos os cachorros geralmente apareçam nas letras das canções como representação dos humilhados e ofendidos?
Waldick canta:
“eu não sou cachorro não / pra viver tão humilhado
eu nao sou cachorro não para ser tão desprezado...
Silvio Caldas, na clássica serenata:
dorme junto a teus pés o meu ciúme
enjeitado e faminto como um cão
Cazuza:
“pelos dias de cão, muito obrigado”
Nos ditos populares,nem se fala! as tão exaltadas qualidades dos cães convivem lado a lado com o significado inverso: cachorro é gente safada e sem vergonha, canta o Babado Novo.
E todo mundo entende o que seja dia de cão, mundo cão, vida de cão, gênio
de cão -apesar de quase ninguém nesse mundo conseguir resistir aos encantos de um cãozinho!
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Waldick Soriano
quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Fui ver Waldick Soriano na noite que Patricia Pillar organizou para lançar o disco, o DVD e apresentar alguns momentos do documentário que ela está dirigindo sobre a vida e a obra desse ícone da nossa música.
Waldick é aquele mesmo: rasga coração. Homenagem mais do que merecida

Fui ver Waldick Soriano na noite que Patricia Pillar organizou para lançar o disco, o DVD e apresentar alguns momentos do documentário que ela está dirigindo sobre a vida e a obra desse ícone da nossa música.
Waldick é aquele mesmo: rasga coração. Homenagem mais do que merecida
Sessão Nostalgia
segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Encontrei essa preciosidade.Quem viveu os anos 50 e 60 com certeza chorou no cinema com Marcelino (Pablito Calvo), o orfãozinho criado pelos monges que ofereceu pão e vinho a uma imagem de Cristo e se tornou amigo do cruxificado.
Eu era criança quando vi e lembro que ficava horas olhando um cristo na cruz, na esperança de que ele falasse comigo, como falou com Marcelino.
Tem dias que o DVD está aqui, na minha estante. Estou como que me preparando pra rever. Seja qual for a impressão que ele me cause hoje, Marcelino tem sabor de recherche du temps perdu para quem já se emocionou com ele.
O filme recebeu menção honrosa no festival de Cannes e ganhou o Urso de Prata em Berlim.
Fui atrás de saber por onde andava Pablito Calvo (Pablo Calvo Hidalgo): ele deixou o cinema na adolescencia e morreu com 51 anos, no ano 2000.

Encontrei essa preciosidade.Quem viveu os anos 50 e 60 com certeza chorou no cinema com Marcelino (Pablito Calvo), o orfãozinho criado pelos monges que ofereceu pão e vinho a uma imagem de Cristo e se tornou amigo do cruxificado.
Eu era criança quando vi e lembro que ficava horas olhando um cristo na cruz, na esperança de que ele falasse comigo, como falou com Marcelino.
Tem dias que o DVD está aqui, na minha estante. Estou como que me preparando pra rever. Seja qual for a impressão que ele me cause hoje, Marcelino tem sabor de recherche du temps perdu para quem já se emocionou com ele.
O filme recebeu menção honrosa no festival de Cannes e ganhou o Urso de Prata em Berlim.
Fui atrás de saber por onde andava Pablito Calvo (Pablo Calvo Hidalgo): ele deixou o cinema na adolescencia e morreu com 51 anos, no ano 2000.
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Apoena, o homem que enxerga longe
domingo, 19 de agosto de 2007

O jornalista Carlos Ramos manda fotos tiradas durante dramatização de texto (organizada por ele) no lançamento do livro APOENA 0 HOMEM QUE ENXERGA LONGE. Leticia Spiller, muito emocionada, participou da leitura.
Diz o Carlos:
“o livro traz as memórias do sertanista Apoena Meirelles, assassinado em 09 de outubro de 2004, por um menor, que alegou ter matado para roubar, a fim de comprar droga.
O assassino, filho da classe média alta de Porto Velho (RO) ganhou da Justiça o direito de cumprir a pena social em liberdade. E fugiu. Teria ido para a Bolívia. Hoje é maior. Mas o crime prescreveu pq na época em que cometeu o delito tinha 17 anos.
O livro Pode ser comprado pelo site: carmo9livraria@yahoo.com.br
A foto é divulgação do Cleomir Tavares/Photo Rio News.”

O jornalista Carlos Ramos manda fotos tiradas durante dramatização de texto (organizada por ele) no lançamento do livro APOENA 0 HOMEM QUE ENXERGA LONGE. Leticia Spiller, muito emocionada, participou da leitura.
Diz o Carlos:
“o livro traz as memórias do sertanista Apoena Meirelles, assassinado em 09 de outubro de 2004, por um menor, que alegou ter matado para roubar, a fim de comprar droga.
O assassino, filho da classe média alta de Porto Velho (RO) ganhou da Justiça o direito de cumprir a pena social em liberdade. E fugiu. Teria ido para a Bolívia. Hoje é maior. Mas o crime prescreveu pq na época em que cometeu o delito tinha 17 anos.
O livro Pode ser comprado pelo site: carmo9livraria@yahoo.com.br
A foto é divulgação do Cleomir Tavares/Photo Rio News.”
Parabens, João Donato!
Sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Estou vindo do aniversário do nosso João Donato. A festa foi lá na Modern Sound, regada a muita música, João ao piano recebendo os convidados que eram muitos: Leny Andrade, Emilio Santiano, Leo Gandelman, Paulo Moura, etc etc etc.
A loja inaugurou uma foto do João, e o bolo, essa maravilha que vocês vêem aí, recheado de cupuaçu, era a bandeira do Acre, Na hora do parabens os acreanos presentes, que eram muitos, cercaram o João e cantamos juntos o hino da nossa terra.
Yes, nós temos raiz!
e quem pagou o pato foi o Altino!
sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Altino Machado escreve o blog mais famoso do Acre. E agora está sendo multado pela justiça porque publicou a foto desse adolescente danificando
a récem inaugurada estátua do poeta Juvenal Antunes, no centro histórico de Rio Branco. Quanto ao infrator, não se tem conhecimento de que tenha recebido nenhuma penalidade pelo vandalismo.
Clique aqui para ler

Altino Machado escreve o blog mais famoso do Acre. E agora está sendo multado pela justiça porque publicou a foto desse adolescente danificando
a récem inaugurada estátua do poeta Juvenal Antunes, no centro histórico de Rio Branco. Quanto ao infrator, não se tem conhecimento de que tenha recebido nenhuma penalidade pelo vandalismo.
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Pessoas
Psicopatas: é possível reconhecê-los?
quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Estava lendo sobre o assassinato da arquiteta, em São Paulo. A moça tinha 24 anos, foi vistoriar um apartamento e, na saída, o porteiro a atrai para a guarita com o pretexto de preencher uma ficha. Ali mesmo a mata, rouba sua bolsa e atira seu corpo na cisterna do prédio.
De acordo com os moradores, o porteiro era um doce de pessoa -parecia ser. Atencioso, educado, paciente com as crianças. Imagino a sensação de insegurança que tomou conta dessa gente quando ele confessou o crime e a necessidade de praticar violências que o acomete de vez em quando!
Esse é o grande perigo dos psicopatas: eles não vem com letreiro e parecem sempre tão normais! claro: eles são absolutamente cerebrais, observam como se comportam as pessoas comuns e simplesmente as imitam, simulando reações emocionais que nao têm, de acordo com as conveniências.
A psiquiatria sabe que o psicopata não tem cura. Ao contrário do psicótico, ele sabe perfeitamente o que faz, conhece as leis e as regras da convivência social, apenas nào tem nenhum respeito por elas.
O psicopata não se torna necessariamente um assassino: o que o diferencia não é a prática de um crime, mas a falta de empatia com o humano, a ausência absoluta de culpa, de sentimentos de solidariedade, compaixão, a completa indiferença pelo outro.
Recentemente fiquei sabendo de um teste desenvolvido pela Universidade de Cardiff que estaria sendo usado para detectar a psicopatia.
Será? se for verdade que pode ser possível identificar esses indivíduos antes que ataquem, nós poderíamos dormir muito mais tranquilos!
Afinal de contas, eles podem estar muito próximos de nós, como Suzanne Richtofen, o porteiro de São Paulo, Guilherme de Pádua, Paula Thomaz, Champinha e tantos outros!

Estava lendo sobre o assassinato da arquiteta, em São Paulo. A moça tinha 24 anos, foi vistoriar um apartamento e, na saída, o porteiro a atrai para a guarita com o pretexto de preencher uma ficha. Ali mesmo a mata, rouba sua bolsa e atira seu corpo na cisterna do prédio.
De acordo com os moradores, o porteiro era um doce de pessoa -parecia ser. Atencioso, educado, paciente com as crianças. Imagino a sensação de insegurança que tomou conta dessa gente quando ele confessou o crime e a necessidade de praticar violências que o acomete de vez em quando!
Esse é o grande perigo dos psicopatas: eles não vem com letreiro e parecem sempre tão normais! claro: eles são absolutamente cerebrais, observam como se comportam as pessoas comuns e simplesmente as imitam, simulando reações emocionais que nao têm, de acordo com as conveniências.
A psiquiatria sabe que o psicopata não tem cura. Ao contrário do psicótico, ele sabe perfeitamente o que faz, conhece as leis e as regras da convivência social, apenas nào tem nenhum respeito por elas.
O psicopata não se torna necessariamente um assassino: o que o diferencia não é a prática de um crime, mas a falta de empatia com o humano, a ausência absoluta de culpa, de sentimentos de solidariedade, compaixão, a completa indiferença pelo outro.
Recentemente fiquei sabendo de um teste desenvolvido pela Universidade de Cardiff que estaria sendo usado para detectar a psicopatia.
Será? se for verdade que pode ser possível identificar esses indivíduos antes que ataquem, nós poderíamos dormir muito mais tranquilos!
Afinal de contas, eles podem estar muito próximos de nós, como Suzanne Richtofen, o porteiro de São Paulo, Guilherme de Pádua, Paula Thomaz, Champinha e tantos outros!
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Psicopatas
Balada no Second Life
quinta-feira, 16 de agosto

O mundo virtual anda animado. E diferente do mundo real, aqui tudo é possível, até viver uma segunda vida, de acordo com todas as fantasias a que se tem direito. No second Life você escolhe um corpo, uma cor dos olhos, um tipo de cabelo, um estilo de vida, faz amigos, casa, tem filhos ou volta a ser solteira, viaja pelo mundo, curte festas, monta um negócio, enfim... reencarna na tela de um computador livre de todo e qualquer karma.
E cada vez mais gente vai trocando literalmente a vida real pela vida virtual. Instigante e assustador, esse substituto do sofá do analista que as novas tecnologias oferecem.
Em tempo: a foto foi tirada com um celular virtual

O mundo virtual anda animado. E diferente do mundo real, aqui tudo é possível, até viver uma segunda vida, de acordo com todas as fantasias a que se tem direito. No second Life você escolhe um corpo, uma cor dos olhos, um tipo de cabelo, um estilo de vida, faz amigos, casa, tem filhos ou volta a ser solteira, viaja pelo mundo, curte festas, monta um negócio, enfim... reencarna na tela de um computador livre de todo e qualquer karma.
E cada vez mais gente vai trocando literalmente a vida real pela vida virtual. Instigante e assustador, esse substituto do sofá do analista que as novas tecnologias oferecem.
Em tempo: a foto foi tirada com um celular virtual
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Portugal: público elege AMAZONIA
terça-feira, 14 de agosto de 2007

olha eu aqui, lambendo a cria!
a notícia está na página da LUSA (uma agencia de notícias de Portugal):
“Lisboa, 14 Ago (Lusa) - A minissérie brasileira "Amazônia", veiculada pelo canal de TV SIC, a transmissão da Volta da França de ciclismo (RTP) e a série norte-americana "Nick/Tup" (TVI) foram escolhidos os melhores programas da televisão portuguesa em julho pela Associação de Telespectadores (ATV), que divulgou o resultado das avaliações nesta terça-feira.
Para a associação, "Amazônia" é um bom exemplo de produção brasileira. "Mais uma excelente série de época da Globo com todos os ingredientes habituais: profissionalíssima reconstituição de época, desde os pormenores dos fatos históricos às minúcias do guarda-roupa, interpretações cuidadas, realização sem falhas", disse o comunicado da entidade.”

olha eu aqui, lambendo a cria!
a notícia está na página da LUSA (uma agencia de notícias de Portugal):
“Lisboa, 14 Ago (Lusa) - A minissérie brasileira "Amazônia", veiculada pelo canal de TV SIC, a transmissão da Volta da França de ciclismo (RTP) e a série norte-americana "Nick/Tup" (TVI) foram escolhidos os melhores programas da televisão portuguesa em julho pela Associação de Telespectadores (ATV), que divulgou o resultado das avaliações nesta terça-feira.
Para a associação, "Amazônia" é um bom exemplo de produção brasileira. "Mais uma excelente série de época da Globo com todos os ingredientes habituais: profissionalíssima reconstituição de época, desde os pormenores dos fatos históricos às minúcias do guarda-roupa, interpretações cuidadas, realização sem falhas", disse o comunicado da entidade.”
Sabe quem é?
terça-feira, 14 de agosto de 2007

Essa foto foi garimpada pela Denise Arcoverde, que a encontrou na revista People. Aí está a Camille por quem se apaixonou o príncipe Charles. Como bem lembra a Denise, todo mundo envelhece: Camille também já foi jovem. E linda!

Essa foto foi garimpada pela Denise Arcoverde, que a encontrou na revista People. Aí está a Camille por quem se apaixonou o príncipe Charles. Como bem lembra a Denise, todo mundo envelhece: Camille também já foi jovem. E linda!
Aperto??? onde???
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
E o presidente da ANAC dizendo que só 5% dos passageiros acham que as poltronas dos aviões são desconfortáveis?
E o presidente da ANAC dizendo que só 5% dos passageiros acham que as poltronas dos aviões são desconfortáveis?
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dia dos pais: protesto em copacabana

domingo, 12 de agosto de 2007
Essa manifestação de pais proibidos pela Justiça de ter contato com os filhos está acontecendo aqui, na praia de copacabana, com o apoio da ONG GABRIELA SOU DA PAZ. Desci pra tomar uma água de côco e me deparei com a Cleyde e o grupo.
A maioria dos manifestantes é homem, mas eles contavam que duas mulheres (não estavam lá) fazem parte do movimento.
São pais que perderam o direito de conviver com os filhos pelas motivações mais diversas: violencia física, uso de drogas e acusação de abuso sexual.
Vestindo camisetas com o lema da campanha : PAI, NAO DESISTA DE MIM. eles distribuiam panfletos clamando contra a banalização de “manobras ardilosas” que visam extinguir os laços afetivos entre pais e filhos, e cada um contava a sua história: tinha o que havia sido preso com direito a prisão especial e, segundo ele, a mulher escondeu o diploma para que fosse jogado numa cela comum, tinha o bombeiro surrado pela babá boxeur que a ex-mulher contratou, e os transeuntes solidários também davam sua contribuição. Enquanto ouvíamos os casos, um deles pontificava: “só a mulher tem capacidade de odiar 24 horas por dia. O homem odeia, mas trata de outras coisas também”
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sobre traficantes e atletas

sexta-feira, 10 de agosto de 2007
O STF já se manifestou sobre o pedido de extradição do traficante colombiano Mario Camacho Martinez, demonstrando preocupação sobre os prejuízos que a deportação possa trazer ao meliante. Só vai se ficar garantido que os castigos de lá não ultrapassem os rigores dos castigos de cá: nada de prisão perpétua nem de cadeia por mais de 30 anos. Afinal de contas, o Brasil tem uma tradição de hospitalidade a zelar.
Já os atletas cubanos foram despachados a toque de caixa e sem nenhuma preocupação com o limite das sanções a que estarão submetidos: Fidel já avisou que não serão mais atletas -nem isso a nossa tradicional hospitalidade tratou de lhes garantir!
(a fotografia é do jornal O GLOBO)
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